sexta-feira, 11 de março de 2011

Governo Mundial Indefinido?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arlindo Montenegro

Como entender a educação no mundo atual? No site “Dextra”, pode ser visto o vídeo de um professor ministrando sua aula sobre homossexualismo para crianças de 7 anos. Na Universidade de Chicago os alunos assistem a uma aula de sexo ao vivo. A NEA, principal associação de docentes dos EUA defende o “ensino do sexo oral, a masturbação e o orgasmo na educação...como parte do currículo de cada escola média e secundária”, alegando serem “assuntos proibidos” pela família e religião.

Há 55 anos, nas reuniões da Companhia da Imaculada Conceição, tive conhecimento de todos estes temas. E de como manter o respeito e a limpeza do corpo e a energia, fugindo do “pecado” e fortalecendo o espírito para a missão futura de pais de família saudáveis, responsáveis e exemplares. Para mim, então, cai por terra todo o argumento que a NEA, seguindo as políticas da ONU, defende com tanto vigor.

Da UNESCO saem as polêmicas diretrizes e um “novo plano de estudos sob os auspícios do IPPF (Federação Internacional de Planejamento Familiar, sediada em Londres) como arquétipo dourado para a educação sexual integral”. O mesmo se discute no Fundo de População da ONU, que aponta o “sexo integral”, descrito como aborto, homossexualismo, masturbação, etc, nos currículos escolares, como ferramenta para alcançar os tais Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

IPPF, ONU e suas agências, algumas fundações, todos estão promovendo a liberação sexual com exposições gráficas para a primeira infância, livros, kits e vídeos, insistindo para que tudo seja aplicado na escolas do mundo inteiro, o quanto antes. Claro que no Brasil o Ministério da Educação é obediente e segue as diretrizes da ONU, colaborando com as consequências e enganando o entendimento das famílias, alheias à informação e à consulta prévia.

Diversas Ongs penduradas na ONU, são encarregadas de promover reuniões que vão influenciar as políticas sugeridas (quase impostas) aos países membros desta organização que tudo sabe, tudo vê e tem solução para tudo e mais alguma coisa, atuando como o Olimpo das ilusões ideológicas da esquerda. Que significado tem toda esta onda de desconstrução da realidade? Qual o verdadeiro objetivo desta gente?

Há uma luz no debate entre o filósofo Olavo de Carvalho e Alexandr Dugin, o guru do russo Putin, publicado em http://veradextra.blogspot.com/ . Identificam-se 3 correntes dominantes do pensamento voltado para implementar o mais que secular desejo de um governo mundial. Foi (e continua sendo) a agenda dos marxistas, que com ajuda dos capitalistas ocidentais mancharam e continuam tingindo a terra de vermelho do sangue das vítimas.

É a agenda do islamismo, que rege as decisões e comportamentos dos governantes daqueles países onde as leis estão subordinadas ao texto sagrado do Alcoorão. É também a agenda mais que centenária, com berço na Inglaterra e secundada pela velha nobreza Européia, bem componente das políticas norteamericanas. Dugin dissimula e dispersa na identificação dos agentes de desconstrução do mundo em direção ao governo mundial.

Olavo de Carvalho ilumina o caminho de modo mais fácil de entender e em alguns aspectos os dois coincidem. Dugin fala de Eurásia (isto lembra Orwell) e Olavo rebate a ideia de homogeneidade dos propósitos russo-chineses com os propósitos dos muçulmanos. Entende-se que a religião islâmica e os traços de religiosidade presentes na URSS e na China, são incompatíveis. Como o são os interesses nacionais.

Já o projeto dos controladores do mundo ocidental, secundado pela ONU e fundações Soros, Rockfeller, do grupo Bilderberger, clubes e institutos como o Tavistock, divide as nações em áreas de influência sob o comando de outros interesses nacionais dos mais ricos e bem armados.

A dominação preponderante é do sistema financeiro, que submete as políticas e anula a cultura e soberania das nações buscando homogeneizar o pensamento e comportamentos. No mesmo sentido, como as religiões têm sido pedras no caminho da globalização política, há um esforço continuado para reduzir, mesmo eliminar a influência dos diversos modos de prática do cristianismo, o que está bem adiantado com a infiltração marxista.

Isto fica bem claro no discurso da ONU e suas agências. E age como senha para a perseguição religiosa indiscriminada contra toda forma de religião, notadamente na Asia, Africa, já havendo manifestações nas Américas (proibição da exposição de símbolos religiosos) e na Europa, onde o islamismo se impõe sem censura, enquanto o cristianismo é acossado.

O que excita o pensamento é que o debate deixa claro que não existe acordo, nem um projeto para que o governo mundial seja transformado em realidade operacional imediata. É muito forte ainda e pesa nas decisões, o senso de nação e de soberania. O pior é que os mesmos governantes das nações satélites, como o Brasil, trabalham por eliminar a soberania, facilitando os agentes de mudança, sejam capitalistas, “eurasianos”(marxistas no sofisma de Dugin) ou islamitas.

A dominação econômica e a corrupção maximizada nas últimas décadas, favorece o servilismo submisso e manutenção da ignorância. A intensa propaganda estatal vende gato por lebre e as nações dependentes são submetidas com ao projeto internacionalista indefinido, começando pela educação.Umas poucas ilhas de pensamento contrário às políticas oficiais parecem aflorar.

A autoestima, iniciativa e liberdade própria de pessoas que vivem num estado de direito, parece bem longe de realizar-se entre nós. A escola é o primeiro passo.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Um comentário:

Ronald disse...

Sr. Montenegro,

Muito obrigado pelo post. Um primor que deveria ser xerocado e distribuído em Brasília...

Ler os seus posts assim como todos os outros do Alerta Total, do MSM, do Notalatina, do Coronel, do Reinaldo Azevedo, do Augusto Nunes me enche de esperança ao constatar que o Brasil ainda tem chance de passar por cima de mais esta abominável tentativa de implementação do comunismo.

Vamos firmes !

Sds