domingo, 13 de março de 2011

Devassa da Devassa no Brasil sem dono

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão

Todo mundo tem o seu lado Davessa”. Menos a Sandy! A comportada cantora diz isto, no comercial da cerveja que ela nem bebe. Sandy devassa não convence! Mas seu papel contraditório na peça publicitária dá uma grande contribuição ao debate sobre o dúbio caráter tupiniquim-macunaímico.

A expressão Devassa aceita duas significações mais comuns em nosso vocabulário. Devassa seria a Mulher desprovida de pudores ou questões morais com relação ao sexo. Devassa também é o ato de invadir alguma privacidade, em busca de resultados para um fim específico.

A Devassa entrou na Ordem do Dia. Também é motivo de polêmica na área político-militar. A tal Comissão da Verdade não passa de uma Devassa no passado recente das Forças Armadas. A presidenta Dilma não abre mão da Devassa pós-64. As Legiões não querem provar desta cerveja amarga historicamente. Tomara que a batalha da Devassa não acabe em virada de mesa de bar.

Um dos principais argumentos das Forças Armadas contrários à implantação da Devassa (ops, Comissão da Verdade) é que não haveria mais como apurar fatos ocorridos no período dos governos dos presidentes militares:

"Passaram-se quase 30 anos do fim do governo chamado militar e muitas pessoas que viveram aquele período já faleceram: testemunhas, documentos e provas praticamente perderam-se no tempo. É improvável chegar-se realmente à verdade dos fatos".

"O argumento da reconstrução da História parece tão somente pretender abrir ferida na amálgama nacional, o que não trará benefício, ou, pelo contrário, poderá provocar tensões e sérias desavenças ao trazer fatos superados à nova discussão".

Eis o que está escrito no polêmico texto enviado ao Ministério da Defesa, que tanto irritou a Presidenta Dilma Rousseff. Os militares destacam que o Brasil vive hoje outro momento histórico e que comissões como essas costumam ser criadas em um contexto de transição política, que não seria o caso.

Os militares depressa receberam um troco do petismo. Vejam o que o cérebro do PT. José Dirceu, “escreveu” no Blog do Zé de 10 de março: “Ao ler a nota elaborada pelo Exército, endossada pela Marinha e a Aeronáutica e entregue ao Ministério da Defesa contra a aprovação pelo Congresso da Comissão da Verdade, sinto que a posição externada pelo conjunto das Forças Armadas no documento é mais grave do que pareceu à 1ª vista, até mesmo para os jornais que a publicaram e repercutiram a partir de ontem.

Zé Dirceu vai além: “Não dá para aceitar. Querem a reciprocidade, investigar a oposição e a resistência à ditadura? Investigar quem foi preso, torturado, condenado? Quem foi demitido e exilado, perseguido e viu sua família se desintegrar? Quem teve que viver na clandestinidade e no exílio para não ser preso e assassinado? Mas, estes todos já foram julgados. A maioria, apesar de civis, por tribunais militares de exceção e, quando condenados, cumpriram pena. Querem que sejam investigados e julgados duas vezes ou mais?”.

Dias antes, na edição do dia 2 de março do mesmo Blog do Zé, Dirceu expunha as verdadeiras intenções de seu grupo em relação às Forças Armadas: “Está mais do que na hora de pormos um fim à prática de exercícios físicos exagerados nas Forças Armadas e nas PMs. Na realidade, é preciso reformar por dentro essas instituições, suas escolas e seus sistemas de ensino, particularmente seus currículos. (...) Urge, também, e principalmente, uma reforma dos seus códigos legais, regulamentos internos e normas disciplinares, sem que com isso se esteja fazendo qualquer pregação quanto à quebra de hierarquia”.

A campanha contra as Forças Armadas é sistemática na mídia amestrada. No Estadão de hoje, página A9, tem uma reportagem indicando que é possível “investigar a verdade”, no caso do desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva, em 1971. O Ministério Público Militar já reabriu o caso, com base em documentos achados no Arquivo Nacional, que indica nomes de testemunhas a serem ouvidas.

No mesmo Estadão de hoje, outra recomendação subliminar pró-Devassa surge nas palavras do historiador José Murilo de Carvalho: “O Brasil caminha para ter Forças Armadas voltadas para sua profissão, alheias à política partidária, em contato com os setores da sociedade em torno de problemas de interesse nacional. Spo falta remover o último obstáculo, a questão dos desaparecidos durante a ditadura”.

Ou seja, pelas palavras do renomado pesquisador, no fim das contas, o cachorro do quartel nunca para ser posto para correr atrás do próprio rabinho abaixado... No Brasil, estamos sempre adiando a resposta à questão fundamental: “Que Forças Armadas precisamos e desejamos?”. Tal debate nunca acontece seriamente, de maneira “ampla, geral e irrestrita” como é desejável e necessário.

Devassa ou não? Esta não é a questão? O mais importante é identificar o que está por trás da Devassa. Certamente, não é o espírito histórico de desvendar a verdade – como sugerem alguns historiadores românticos. O buraco da Devassa é muito mais embaixo!

Por trás dos movimentos pró-Devassa, existe a evidente intenção de desmoralizar as Forças Armadas no Brasil. O objetivo psicossocial é criar uma antipatia tão grande com as Legiões. Para que se chegue à “natural conclusão” de que o Brasil não precisa tanto de Forças Armadas.

Os inimigos das Legiões fazem o serviço para a Oligarquia Financeira Transnacional que deseja manter o Brasil como uma simples plataforma subdesenvolvida para exploração de recursos naturais, financeiros e humanos. Eles querem desmoralizar o Exército, Marinha e Aeronáutica porque sabem muito bem que a destinação institucional das Forças Armadas é a Defesa Incondicional da Pátria.

O problema atual é: como vamos defender a Pátria com Forças Armadas desaparelhadas e que nem conseguem se defender direito dos ataques assimétricos e midiáticos de seus inimigos político-ideológicos?

Um País só se desenvolve se: investir na educação do povo, empregar plenamente seus fatores e recursos produtivos e tiver Forças Armadas para garantir sua soberania.

Ou mudamos o rumo, ou acabaremos na sarjeta da história, como qualquer bêbado que toma cerveja ruim e depois constata que seu País não tem dono...

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 13 de Março de 2011.

3 comentários:

Anônimo disse...

ESSE ZÉ DIRCEU, MENSALEIRO E CHEFE DE QUADRILHA,(CONFORME PROCESSO A QUE RESPONDE), NUNCA TOMOU VERGONHA NA CARA E NUNCA TOMARÁ PORQUE NUNCA FOI PUNIDO COM A PENA ADEQUADA (E MERECIDA) E JAMAIS O SERÁ NESTE PAÍS DE MALANDROS.

Mota Lima disse...

Não estou tão certo de que esse crápula terrorista não vá ter o que merece.O nosso lema agora é "quanto pior melhor".Engana-se quem pensa que estamos mortos."O mau do urubu é pensar que o boi está morto".

Mota Lima disse...

Não estou tão certo de que esse crápula terrorista não vá ter o que merece.O nosso lema agora é "quanto pior melhor".Engana-se quem pensa que estamos mortos."O mau do urubu é pensar que o boi está morto".