sábado, 3 de dezembro de 2011

Impacto mundial

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Waldemar Hazoff Júnior

Dependência econômica é mundial. Isso ficou muito claro com a crise financeira que teve início no final de 2008 e, até o momento, muitos paísesainda sofrem com isso. E porque não dizer que todos sofrem, já que o efeitocascata pode causar a queda na exportação, saída de investimentos estrangeiros, desvalorização da moeda e assim por diante...

O Brasil, como todos, também é afetado por tudo isso. Um exemplo é adiminuição da exportação de diversos produtos para China, por conta de um crescimento no PIB (Produto Interno Bruto) menor do que nos últimos anos. Aexpectativa de crescimento do país asiático para 2011 gira em torno de 9%. No ano anterior, foi de 10,4%. É claro que muitos devem pensar: e isso é estar mal? Claro que não, mas, como em toda queda, haverá mudanças comportamentais – tanto das pessoas quanto da economia.

Países que dependem, principalmente, de exportações para manter suascontas equilibradas, precisam estar com o radar ligado para possíveis mudanças – e de uma hora para outra. Aqueles que contam com a China então... Como é o caso do Brasil. Para termos uma ideia do caso, em 2002, apenas 5% do total das nossas exportações iam para lá. Em 2011, chega perto dos 20%.

É claro que a nossa economia brasileira está bem, até porque, se nãoestivesse, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s, uma das mais conceituadas do mundo, não elevaria em um degrau a nota de crédito soberano do Brasil. A justificativa, de acordo com as agências de notícias, é que o nosso governo tem demonstrado seu compromisso de atingir as metas fiscais.

A “queda” chinesa, se podemos nomear assim, pode ser muito positiva para o Brasil, que poderia usar e abusar mais do seu potencial interno – já que exportaria menos e poderia também, muito bem, importar menos também. E issopode ser utilizado para todos os mercados nacionais, desde alimentação até serviços de terceirização, que, em muitos casos, já estão importando mão-de-obra.

O Brasil tem de permanecer nesse ritmo. Não adianta crescer rapidamente sem ter base. Temos de nos preparar para sermos o país do futuro. Se já não formos...

Waldemar Hazoff Júnior, professor dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina, é economista e engenheiro químico e mestre em Administração.

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