domingo, 20 de março de 2011

31 de março de 1964

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net/
Por Raymundo Baraúna Tosta

31 de março de 1964 é data histórica que merece ser recordada e comemorada pelos verdadeiros brasileiros, por lembrar nossa 2ªIndependência. Marca definitivamente a contra-revolução democrática que impediu a implantação do movimento comunista internacional do Brasil e, em conseqüência, na América do Sul.

Foi a Nação, essa sim, que, unida pelo mesmo ideal, exigiu dar-se um paradeiro à desordem generalizada, econômica e social, à preparação do autogolpe, à quebra da disciplina culminando no motim dos marinheiros e na agressão à hierarquia. Só assim se explica que o governante fosse deposto sem um só tiro disparado. Em 19 de março de 1964, na "Marcha da Família com Deus pela Liberdade", cerca de 1 milhão de pessoas de terço na mão, desfilaram em São Paulo, implorando a proteção de Deus e das Forças Armadas contra o comunismo.

A contra-revolução por Minas Gerais. No dia 31 de março de 1964, tropas da 4ª RM (Juiz de Fora) e ID/4 (Belo Horizonte) marcharam para o Rio de Janeiro e Brasília sem encontrar qualquer resistência. Em 02 de abril, no Rio de Janeiro, foi realizada a "Marcha da Família com Deus pela Liberdade" que reuniu espontaneamente milhões de pessoas em agradecimento as Forças Armadas, num movimento popular jamais visto. Com o apoio da população foi deflagrada a contra-revolução por Minas Gerais.

Pela versão dos revanchistas, o movimento revolucionário de 1964 foi sangrento e causou injustamente, a morte de muitas pessoas, tanto assim que hoje os familiares deles estão recebendo pensão do governo. E o reconhecimento das injustiças cometidas pela revolução, dizem.

Querem fazer crer esses revanchistas que eles, naquele tempo, queriam apenas o aperfeiçoamento das liberdades democráticas, que pretendiam fazer reformas de base capazes de modernizar o país e beneficiar os menos favorecidos. Para quem não viveu aquele período esses argumentos parecem verdadeiros. Só que não são O propósito dos revanchistas de hoje era instaurar no Brasil um governo comunista de modelo Cubano

E bom esclarecer que os 300 esquerdistas mortos em combate com as Forças da Ordem, praticaram o terrorismo e mesmo a guerrilha em regiões do Brasil Central, como foi, o caso do Araguaia. Mas essa taxa de violência, que hoje é imputada ao Exército como a maior das manchas, nada representa, por exemplo, em comparação com as 17 mil pessoas assassinadas pelo governo Cubano. Por outro lado os dois mil prisioneiros políticos que o Brasil teria chegado a ter naquela época foram um pingo d'água no mar se comparados aos 100 mil que entupiam os cárceres da pequena Cuba.

Querem dar também a entender os revanchistas que o dilema, em 1964, era entre a democracia e os chamados "anos de chumbo". Quer dizer , os esquerdistas defendiam a democracia e os militares um governo de força que sufocava a democracia. Engano. E coisa de menino, supor que, naqueles dias, a alternativa ao movimento militar fosse a normalidade democrática. Muito ao contrário, o "golpe" - como eles ainda o chamam - foi para defender a democracia daqueles que a queriam trocar por um regime comunista.

Essas deformações de fatos políticos, ainda não muito velhos são feitas por ranço ideológico dos que mesmo anistiados, que ocupando cargos importantes no governo, insistem nessas mentiras e, pior, patrulham os militares como se eles também não tivessem direito à anistia. A discriminação e o facciosismo são tamanhos que, embora muitos integrantes das Forças Armadas tenham morrido em combate com terroristas e guerrilheiros, ou por estes covardemente assassinados, ninguém de suas famílias tiveram direito a indenização, ao passo que as dos terroristas, dos guerrilheiros, dos assassinos frios e covardes, solicitaram e obtiveram indenizações milionárias.

Para eles o crime compensou.

Nós militares, sempre estivemos cientes que "Deus e o soldado só são lembrados nos momentos de perigo".

Raymundo Baraúna Tosta - CB (Fuzileiro Naval) Reformado. Artigo publicado no Periódico " O Militante ", de Março/Abril de 2001, informativo da AMIRFA - Associação de Militares da Reserva das Forças Armadas - Salvador, Bahia. http://www.varican.xpg.com.br/varican/Bpolitico/Marco_31.htm

Um comentário:

Ronald disse...

Bravo artigo, grandes lembranças.

Tenho plena convicção de que nenhum verme sairá ileso de uma segunda tentativa de implementar o comunismo em nosso país.

Sds