quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Palavras e sentimentos

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aloisio Rodrigues dos Santos

Faço das palavras e dos sentimentos expressos pelo Cel Ustra as minhas palavras e os meus sentimentos.

Concordo plenamente com o texto - leia aqui -, de sua autoria, pois ele não foi elaborado ou divulgado pela emoção, nem pelo ressentimento, muito menos pelo ódio de seus inimigos.

Estes, ao desconhecer o passado ou apenas conhecer o que lhes interessa; ao acusar desde já os seus "inimigos", sem considerar os arcabouços jurídicos, políticos, legais e morais que regem a vida em sociedade; ao julgar por antecipação, pois as cartas já estão antecipadamente marcadas; ao confirmar um "veredito" sem estabelecer juízos de valor; por certo se julgam acima do bem e do mal e definirão o que é certo, correto e verdadeiro.

Por não terem os fundamentos mais elementares que consagram uma convivência harmoniosa, exigidos para um julgamento imparcial e honesto, certamente utilizarão artifícios que consagrem um "julgamento aparentemente honesto e imparcial", mas que o tornará uma farsa no campo do direito e uma fraude no campo das relações humanas.

Quantos ainda se lembram das acusações destemperadas da deputada Elizabeth Mendes de Oliveira, "Rosa", em agosto de 1985? Quantos se lembram do livro "Rompendo o Silêncio", publicada a primeira edição em 5/Mar/1987, que a desmoralizou e a tornou uma iniquidade no cenário político nacional?

O episódio "Bete Mendes" de 1985, por certo, contribuiu para que os terroristas do passado aprendessem com os erros de "Rosa". Este aprendizado corrigiu as imperfeições e os erros cometidos em 1985. Assim, os acusadores de hoje somente apresentarão erros, falhas e contradições, nos seus depoimentos à Comissão, naquilo que é apenas secundário, naquilo que não é importante nem decisivo para que se estabeleça um juízo de valor, pela sua própria desimportância, mas que darão credibilidade aos fatos e episódios mais importantes que desejam realçar para "incriminar o réu". Todos falarão a mesma linguagem, pois já estão desde há muito se preparando para "incriminar o seu mais valioso troféu", de forma a gerar uma "verdade facciosa e fantasiosa", fundamentada em fatos aparentemente corretos e verdadeiros.

Por oportuno, citarei dois eventos e algumas reuniões que têm uma íntima ligação com as acusações formuladas em agosto de 1985.

Primeiro o lançamento do livro "Rompendo o Silêncio", na tarde de cinco de março de 1987, e uma entrevista de 20 minutos no jornal das 20:30hs da Rede Manchete, na noite desse mesmo dia.

As repercussões foram grandes, as primeiras edições se esgotaram rapidamente, os acusadores desapareceram e a artista Bete Mendes caiu no ostracismo político e ideológico.

Em consequência desses dois eventos, guardados sigilosamente até o dia cinco de março, jornalistas da então revista VEJA insistiram para que fossem recebidos pelo Cel Ustra em sua residência. Inicialmente retraído, o coronel concordou em receber Élio GasparI, Paulo Moreira e Eduardo Oinegue, este último o então gerente da sucursal da revista em Brasília. Eu participei de três ou quatro dessas reuniões, descontraídas e informais, quando a lealdade e a seriedade permearam o conjunto das confabulações, desconhecendo no entanto se outras reuniões ocorreram ao longo de 1987 e em anos subsequentes.

Devo destacar, no entanto, um resumo das afirmações que o jornalista Élio Gaspari fez ao Cel Ustra, em uma das reuniões, na presença de todos que lá estávamos, sem acusações a quem quer que seja, mas que são pertinentes e esclarecedoras face aos graves momentos que vivemos na atualidade:

"Cel, o senhor foi maior responsável pela derrota do terrorismo no Estado de São Paulo, onde se concentraram cerca de 70% das ações de guerrilha urbana no país. O senhor conseguiu, em pouco mais de três anos, desbaratar e tornar inoperante a maioria das organizações que optaram pela luta armada e pela violência revolucionária. Este feito não lhe será creditado permanentemente, os derrotados um dia lhes darão o troco e o senhor algum dia será responsabilizado."

Aloisio Rodrigues dos Santos é General da Reserva.

3 comentários:

Anônimo disse...

Hoje não vou falar do que li, porque estou mergulhada dentro de mim e nada à minha volta me interessa . Houve no entanto uma palavra que destaquei do contexto " julgamento " Eu nunca julgarei ninguém .Se alguém tem que mudar sou eu , nunca o outro , que está agindo de acordo consigo próprio . Portanto eu tenho que mudar... mas não é fácil ! quem me dera ser como as folhas 1que revolteiam no ar e conseguem mudar seu pouso , sem mais nada . Estão ao sabor do vento , por isso andam de mão em mão e , possívelmente conseguem alegrar os jardins onde pousam ao acaso e devem-se sentir úteis .Infelizmente , não sou assim .Tenho saudades do meu negro , do meu amigo , que pode não entender de poesia , que é primário, mas que sempre me deu todo o amor que sentia e que a esse nível me fez uma mulher feliz .10 anos de vida em comum e, todos os dias um fogo ardente se acendia todas as vezes que queríamos , sempre ,sempre em eterna lua de mel .Eu nem sei o que entre nós irá acontecer ! Deve estar tão magoado ! nem sei que lhe dizer ! Os sentimentos mandam em nós . É tudo o que tenho a explicar . Pedir desculpa de quê ? Do que não domino , nem controlo ? Talvez chorar com ele por tudo o que se tem passado .Vou embora vou dar um jeito à casa , se for capaz .

Anônimo disse...

E é esse mesmo Elio Gaspari que hoje fica babando no colo dos esquerdistas e não move uma palha,melhor,não diz uma palavra sequer à respeito de um passado que ele conhece pessoalmente.
É lamentavel vermos um brasileiro tão covarde como esse.

Anônimo disse...

Vamos esperar q a Anônima 1 não seja o tipo ideal da mulher generalizada de reserva. Seu lirismo é evangélico du Monte Tabor: "Bem-aventurados os q têm sede de justiça, pois..."; não é aq do (=bater) Dies Irae, Dies Ilae de JC quandu expulsou aq banqueiros du Templo. Saudações apocalipsus.