domingo, 11 de dezembro de 2011

Escolha a marca do azeite que irá fritá-lo

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Adriano Benayon

O “nacionalismo” pautado pela defesa dos interesses de uma nação nada tem de retrógrado. Esse qualificativo caberia ao “nacionalismo” fomentado pela oligarquia (tirania) das potências imperiais, voltado para dominar e sugar até a última gota, pó ou pedra, dos recursos das nações por ela exploradas colonialmente ou na nova versão do colonialismo, resumida na conversa mole de “mundo globalizado”.

Esse pseudo-nacionalismo praticamente não se distingue do racismo, e ele, sim, é retrógrado. É aliás muito mais racista e perverso do que nacionalista, pois massacra também povos como o norte-americano e o britânico, em cujas nações está alojada essa oligarquia imperial.

“Mundo globalizado” brandido por pseudo-liberais (abaixo explico por que pseudo-liberais) é esse caracterizado por algo muito celerado que o “dá ou desce”. Ou seja: você me entrega tudo; do contrário eu vou lá, inclusive com meus aviões drone, meus mísseis e bombas com ponta de urânio, e destruo tudo, e aí vou levar todo o petróleo e outros bens de vocês, e ainda vou fazer-lhes pagar pela reconstrução do que destruí, dando lucros também às minhas empreiteiras. O nome disso é genocídio.

Por que não podem ser considerados sequer liberais os fãs do governo mundial da tirania financeira, que levou o mundo à depressão, e está provocando a terceira guerra mundial? Porque liberalismo é definido como sistema em que o Estado não intervém na economia, ou intervém minimamente.

Ora, os que se intitulam liberais, na grande maioria, aplaudem a profunda e abjeta intervenção do Estado na economia, como tem feito o Estado norte-americano, através do Departamento do Tesouro, e através do FED, que é consórcio dos bancos privados geradores do colapso financeiro e da depressão mundial, mas exerce poder o poder político mais absoluto possível, por concessão da União Federal dos Estados Unidos, inclusive o de criar dinheiro do nada (sem falar no dinheiro que os bancos criam através do crédito, também do nada). Agora, o Goldman Sachs está assumindo, na prática, o governo de toda a União Européia.

Consultem os palpiteiros “liberais” os sites dos que entendem dos mercados financeiros, e vejam quanto foi emitido de títulos do Tesouro e moeda pelo FED para salvar os grandes bancos (que nem assim estão salvos) nestes últimos três anos: a conta vai chegar fácil a US$ 20 trilhões. Só o FED os socorreu com mais de US$ 16 trilhões. Compraram títulos podres e socorreram os bancos com dinheiro à vontade, a juros muito mais baixos do que esses bancos recebem com os títulos do Tesouro. Haja computadores possantes para gerar tanta grana!

Isso no campo econômico. Agora vejamos o campo político. Nos EUA, no Reino Unido, no Brasil (onde a fraude eletrônica é o principal cabo eleitoral) e em todos os lugares que não os considerados inimigos pela OTAN, os partidos políticos são movidos a grana pesada, a doações dos concentradores financeiros e mediante acesso às grandes redes de televisão todas controladas pela oligarquia tirânica. Agora estão criticando as eleições na Rússia. E China, se tivesse aquele sistema, não teria saído da situação de humilhação e empobrecimento que sofreu por mais de um século.

Então: quais são as eleições de que os “liberais” gostam? Aquelas em que a liberdade concedida aos povos consiste em votar em um dos partidos totalmente controlados pela oligarquia, que se apropria do Estado e a realiza a corrupção na escala de dois dígitos de trilhões de dólares. As que vocês costumam ver nos jornais daqui do Brasil chegam a qualquer coisa próxima a isso?

Eu faria uma parábola em que comparo os partidos a produtos idênticos com marcas diferentes. Em conclusão, a liberdade endeusada pelos pseudo-liberais (que se dizem liberais) é dada aos povos para escolher a marca do azeite com que serão fritados.

Adriano Benayon é Doutor em Economia e autor de “Globalização versus Desenvolvimento” - abenayon.df@gmail.com

4 comentários:

Anônimo disse...

Eu não entendo como esse comuno-facista chamado Adriano Benayon ainda tem espaço no Alerta Total. Ele precisa urgente arranjar um emprego no governo da Dilmetralha, assim ele pode satisfazer suas perversões político-econômicas, ou quem sabe se mudar para Cuba... Ah, mas aí ele ter um orgasmo ideológico, né Sr. Adriano?

Anônimo disse...

Contra-pontos são sempre bem-vindos.

Martim Berto Fuchs disse...

1. Banqueiro nunca foi liberal. Creio que foi Adam Schmidt que chamou a atenção para que tivessem sempre todo cuidado com eles.
2. Desde que Rothschild descobriu o mapa da mina, finaciar as Cortes Européias, começou pela alemã e nunca mais parou. Não é diferente hoje. Banco tem 1.000 em depósitos de clientes e empresta 10.000 para governos. Tranquilamente, pois o próprio governo não pode deixá-los falir, pois arrastariam todos correntistas junto. Caos.
3. Brasil. Selic: taxa de juros + spread contra calote = 12% a.a. Por que o Banco Central não pode baixar a taxa para os níveis da inflação ? Primeiro porque não conseguiria rolar sua dívida, segundo que esse dinheiro seria desviado para alimentar as compras no crediário à taxas bem inferiores das atuais e aí geraria inflação de demanda. Terceiro, que nossos perdulários governantes, que nada tem de liberais, apenas de otários metidos a malandros, nem sabem do que estamos falando. Já devem ter hipotecado a Amazônia para garantir crédito para suas bravatas e lambanças.
Estamos discutindo desde 1822, passando por 1889, meu caro Adriano Benayon, a cor do cavalo branco de Napoleão.
Quando vamos começar o debate de um novo contrato social para o Brasil, um novo paradigma ?
http://capitalismo-social.blogspot.com/

Ronaldo disse...

Parabéns Benayon. Concordo com muitas de suas idéias como um nacionalista que você sempre demonstra ser. E contra a exploração do sistema financeiro principalmente no Brasil onde teimamos em ser os campeõs mundiais dos juros e dos agiotas. Repito então o comentário que fiz anteriormente neste site. Sou nacionalista e fui aluno de duas escolas militares na passado (FAB e Marinha) tendo concluído ambas. Isto no período do regime militar passando até pelo Governo Médici. Mas não posso entender esta mania de perseguição que os militares mais antigos têm em relação ao pseudo domínio de comunistas no presente. Acho que é aquela formação que eu também tive sobre a invasão vermelha no Brasil. Mas comunistas de verdade hoje não vemos nem na China ou na Rússia. Aderiram ao capitalismo de Estado. Então na China o que temos são ditadores. Hoje não me importam ideologias. Me importam idéias sejam de esquerda ou de direita. Se for para o progresso do meu querido Brasil e de seu povo eu apoio. Senão quero que se lixem. Somos uma nação rica em todos os recursos naturais imagináveis. Faltam-nos defender o Brasil e seu progresso que muitos querem frear a todo custo.