quinta-feira, 10 de março de 2011

Drogas e falta de Educação

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arlindo Montenegro

Nos dias 27 e 28 de Fevereiro de 2011, o jornal argentino La Nación, publicou uma grande reportagem, mostrando como o poder de corrupção do comércio de drogas atinge as mais altas esferas governantes da América Latina. A matéria trata da prisão do general boliviano René Sanabria, pelo poderoso departamento norteamericano de luta contra as drogas (DEA), no Panamá.

O general, preso e conduzido para os EUA, era nada menos que o Diretor da Força Especial de Luta contra o Narcotráfico na Bolívia e Diretor da Unidade de Inteligência do governo de Evo Morales, que manobrou para encobrir o escândalo da milionária rede de comercialização de cocaína da Bolívia para os Estados Unidos e Europa.

O esquema de “estado traficante” começou com os irmãos Castro em Cuba, ganhou magnitude com o domínio das FARC sobre a fabricação e comércio da droga. A intimidade com os governantes socialistas fomentou o crescimento sem controle do comércio de drogas e armas, devido as afinidades políticas e a prática ditada pelos comunistas – desde Lenin, Stalin, Kruchov, Mao – que patrocinaram as redes internacionais de tráfico, para minar a moral do ocidente.

O resultado é panorama desolador das metrópoles e cidades interioranas, onde poucos ainda se amedrontam ou se indignam com a desgraça e danos cerebrais que as drogas espalharam, criando uma população de zumbís pagodeiros, funkistas, carnavalescos e personagens que a TV apresenta como vítimas simpáticas, criminalizando apenas o papel das polícias “que não têm poder para agir o devido rigor”. Salvam-se os mandantes e beneficiários políticos!

A educação para o uso de drogas começa na escola onde os valores sumiram do currículo, com prejuízo para a formação moral das crianças, senso de dedicação aos estudos, respeito aos mestres, aos pais, respeito aos outros, necessário ao convívio em sociedade. Alimenta-se o egoísmo e um estado de direitos dissociado de deveres. Algumas iniciativas voluntárias “utilizam religiões para ajudar pessoas, através do medo, a coibir certos atos criminosos.”

Isto nos leva a que um aluno, em Belo Horizonte, processe a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando “danos morais” por ser obrigado a estudar para a prova sub-sequente. E o aluno com todos os direitos, incluindo aquele de ser promovido sem mérito, insatisfeito, cravou uma faca de dezoito centímetros no peito do professor Kássio Vinicius Castro Gomes, matando-o.

Enquanto os controladores do mundo não definem os novos valores, o novo mapa de dominação e subserviência entre as nações, descaracterizadas como nações soberanas e alinhadas ao controle imperial regional, viveremos o caos social. Ou o caos socialista, onde o egoísmo e tendências maléficas são implantadas na mente juvenil na escola e na sociedade? Vivemos uma obscura transição para a civilização do não sabemos que.

Os valores essenciais que eram incutidos pelas religiões, agora são varridas do mapa das ideias e filosofias ideológicas do caos. A luta pela supremancia, pelo império de países mais avançados tecnologicamente sobre os fornecedores de matéria-prima, está em curso, sem definição, sem projeto claro. Os verdadeiros Mestres, capazes de motivar os jovens para a liberdade, foram substituídos por defensores do coletivismo irresponsável.

O conteúdo do aprendizado foi limitado, encurralado, direcionado para impedir a liberdade de pensamento. As religiões, salvo raras exceções, são traduzidas para reforçar a ideologia, debatendo-se entre a pregação moralista e a realidade amoral. Os poderosos dirigentes em todos os níveis, fingem acatar princípios éticos, morais e religiosos. Na prática engavetam tudo para cuidar de interesses pessoais.

Mal preparados e indecisos jogam o jogo bestial do mercado, controlado por umas poucas famílias locais ou globais. A gente, como nas civilizações ancestrais, como no império romano, continua sob o domínio do estado forte, que resiste à construção de um estado de direito democrático, ditando normas e comportamentos que ignoram o vínculo da família como célula mãe da sociedade.

A educação ainda comporta algumas ilhas de excelência, perdidas na tempestade. De alguns projetos que verdadeiramente são fundamentados em valores tradicionais, há uma esperança de formação de líderes que no futuro possam conduzir as pessoas para ambientes em que a força do espírito, a energia do saber e os valores essenciais e universais sejam dominantes, afirmando a humanidade.

Alguns projetos educacionais, no Brasil, parecem apontar para esta possibilidade. Estão nas grandes cidades, estão espalhados pelo interior, estão semeados e ativos, embora acossados por conservar valores e afastar-se das imposições ideológicas oficiais que contaminam todo a política educacional, com adoção de decisões adotadas pela ONU e que fogem à cultura tradicional, minando a soberania da nação.

Vivemos um perigoso tempo de transição. Sem projeto específico como nação e com pouco poder de decisão no cenário internacional. Cada vez mais subordinados a tratados internacionais que destroem a alma da gente, a estabilidade familiar e de modo imperceptível para a maioria, impedem o desenvolvimento livre e criativo dos indivíduos e consequentemente, da nação.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Um comentário:

Anônimo disse...

O Arlindo é um herói pela incansável luta.É uma luta perdida. Alguém acha que um povo que diminui a marcha para um cachorro atravessar a rua e xinga e atropela uma pessoa na faixa, merece crença? Que come sorvete, yougurt, etc., bebe cerveja, refrigerante e coloca os vasilhames usados e sujos na soleira de portas e janelas dos outros, merece respeito? Um povo que é ligeiro e sarcástico para te corrigir um erro de português, num comentário na internet, e ao mesmo tempo elege e reelege um apedeuta alcoólatra e mitômano com verdadeira devoção e ainda, não satisfeito e obediente, elege a indicada, pessoa cujo discurso é uma “nuvem” de palavras soltas de qualquer jeito que se acotovelam no ar procurando um lugar na frase capenga que nem ela, que proferiu, sabe o que quer dizer? Alguém acha que tem futuro um povo que aplaude – ao invés de pedir aos berros a renúncia – o chefe da nação que diz, num organismo internacional, uma bobagem como que “pessoas loiras de olhos azuis pensavam que sabiam tudo, mas não sabem é nada” sugerindo que quem “sabe das coisas” são pessoas negras e indígenas, como se ele andasse seminu, se locomovesse a pé ou a cavalo e tratasse da própria saúde com pajelanças ou outros rituais primitivos ao invés de procurar os recursos modernos criados pela civilização que ele diz “não saber nada”? Alguém acha que um povo assim tem um bom futuro? Alguém acha que um povo, cuja intelectualidade sabedora e estudiosa do assunto, que é, ignora que o comunismo sempre começa com forças de esquerda heterogêneas compactuando para tomar o poder e a seguir se canibalizando e resultando em que uma facção acaba destruindo as outras e concentrando o poder nas mãos de um “líder” absoluto que acaba tiranizando o povo e atrasando a nação por décadas como tem acontecido em todas as partes, para alegria do capitalismo concentrador internacional, que dita intelectualidade declama ser contra, e assim mesmo insiste nessa receita idiota, está em bom rumo? Alguém acha que um povo que raciocina, permite que a memória de governantes do passado que entraram e saíram do poder sem enriquecer, investiram na maior parte do que ainda temos aí funcionando em infra-estrutura para o desenvolvimento futuro da nação, seja demonizada e jogada na lama ao mesmo tempo em que assassinos e aspirantes a ditador sejam homenageados nominando logradouros públicos? E fiquem atentos que em breve teremos outros logradouros sendo batizados de Lênin, Stalin, Guevara, Fidel e por aí vai. Tem futuro “bão” não, minha gente! “Estepaíz” nunca foi e, numa contradição de linguagem, “já era”!