quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

STF encena culpa nos problemas de coluna do ministro Barbosa para justificar atraso em julgar mensaleiros

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Por Jorge Serrão

O presidente do Supremo Tribunal foi obrigado ontem a encenar uma peça clássica do teatrinho do João Minhoca para sair da reta das críticas sobre a lentidão no julgamento e risco de impunidade no escândalo do mensalão. O ministro Cezar Peluso, que também preside o Conselho Nacional de Justiça, indiretamente, culpou o ministro-relator Joaquim Barbosa, que está de licença médica, com problemas na coluna, pelo atraso no processo.

Cezar Peluso tentou se antecipar contra a saraivada de críticas geradas pela sincera advertência do ministro Ricardo Lewandowski de que réus do mensalão terão algumas de suas penas prescritas antes do fim do julgamento, ainda sem data para terminar, por causa dos 130 volumes e mais de 600 páginas de depoimentos dos processos que precisam ser lidos pelos membros do Supremo Tribunal Federal.

Encenando a resposta antecipada aos ataques, Cezar Peluso enviou um ofício ao ministro Joaquim Barbosa, pedindo que ele disponibilize aos colegas do STF a íntegra dos autos – inclusive peças sigilosas. A boa intenção de Cezar Peluso é facilitar o julgamento dos 36 réus do mensalão que estaria previsto para ocorrer em abril de 2012. Nas palavras dele, o procedimento de Barbosa "facilitará o ato do trabalho de elaboração do voto e evitará riscos inerentes à inevitável delonga do processo".

O jogo de cena foi tão evidente que Cezar Peluso pediu que a providência só seja tomada “assim que terminar a licença médica do relator”. Ou seja, tudo vai depender da solução imponderável de um grave problema na coluna que pode até levar o ministro Barbosa à aposentadoria antecipada. Além do risco de Barbosa ser obrigado a “pedir para sair”, o caso do mensalão pode sofrer um atraso ainda maior, caso seja aceito o pedido do advogado Márcio Thomaz Bastos, para que apenas três réus, com mandato parlamentar, tenham direito ao foro privilegiado. Caso isto ocorra – o que seria conveniente para o STF -, tudo volta à estaca zero, na primeira instância da Justiça Federal.

Em julho deste ano, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou parecer ao STF com as alegações finais sobre o caso denunciado em 2005, pedindo a condenação de 36 réus. Gurgel ressaltou que o Ministério Público Federal está plenamente convencido de que as provas produzidas no curso da investigação comprovaram a existência do mensalão, esquema criminoso voltado para a obtenção de apoio político no Congresso Nacional durante o governo Lula.

Crítica política

O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP) criticou duramente o STF pelos atrasos no julgamento do escândalo do mensalão:

"O Supremo Tribunal Federal teve cinco anos para julgar o mensalão. Não o fez, e agora quer deixar para a sociedade o prejuízo de ficar na ignorância sobre o caso e amargar mais um exemplo de impunidade que, com tanta eficiência, alimenta a corrupção".

Roberto Freire recomendou mais rapidez ao Supremo, criticando a posição do ministro Ricardo Lewandowski:

"Se não há tempo, que o STF produza tempo, promovendo mutirão, fazendo esforços para que o mensalão não passe para a História como um episódio em que a Justiça não cumpriu seu papel e livrou todos os envolvidos de um justo julgamento".

Dedada do Sarney funciona?

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), trabalhou nos bastidores para aproximar a cúpula do PMDB de ministros do STF para que julgassem, depressa, o retorno do poderoso Jader Barbalho ao Senado.

O ministro Cezar Peluso, recebeu “um apelo” dos peemedebistas para votar o caso ainda este ano.

Foram encher o saco do presidente do SRF o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), os líderes do partido na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), e no Senado, Renan Calheiros (AL), além do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

Já pensou se o Sarney pedir para o STF julgar, depressa, o caso do Mensalão?

Quem reclama já perdeu

A senadora Marinor Brito (PSOL-PA) soltou o cachorro ontem contra Cezar Peluso.

Na tribuna do Senado, acusou o presidente do STF de aplicar um "golpe" contra a Lei da Ficha Limpa.

Marinor, que perde a vaga no Senado com a posse de Jader Barbalho, advertiu que impetrará um recurso no Supremo para reformar a sentença, pedindo que seja mantida no cargo até que o recurso seja decidido.

Mas como a força da Justiça do imortal Sarney é maior que a dos demais mortais, a posse de Jader deve ser marcada para antes do início do recesso parlamentar, dia 22, e Marinor vai voltar para casa, desempregada...

Mais um Palácio caro

Hoje será inaugurada, com pompa, lá Ilha da Fantasia cercada pelos políticos, a nova sede do Tribunal Superior Eleitoral.

Projetado por Oscar Niemeyer, o Albert Speer do capimunismo tupiniquim, o suntuoso palácio custou a bagatela de R$ 327 milhões.

O tribunal funciona atualmente em um edifício-sede e em outros três prédios anexos.

Ardendo...

O Globo está fazendo o Fernando Pimentel arder no governo da Dilma...

O jornal denuncia que não aconteceu a série de palestras nas unidades regionais da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), citadas pelo ex-presidente da entidade Robson Andrade como prova dos serviços prestados pelo atual ministro do Desenvolvimento

Levantamento feito pelo GLOBO junto a representantes das unidades da Fiemg em todo o estado mostra que Pimentel não viajou às cidades-polo da indústria para palestras em 2009, ano em que sua empresa P-21 Consultoria e Projetos foi contratada por R$ 1 milhão para prestar serviços à federação.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 15 de Dezembro de 2011.

2 comentários:

Anônimo disse...

O ministro cezar peluso ao dar o voto de "Minerva" para que o comprovado jaber barbalho voltasse ao senado, nada mais fez que definir "Minerva" como uma vulgar prostituta!

Anônimo disse...

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) dirigida pelo PCdoB ou PC do B, a porcaria soviética è a mesma, os seus técnicos incumbidos de apurar o vazamento de petróleo em uma perfuração da Chevron no Campo de Frade viajaram até o local em um helicóptero da própria empresa.

Chevron omitiu presença de gás venenoso em Campos, diz ANP

A ANP não tem helicóptero e utiliza a estrutura da Marinha. A Chevron informou ao Portal Exame que os fiscais da agência e também técnicos do Ibama e da Marinha voaram em helicóptero da empresa para fazer parte das vistorias.

È a "Raposa para cuidar do galinheiro", afirmou o delegado Fábio Scliar, da Polícia Federal.

Eu diria, è total a corrupção na ANP!

http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/politica/fiscais-da-anp-voam-em-helicoptero-da-chevron/