terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Vaticano Maçônico?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Um Maçom

Para muitos maçons mal informados, a Grande Loja Unida da Inglaterra exerce função de “xerife” do mundo maçônico, sendo a legítima guardiã da regularidade maçônica, devendo ditar as regras a serem seguidas pelas demais Obediências. Para esses, se a Maçonaria fosse uma religião, a GLUI seria uma espécie de Vaticano Maçônico. É importante esclarecer que a GLUI não tem essa autoridade e que isso é totalmente contrário a todos os princípios maçônicos de autonomia, soberania e igualdade entre Obediências.

A quase submissão das Grandes Lojas da Escócia, Irlanda, Índia e de algumas Grandes Lojas da Austrália e Canadá é até tolerável, considerando terem esses países pertencido ao Império Britânico e a GLUI ter sido a provedora de tais Grandes Lojas. Porém, a submissão presenciada por outras Obediências no restante do mundo, e até mesmo no Brasil, é inaceitável e demonstra que o “complexo de vira-lata” alcança até as fileiras maçônicas.

Para quem não está familiarizado com o termo, o complexo de vira-lata é uma expressão de autoria de Nelson Rodrigues para se referir à inferioridade e submissão que muitas vezes o brasileiro se impõe voluntariamente. E, infelizmente, essa postura foi historicamente institucionalizada na Maçonaria brasileira em relação à Inglaterra.

O desavisado que visitar a Maçonaria Regular nos chamados países desenvolvidos descobrirá que essa idolatria à GLUI não é compartilhada pelos mesmos. Muito pelo contrário: verdade é que a GLUI não faz parte da vanguarda maçônica, seguindo várias vezes a tendência impulsionada por outras Grandes Lojas, quase que pressionada pelas mesmas a sair da inércia.

Antes de elevar a GLUI ao posto de “rainha do mundo maçônico”, posto esse que os britânicos já estão familiarizados pelo modelo de Estado, reflita um pouco sobre isso: A Maçonaria está diretamente ligada ao princípio de Liberdade, considerado direito natural dos homens. E enquanto o mundo ocidental ainda experimentava o gosto amargo das monarquias absolutistas, a Maçonaria já sentia o doce sabor da democracia em suas Lojas e Grandes Lojas. Sendo precursora dos ideais libertários e democráticos, a Maçonaria participou ativamente e de forma determinante da Revolução Francesa e da libertação de praticamente todos os países do continente americano.

Atualmente, até mesmo em países como Cuba, que vive uma Ditadura Castrista há mais de 50 anos, a Maçonaria mantém intacta a chama da democracia em seu interior, elegendo periodicamente seu Grão-Mestre. No entanto, eu pergunto: Qual é a única Grande Loja do mundo que traiu esse princípio de democracia, tirando do povo maçônico o direito sagrado de escolher entre os seus membros um Grão-Mestre? A Grande Loja Unida da Inglaterra.

O Príncipe Eduardo, Duque de Kent, é Grão-Mestre da GLUI desde 1967, ou seja, uma “ditadura maçônica” que dura 45 anos. Alguns podem questionar essa afirmação, dizendo que ele é constantemente “reeleito”. Porém, não devemos nos esquecer que Fidel Castro também era. Ambos, por motivos óbvios, sempre foram candidatos únicos.

Se a Maçonaria Regular Mundial acha por bem tolerar tal situação proveniente da GLUI, entendendo que é uma questão de cultura dos maçons ingleses que, assim como os cidadãos daquele país, ainda se sujeitam em dividir os homens (e os maçons) entre nobres e plebeus, e favorecer esse primeiro grupo em detrimento do segundo, isso é fraternalmente compreensível. Afinal de contas, a tolerância é um dos belos ensinamentos transmitidos pela Maçonaria. Mas que fique claro ao maçom que lê estas palavras: a Grande Loja Unida da Inglaterra não é um modelo a ser seguido, quanto mais uma autoridade a ser obedecida.

Artigo enviado por um maçom, que pede para não ser identificado.

5 comentários:

Manoel Vigas disse...

Saudações.

Do texto:
“a Grande Loja Unida da Inglaterra não é um modelo a ser seguido, quanto mais uma autoridade a ser obedecida. “


Tentando ser útil, lembrando que “muitas águas passam por debaixo da ponte”:

. . . lembremos Eduard Emil Eckert, um advogado anti-maçom, que explicou existirem na verdade duas lojas:

--- os teóricos de alto grau
--- os executantes de ordens, que ignoram os verdadeiros objetivos da maçonaria.
Bem, . . .
. . . poderíamos dizer que isto é “campanha da oposição”, . . .

Mas . . .

. . .corroborando este informe do anti-maçom, poderemos lembrar do irmão ( maçom ) Manly Palmer Hall “que também” declarou ser a maçonaria uma ordem dividida em duas:

--- uma ordem visível
--- e uma ordem invisível

Suas palavras:
"Freemasonry is a fraternity within a fraternity....an outer organization concealing an inner Brotherhood of the elect...it is necessary to establish the existence of these two separate and yet interdependent orders, the one visible the other invisible. The visible society is a splendid camaraderie of 'free and accepted' men enjoined to devote themselves to ethical, educational, fraternal, patriotic, and humanitarian concerns. The invisible society is a secret and most August fraternity whose members are dedicated to the service of a mysterious arcannum arcandrum. [defined as 'a secret, a mystery' “

RESUMINDO:

UMA LOJA SECRETA DENTRO DA MAÇONARIA !!!

NOTA:
Manly P. Hall foi o autor ( 1928 --- LONDON ) do enorme, coloridísimo ( J. Augustus Knapp ) e fabuloso livro:

”An encyclopedic outline of Masonic, Hermetic, Cabbalistic and Rosicrucian Symbolical Philosophy”

Atenciosamente.
Mantel Vigas

Anônimo disse...

Em qualquer loja macônica, 96% dos seus seguidores, são constituidos por gado manso, por idiotas úteis, a boiada!

Nas nossas lojas tal índice sobe para 99%, quando não, 100%!

Quanto à corrupção, estão no mesmo patamar dos nossos políticos e governos petistas!

Imprestáveis! Nem para garis dão!

GRIFAO disse...

Senhor MAÇON ANÔNIMO:Demorou para acordarem, e deixarem claro o que realmente a maçonaria é, como funciona. Parabéns por sua iniciativa.

Não sou e nunca fui maçom, não obstante reconheço a enorme importância dessa organização para não só a instituição da liberdade, mas também a defesa dela. Tão e tanta influência a Maçonaria teve, que até ao Vaticano ocorreu a ideia de combater fogo com fogo, criando uma maçonaria de nome P-Due, não obstante essa ser criminosa e voltada para o mal, inclusive com alianças com terroristas e até à polícia política comunista.

É de se lamentar que na guerra aberta hoje ocorrendo em nossa Nação, entre o Bem Comum e o bem particular a maçonaria principia a acordar tardiamente. Inclusive menciono importante contribuição para a verdade com a publicação de artigo do jornal Inconfidência, no Portal Militar, blog de ABMIGAER, de título 'Obsessão antiamericana', que poderá ser lida no endereço:

http://www.militar.com.br/blog17243-OBSESS%C3%83O-ANTIAMERICANA

Ricardo disse...

Eu entendo que a raiz da impunidade aos crimes e desvios de conduta esta diretamente ligada a Maçonaria.Eu declinei de convite para ingressar na Ordem justamente por ter sido alegado que sendo um "irmão" eu estaria "livre" de todos os problemas.Quando,e se, abrirem essa caixa preta saberemos o porque de todos os males que nosso Pais enfrenta.

Skorpio disse...

Um Maçon é uma pessoa comum que pertence a uma Sociedade que professa os ideais de fraternidade, igualdade, solidariedade e respeito aos princípios éticos. Contudo, também na Maçonaria há discriminação, desigualdade, constrangimentos, enfim, tudo de bom e de ruim, defeitos inerentes ao ser humano. Maçon só não pode se julgar superior às demais pessoas por elas não comungarem dos mesmos ideais. Maçon tem que saber que nós que não somos Maçons, ainda assim somos irmãos ou cunhadas dos Maçons. Afinal, essa é a lei do Grande Arquiteto do Universoqo e se Ele assim determinou, não pode haver controvérsia.
PS: Uma das pessoas a quem mais devi gratidão, embora não tenha chegado a precisar da mão que me estendeu espontâneamente, em um momento de extrema necessidade (problema de saúde na família), foi meu superior hirárquico e era Maçon. Lamentavelmente faleceu recentemente. Que Deu o tenha.