domingo, 15 de abril de 2012

O Grande Golpe

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Alberto Mendes Junior

Recentemente foi divulgada na imprensa uma suposta visita de um Ministro da República Comunista da China que deu cinco conselhos à mandatária mor atual, aquela que se alto intitulou de “todos os Brasileiros”.

De praxe recomendou o Ministro da Soberana Nação, como já de costume: o combate à corrupção desvairada e o que, embora até que óbvio, aconselhou a orientação maciça de recursos à educação, ensino profissional e formação do cidadão.

Dia destes estávamos defronte a uma máquina recém-adquirida com grande esforço, que está em processo de colocação em marcha plena. A Empresa optou por equipamento Nacional, que é de excelente qualidade. Possui os recursos tecnológicos de ponta com conteúdo que revela o estado da arte em nossos processos de transformação mecânica.

Como o rendimento esperado tarda, começamos a desconfiar do que chamamos de “pecinha que aperta os botões”. Triste constatação que vai se confirmando ao longo destes tempos estranhos.

O jovem a quem confiamos nossos esforços nos é muito querido, esforçado e de família de composição tradicional. Bom sujeito. Vez por outra se apresenta para o trabalho trajando orgulhosamente uma camiseta com o símbolo de entidade sindical que não é única e muito menos geral.

Nós oriundos do tradicional berço da indústria, o ABC Paulista, às vezes imaginamos o que ocorreria por lá, naquela época, caso o fato hoje corriqueiro se configurasse. O jovem em questão esforça-se e demonstra interesse em aprender os segredos que o equipamento teima em esconder. Falta-lhe o básico, a atitude de pensar e buscar respostas nos fundamentos da matemática e física que o ensino médio passou ao largo.

O movimento sindical espertamente vislumbrou esta falha e adotou os jovens em situação similar para suas fileiras, que trazem nas suas camisetas o espírito de corpo que lhes assistem de alguma forma e vão assim inconscientemente propagando ideais alheios, tornando-se vítimas de suas próprias ações.

Estendendo o olhar para além da portaria, observando os alarmantes índices que se ocultam na “mídia”, as jogadas e trapaças em que o governo e partido de plantão se meteram, vamos montando um cenário que infelizmente vem se confirmando a cada movimento.

O nosso raciocínio começa lá na Vila Euclides, com os helicópteros sobrevoando a “peãozada”, tudo combinado com o Tuma, construía-se ali um plano de poder. A manipulação era norma. O Boi – como os policiais da ordem política e social denominavam o líder sindical que colaborava com eles para destruir seus inimigos - reinava naquele pasto. Mas esta é outra história ainda não contada... Voltemos à da Vaca que está indo para o brejo...

Em toda fábrica nascem ou afloram as lideranças naturais entre os operários, que naquele momento ameaçavam os “escolhidos” para tornarem-se líderes fabricados. As ações para manutenção e crescimento destas lideranças eram vergonhosas. Nas negociações durante os movimentos grevistas não era raro serem postas na mesa exigências para demitir aqueles líderes naturais que ameaçavam o projeto de poder em gestação. E assim foi: excelentes trabalhadores foram postos no acostamento profissional e levaram para sempre a pecha de terem sido demitidos durantes as “greves do ABC”. Eram os primeiros companheiros descartados ao longo do caminho.

Dando um salto no tempo, sobrevoando os vários planos econômicos e as ações das alterações do senso comum, vamos aterrissar no atual momento onde se caracteriza um governo que poderia ser muito resumidamente descrito como tampão, uma pseudo fachada de comprometimento com a não tolerância com, como diria: “maus feitos”. Há aquela sensação no ar: isto está sendo preparado para algo maior que se avizinha. Não importa a coloração do parceiro, os que seguirão na caminhada já foram há muito escolhidos e ungidos pela Soberba do grande mentecapto (alienado, louco. ignorante, néscio) condutor.

Aos poucos vão os arquitetos do movimento expondo seus métodos já muito experimentados no leste europeu e republiquetas mundo afora. Apóiam causas reticentes e que remontam os anos 60 do século passado. Desviam a atenção do principal. Apelam até para as recentes cusparadas. São o mais do mesmo. Insistem em remoer questões que nos levam a lugar nenhum, enquanto o nosso jovem digladia com a máquina que para ele é uma esfinge moderna e por conseguinte nossa industria vai se derretendo sob um manto vil, com custos insuportáveis e injustos.

Fizemos a nossa parte e estamos a mercê de quem nos destrói com método.

Alberto Mendes Junior é Engenheiro de chão de fábrica.

Um comentário:

Anônimo disse...

Sempre é bom lembrar como tudo começou,e melhor ainda as disputas internas, invariavelmente sujas...