sábado, 9 de outubro de 2010

O Descalabro Autoritário

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net/


Por Valmir Fonseca

O brasileiro tem uma maneira especial de ser, e admite, por eventualmente cometê - los, os chamados pequenos deslizes. É o tal jeitinho brasileiro de ver com tolerância, e sem nenhuma mossa em sua consciência, alguns pecadilhos, tanto os seus, como os dos outros.

É cômoda esta postura, não fosse a preocupação com os limites dos direitos de cada individuo; e quando o tramposo, ao cometer as suas “travessuras”, excede o seu, e adentra no espaço dos demais, uma, duas vezes, e assim por diante, até chegar ao abuso, o malandro passa a ser considerado ... um descarado espertalhão.

Por isso, apesar de sua leniência moral, quando prejudicados, até os brasileiros mais folgados põem a boca no trombone, quando surge um vivo demais, que amiúde extrapola os seus limites. Nestes casos, a tendência é deixar de aplaudir e regozijar - se com o vivaldino, para julgá – lo como realmente é - um arrematado cretino.

Já vimos este filme. Quantos já tivemos um conhecido, um amigo, um parente, próximo ou afastado que, inicialmente, era bajulado e admirado, pois sempre levava vantagem em tudo, e zombava dos quadrados, dos tolos, postos no mundo para o seu desfrute?

Porém, aos poucos, tanta malandrice, de supimpa, passou, pelo seu cinismo, a ser vista como é, o passaporte pela vida do safado embromador. A partir daí, as pessoas se afastam, e o sacana vai cantar em outra freguesia, pois naquela área, ninguém o suporta mais.

Mais tarde, chega ao nosso conhecimento que o luminar está preso, fugiu para alhures, levou uma tremenda surra, “deu com os burros n’água”, e assim por diante.

A propósito, as vantagens da Dilma para o segundo turno são imensas, exceto sob dois aspectos:

- o primeiro, é que a exposição será maior, e como “saco vazio não para em pé”, será impossível que a sua incompetência não fique exposta o suficiente, e os eleitores vejam como ela é – um poste (sem luz);

- o segundo, refere – se ao nível de saturação alcançado pelo descalabro autoritário junto à população. Hoje, a pretensão da sublime excrescência de eleger a sua candidata ultrapassou todos os níveis do bom - senso. Sua inconseqüência atingiu limites paranóicos. Prepotente, presunçoso e megalomaníaco quer legar - nos a Dilma, a qualquer custo, e, literalmente, perdeu as estribeiras.

E não poderia ser de outra forma, visto que muitos começam a torcer o nariz, diante da possibilidade de votar novamente na sua candidata.

Ilustra o desmando, a convocação para uma reunião em Brasília, na última segunda feira, de todos os candidatos do PT e aliados eleitos e reeleitos para o governo dos estados. Interessante, dirão os otimistas e ingênuos. O presidente deverá orientá – los para o melhor exercício da nobre governança. Colossal engano.

A mobilização foi para determinar que o máximo esforço (o possível e o impossível, e aí mora o perigo) seja feito nos seus estados, para garantir a vitória da medíocre. É o descalabro autoritário colocando o Estado Brasileiro aos serviços da candidata.

Diante da transparência do descaramento, é fácil pressentir que na mente da população conforma - se a opinião de que estamos diante de um esperto e prepotente demais, que usa e abusa da nossa paciência e dos recursos do Estado, pois, alguém acredita que os custos de tal convocação sairão do bolso do interessado na Dilma?

É, Brasil, é bom acordar agora, pois breve, será tarde demais.

Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General de Brigada Reformado.

Um comentário:

Fusca disse...

Serra agora está com 85% e Dilma com 10% na enquete do 2.o turno.
Chegamos à conclusão de que a única alternativa para não virarmos definitivamente uma ditadura socialista bolivariana como a Venezuela, é votando no Serra. Índio da Costa foi o relator e deputado que mais batalhou pela lei da Ficha Limpa, e Serra passou pelo "teste" da bisbilhotice dos petralhas via Receita Federal, vasculharam tres gerações de sua família e por sinal nada encontraram, senão a imprensa dominada e cooptada teria trazido nas manchetes principais.
Mesmo Serra sendo da esquerda antiga (mas honesta, os chamados "autênticos" da antiga oposição ao governo militar) ou considerado de "direita" (o que é um absurdo, mas para quem está na esquerda radical e tem mais medo do liberalismo do que do comunismo, deve achar Serra "de direita"). Além disso, provou que sabe governar o Estado que hoje é Primeiro Mundo dentro do Brasil de Lulla.