quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A omissão de Mantega: Casa da Moeda e Petrobras

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por João Vinhosa

O ministro Mantega está sendo acusado de ter se omitido sobre uma carta a ele encaminhada pela direção do PTB em fevereiro de 2011. Tal carta alertava-o para corrupção envolvendo o presidente da Casa da Moeda Luiz Felipe Denucci, seu subordinado.

Segundo a mídia, mesmo sabendo que Denucci era investigado pela Receita Federal e pela Polícia Federal, Mantega não tomou qualquer providência, e só se explicou publicamente depois que já havia estourado o escândalo; mesmo assim, alegando uma obviedade: "o presidente da Casa da Moeda foi indicado pelo PTB".

Tal fato nos remete aos procedimentos de Mantega diante de acusações de corrupção envolvendo a Petrobras, conforme relatado a seguir.

Conselheiro do Conselho de Administração da Petrobras há anos, Mantega sucedeu Dilma Rousseff na presidencia do mesmo.

Em 26 de fevereiro de 2010, encaminhei carta ao conselheiro Mantega, detalhando denúncias de corrupção feitas pelo Sindipetro sobre um crime de lesa-pátria que já havia provocado e continuaria a provocar prejuízos incalculáveis à Petrobras.

Para tornar as denúncias mais transparentes, transcrevi a íntegra da carta num artigo com o sintomático título “Petrobras: Conselho de Administração sob suspeita” (endereço eletrônico ao final).

Mantega não se manifestou sobre as denúncias de corrupção envolvendo a Petrobras, da mesma forma como está sendo afirmado que não se manifestou no caso da Casa da Moeda.

Mais recentemente, em 19 de dezembro de 2011 – já com Mantega exercendo a função de Presidente do Conselho de Administração da Petrobras – encaminhei a ele a carta cuja íntegra se encontra abaixo transcrita.

Integra da carta a Mantega

Para conhecimento e eventuais providências, coloco sob suas vistas a carta por mim dirigida nesta mesma data ao Conselheiro Jorge Gerdau, juntamente com os dois artigos de minha autoria que se encontram a ela anexados: “Petrobras: Conselho de Administração sob suspeita” e “Escândalo Gemini: Gerdau, o homem que não sabia demais”.

Referida carta trata de denúncias sobre o caso da Gemini – espúria sociedade por meio da qual o governo brasileiro entregou o cartório de gás natural liquefeito (GNL) a uma empresa privada.

Relativamente ao artigo “Petrobras: Conselho de Administração sob suspeita”, cumpre informar que ele reproduz a íntegra de carta encaminhada a diversos conselheiros em 26 de fevereiro de 2010. Por meio de tal carta, detalhei denúncias de corrupção feitas pelo Sindipetro e encaminhei cópia do documento “Dossiê Gemini: Maio de 2009”.

Cumpre informar, também, que a Diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster – referindo-se à carta por mim encaminhada aos conselheiros em 26 de fevereiro de 2010 – informou-me que a mesma era mera repetição de fatos relatados desde 2004, fatos esses já esclarecidos. Conforme afirmei em diversas oportunidades, referida Diretora, ao comentar fatos relativos à Gemini, afastou-se em muito da verdade.

Conclusão

Devido ao fato de os assuntos levados ao conhecimento de Mantega e de Gerdau (representante dos acionistas minoritários no Conselho de Administração da Petrobras) serem do mais alto interesse público, formalizarei o encaminhamento do presente artigo a Mantega, o presidente de citado Conselho, que tem assembléia marcada nesta quinta-feira, dia 9, no Rio de Janeiro.

Para que dúvidas não pairem sobre a gravidade das acusações relativas à Gemini – espúria sociedade da Petrobras com uma empresa privada (arquitetada no período em que Dilma Rousseff acumulava as funções de Ministra de Minas e Energia e Presidente do Conselho de Administração da Petrobras) – seguem os endereços eletrônicos das publicações citadas.

http://www.alertatotal.net/2010/02/petrobras-conselho-de-administracao-sob.html

http://www.alertatotal.net/2011/12/escandalo-gemini-gerdau-o-homem-que-nao.html

João Vinhosa é Engenheiro - joaovinhosa@hotmail.com

Um comentário:

Anônimo disse...

Não é só omisso com Petrobrás e Casa da Moeda, é omisso também em outras estatais como o Serpro.