sábado, 19 de março de 2011

A Verdadeira Reforma Política

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Adriano Benayon

A única reforma política de que o Brasil necessita, ou pelo menos o primeiro e indispensável passo para ela, é o País tornar-se independente, autônomo. Isso só poderá ser feito com movimentos de massa e organização para criar novas instituições. Sob as atuais, a única coisa que se costuma obter é conversa fiada. Essa mesma de que vocês falam.

O Banco Central obedece, desde há muitos decênios, as ordens dos banqueiros mundiais e de seus subalternos brasileiros. Quando fui Chefe do Setor Econômico da Embaixada do Brasil no México, em 1983, promovi um entendimento com o Banco Central daquele País, para que cada um pagasse seus exportadores em suas respectivas moedas, dispensando assim o dólar, como moeda obrigatória, na liquidação de pagamentos do comércio exterior entre os dois países. Estávamos em 1983.

Com isso salvaríamos da falência e, no mínimo, da concordata, de várias empresas brasileiras (paulistas) de máquinas-ferramentas que haviam exportado para o México e que não estavam recebendo as parcelas financiadas, porque o México não tinha mais dólares (declarara moratória em agosto de 1982, por se terem esvaído suas reservas em divisas, na grande crise da dívida pública então presente.

Quando pedimos a autorização do Brasil para formalizar o entendimento (que era só recolocar em prática o Acordo de Créditos Recíprocos firmado em 1968, em Lima), que aconteceu?

O Banco Central do “Brasil” não concordou, e as empresas brasileiras ficaram a ver navios.

Também naquela época, a Argentina insistiu para formar, com o Brasil e o México, um cartel de devedores para a renegociação da dívida externa. O México e o Brasil, com Delfim de czar da economia, roeram a corda.

Pergunta. Há quanto tempo o Brasil não é um país independente?

Só posso dizer uma coisa: enquanto não o for, não se consegue mais nada. Por enquanto, o que podemos fazer é mobilizar pessoas e grupos sociais, começando por torná-las conscientes da realidade.

No Brasil quem resolve a toda hora elevar os juros é o COPOM, constituído por agentes dos próprios banqueiros beneficiários dos juros absurdamente altos. Presidente do Banco Central é para ficar enrolando com a famosa conversa fiada. Presidente da República é para ficar olhando tal como boi ou vaca de presépio.

Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”, editora Escrituras. abenayon@brturbo.com.br

4 comentários:

tio disse...

Bom, depois de ler esse artigo do Adriano Benayon, sugiro que o próximo
presimente desta bosta seja uma estátua, de gesso.
O custo deste é praticamente zero. Não fala merda, não viaja, não fica bebâdo,
não vai usar cartão de crédito.....etc.....etc.....etc.
Quanto ao presimente do banco central, desnecessário perder tempo com gesso,
um punhado de merda no lugar é a mesma coisa.

brasil, for sale or rent.................

Anônimo disse...

Em outras palavras, o governo mundial dos banqueiros é uma realidade "há decenios". Quem paga, manda?

Anônimo disse...

GOVERNO DO PT LANÇA BOLSA-FAMÍLIA PARA HOMOSSEXUAIS.


http://www.youtube.com/watch?v=qd0wiII9k-Y

Anônimo disse...

Brasil Colônia de banqueiros

http://www.4shared.com/document/kMf3660T/Brasil_Colnia_de_Banqueiros_-_.html