segunda-feira, 5 de setembro de 2011

“A DITAMOLE VEM AI”, bradou a sentinela, mas ninguém...

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Valmir Fonseca

Os indícios de que em breve a democracia no Brasil emitirá o seu último suspiro estão a nossa frente.

Não vê quem não quer. Depois, não adianta lamentar.

A dominação na teoria do Gramsci não ocorre de repente. Como vimos na caçada aos porcos selvagens, vai uma cerca aqui, outra acolá e um belo dia, lá está a vara, irremediavelmente, encurralada. E o pior, por seu livre arbítrio, pois durante o cerco, bastava uma firme reação para evitar a desdita.

E os indícios não faltaram.

Motivações ou argumentos politicamente corretos subverteram a capacidade de reação, e ficou fora de moda criticar. Se os outros não reclamavam, os poucos atentos, esmagados com a subalternidade dos demais, calaram - se para não dar o vexame de ser isoladamente do contra.

Assim, pelas bordas, um pequeno avanço, mais uma inexorável volta no parafuso. Por vezes, um recuo, uma falsa desistência para retornar no futuro com mais ênfase, com maiores pressões, e eis o sítio aos futuros servos.

A instrumentalização de dicotomias promovidas à larga, a criação de reservas, o endeusamento verbal dos índios, a entronização dos quilombolas, a desvalorização dos princípios, o desprezo aos tradicionais heróis, a promoção de falsidades e inverdades que minaram valores, corroeram convicções e abriram o caminho para a aceitação das questões mais esdrúxulas, enfatizaram que os fins justificam os meios.

O lançamento do PNDH3 foi mais um indício gritante de que havia algo de podre no reino da Banânia. Prematuro, foi um pequeno erro de cálculo. Eles foram com sede demais ao pote. Todavia, aprenderam e recuaram, juntaram forças, investiram no convencimento, e agora retornaram ensandecidos, coléricos.

A demagogia do estado forte aos poucos deu lugar ao ESTADO TOTALITÁRIO.

É o Estado na economia, é o Estado paternalista que tudo provê em troca de submissão, sugando através de pesados impostos o nosso ânimo, a nossa aspiração de liberdade e, assim, promovidos a zumbis de uma cúpula de sanguessugas, trocamos a grandeza por vileza, o orgulho por tibieza, pois o desgoverno dá tudo, desde qualquer bolsa, até camisinha, só não dar - nos - á dignidade.

Assim, abdicamos de coisas primordiais, mas que foram transformadas em desnecessárias, e de somenos.

Poderíamos elencar os indícios na direção da dominação. Podemos recordar, porém que a cada dia eles estão mais fortes, mais atrevidos, mais ávidos, e indóceis para assumir totalmente as rédeas de tudo.

O que falta, que ninguém duvide, é o controle da livre imprensa, do pensamento, pois calarão as vozes discordantes, não serão assolados com denúncias, e com a indignada pena de opositores.

Quando atingirem seu objetivo de amordaçar as poucas vozes da razão, terão o domínio total e, por isso, atiram – se de corpo e alma, com todas as forças e com todas as armas para eliminar o seu último obstáculo rumo a nossa servidão.

Na história da humanidade os regimes totalitários, em geral, começaram de mansinho, e somente assumiram a monitoração efetiva, quando tolheram a liberdade da imprensa. Quando ocorre, esvai - se o último bastião dos homens livres.

E, parodiando o trecho famoso (*) da Ordem do Dia, do intrépido Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval, um dos baluartes da história nacional, no Passo da Pátria, em 15 de abril de 1866, declaramos “é fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”.

* “É fácil comandar homens livres; basta mostrar-lhes o caminho do dever".

Valmir Fonseca Azevedo Pereira, Presidente do Ternuma, é General de Divisão Reformado.

3 comentários:

Anônimo disse...

Bois bobos ou bobos bois? Temos o boi bonzão tranqüilo, tranqüilo olhos vidrados, pachorrento, ruminando as palavras juntamente com o capim gostoso demais, temos também o boi mau que não gosta da sua situação de touro recusando-se a reconhecer que nada há a fazer já que foi descoberto, temos o boizinho aquele boi tranqüilo de 192 milhões de cabeças tranqüilas sempre de cabeça baixa procurando comida, temos ainda o boião ou bisão volumoso pra caramba, imponente e majestoso já de certa idade mas tranqüilo, tranqüilo e o boiola no final da cadeia alimentar bovina que não dá nem para touro, nem para boião nem mesmo para vaca. E depois temos os bobos, tratadores eleitores que cuidam tranqüilos da manada para que nada lhes falte, eleição após eleição. E todos olhando para duas torres gêmeas ladeadas com um prato de comida já vazio virado ao contrário e outro ainda cheio de alimento. E perto, bem perto, num planalto temos o pastor, bem nutrido, inteligente que tudo providencia para que nada falte nem aos bois nem aos bobos, ou seja, alimento demagógico servido em doses relaxantes.

Anônimo disse...

A dita mole vem mesmo aí pela mão do louco e traidor lulla. Nem tenhamos duvidas! Mas, se ela vier, a culpa não cabe apenas aos civis, mas sim, também na maior parte aos militares, porque quem tem armas, manda! E eles ficaram frouxos!

Parte do seu discurso na celebração dos 15 anos do Foro de São Paulo!

(...)

"Eu que, junto com alguns companheiros e companheiras aqui, fundei esta instância de participação democrática da esquerda da América Latina, precisei chegar à Presidência da República para descobrir o quanto foi importante termos criado o Foro de São Paulo.

E digo isso porque, nesses 30 meses de governo, em função da existência do Foro de São Paulo, o companheiro Marco Aurélio tem exercido uma função extraordinária nesse trabalho de consolidação daquilo que começamos em 1990, quando éramos poucos, desacreditados e falávamos muito."

(...)

http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5276

Esperança disse...

Já que o povo brasileiro é acomodado e interesseiro (os bolsistas), as FFAA deveriam cumprir o seu papel, já que a constituição foi violada por diversas vezes por estes políticos corruptos, incluindo o ex-presidente.