quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Os militares e o aumento

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Valmir Fonseca

A cambada não perde por esperar, e ganhará um substancial aumento de desmoralização.

O desgoverno, preocupado com as denúncias de um bando de desocupados, que inundam a internet com seus torpedos sobre o gritante desnível salarial dos militares federais, onde ressaltam a sua disparidade em relação aos demais setores, inclusive com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros do DF, está decidido a dar um BASTA naquele tipo de abuso.

A “inteligência” do desgoverno, em rigorosas e secretas diligências, chegou à brilhante conclusão que revanchistas têm insuflado o bando de parasitas que estão na reserva e, até reformados, para servirem de porta - voz dos militares. E eles enchem o saco.

Concluíram os agentes que se trata de elementos desclassificados da oposição, militares da reserva ou reformados, quiçá abonados com polpudos recursos, que esbanjam o seu precioso tempo, jogando farpas contra o poder central.

Na falta do que fazer, lamuriam – se dos equipamentos obsoletos, dos salários vis, do recrutamento anual que diminuiu vergonhosamente, do emprego como puliça, da falta de recursos, do meio - expediente por falta de boia, por falta de combustível, dos armamentos, da falta de munição para o adestramento, enfim uns inúteis que parecem não saber que o País tem uma dívida impagável com os seus representantes, que merecem maiores salários e melhores condições de vida.

Os relatores das investigações chegaram àquela conclusão pelo óbvio, se os da ativa não reclamam, nem suspiram por qualquer aumento, as insatisfações denunciadas pela reserva e caterva só podem ser coisas de subversivos, de terroristas da internet, desfardados que se comprazem, por vingança, em destratar os poderes constituídos.

Nada melhor, aventaram os entendidos, do que criar um instrumento de pressão, como por exemplo, uma COMISSÃO, para empurrá – los contra o paredão, e jogar um pouco de juízo naquelas tresloucadas (ou encaniçadas) cabecinhas.

Desse modo, para emudecer os insatisfeitos, nada melhor do que votar a ferramenta de pressão, no mais curto prazo. Em marcha batida ou em acelerado o Congresso deverá sacramentar o cala boca institucional.

É a criação da COMISSÃO DA VERDADE, doa a quem doer; desde que nos outros, é claro.

Assim, com esta decisão presidencial, julgam os analistas, que iniciados os trabalhos da Comissão, um sepulcral silêncio calará a milicada e, ao final dos trabalhos, ela chegará ao seu veredito final. Que poderá ser “para evitar dissabores futuros é melhor extinguir esta sub-raça, ainda mais que já temos a nossa Força Nacional de Segurança”.

Versados em direitos humanos, um dos mais rigorosos atributos exigidos nos futuros membros da Comissão, a tal de HIERARQUIA deverá ser expurgada por contrapor - se violentamente contra os direitos humanos.

A DISCIPLINA seguirá o mesmo caminho fúnebre, pois é inadmissível que um ser humano, na atualidade, dono de sua vontade, tenha que obedecer a alguém, isto fere, no mínimo, o livre arbítrio, e o direito do indivíduo de fazer o que quiser, e quando quiser.

Portanto, Hierarquia e disciplina são amarras, algemas que inibem o ser humano, que tolhem a sua liberdade, a sua criação, o seu viver.

Logo, ao término da OBRA, a conclusão será que é melhor fechar tudo e jogar fora a chave. Pois, mesmo a hipótese de serem elaborados novos currículos, e refazer a cabeça das novas gerações militares deverá ser repudiada. Como disse um velho e empedernido comuna, “milico tem a ideia tão torta que só morrendo, preferencialmente, à mingua”.

A verdade é que a Comissão durante o seu exercício de dois anos, além de tirar o sossego de uns e outros, facilmente servirá de atração para desviar a atenção para as esbórnias que pululam. Mas esta é outra história.

Valmir Fonseca Azevedo Pereira, Presidente do Ternuma, é General de Divisão Reformado.

8 comentários:

Anônimo disse...

Boa tarde General,
Os militares da ativa não têm que se queixar de falta de equipamentos.
Só no CMS, a Receita Federal doou centenas de carabinas de pressão e caixas de munição (chumbinho) apreendidas nos últimos anos.
Como o Brasil não pretende entrar em guerra nem tem inimigos bélicos, dá prá quebrar o galho da tropa, né?
Pior é a ração de arroz com salsichas servida em algumas guarnições, há pouco tempo. Espero que tenha melhorado.
Os militares que abram o olho, senão a coisa vai piorar cada vez mais!

Anônimo disse...

Como há muitas construções civis, não faltam pedras, tijolos quebrados jogados nos entulhos, algumas ripas do resto das construções, quer dizer, não é por falta de munição que as FFAA podem reclamar. Enquanto a boia fôr salsicha e arroz, não dá pra morrer de fome. Que tristeza...!!!!
Um velho militar Reformado.

Cidadão Militar disse...

Como ter um pensamento tão arcaíco? Pior é o site que publica uma opinião no mínimo preconceituosa. Tratar todos os policiais e bombeiros da mesma forma,seria o mesmo que dizer que todos os brasileiros são corruptos. A PEC 300 vem trazer a isonomia salarial, corrigir distorções como no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, onde policiais que carregam fuzim de R$50 mil, recebam 950 de salário. A corrupção involuntáriamente é fomentada por esses governos. Lamentável, perceber que tem gente que ainda pensa como se estivesse na Idade Média...

Anônimo disse...

Sr. General,
se o salário dos militares estivesse tão bom assim, não existiria centemas de militares da reserva voltando a trabalhar como PTTC e fazendo nada, ou melhor, fingindo fazer. Conheço vários que gastam os solados dos sapatos, pois já não usam o coturno, a passearem pelos corredores do QG e outra unidades, tomando cafezinho, fazendo apostas e olhando a bunda da mulherada.
Falta equipamento? Certamente, mas vejo também o mal uso do dinheiro público, licitações por debaixo do pano a preços absurdos, materiais de péssima qualidade, pagos a preço de mercadoria de luxo. Sem falar nas empresas contratadas para reformar os PNRs, demoram, fazem um serviço porco, com material de quinta categoria. Veja quanto o governo paga por essas obras. Os militares precisam de aumento sim, mas sobretudo serem comandados por profissionais de carácter e que honrem as calças que vestem.
Vi que os comentários necessitam ser aprovados pelo Sr., quero ver se tem coragem de publicá-lo, senão percebe-se a que veio.
Só para tirar uma dúvida, quantas vezes o senhor solicitou ou teve a regalia de usar os serviços dos taifeiros, pago com dinheiro da União, para fazer serviços domésticos em sua casa?
Atualmente não posso me identificar, como o senhor bem conhece o sistema, seria perseguido, quem sabe, quando for para a reserva tabém crie um blog e possa me identificar como o Sr.

Anônimo disse...

sr general
a pior raca e a dos generais, sao todos submissos e nao exerce seu papel de comando, sao uns pau mandado que estao la so pelas regalias dos postos , nao pagam nem o papel higienico que usam.
vao reclamar de quer.

Paulo disse...

Parabéns pelo artigo General. Precisamos de homens assim, que expôem suam idéias na ATIVA. Ahh, o que? Ativa!! Ihh, o senhor está na reserva né. Quando dá ativa, ficava caladinho para tentar conseguir a próxima promoção. Retiro meus parabéns...

Anônimo disse...

acho que o governo do PT , esta certissimo. pra que dar aumento pra esse bando de generais , almirantes e brigadeiros frouxos, qua dizem sim pra tudo que lhes é perguntado. hoje em dia nao se faz mais oficiais generais , como antigamente.eles só gostam de ostentar que se formaram , na academia militar disso , daquilo.antigamente , as escolas nao tinham esse nome pomposo, mas formavam oficiais MACHOS,nao esses frouxos de hoje,

Anônimo disse...

acho que o governo do PT , esta certissimo. pra que dar aumento pra esse bando de generais , almirantes e brigadeiros frouxos, qua dizem sim pra tudo que lhes é perguntado. hoje em dia nao se faz mais oficiais generais , como antigamente.eles só gostam de ostentar que se formaram , na academia militar disso , daquilo.antigamente , as escolas nao tinham esse nome pomposo, mas formavam oficiais MACHOS,nao esses frouxos de hoje,