domingo, 27 de maio de 2012

Valores Catastróficos

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net  
Por Arlindo Montenegro

Se os cálculos estão corretos, neste momento, a República Popular da China conta com mais de 20% da população do planeta. Menos de 1/3 da população está arregimentada para alcançar os níveis e comodidades do que se denomina mundo desenvolvido: casa própria, eletro domésticos, comida industrializada, carro em vez de bicicleta ou andar a pé, shoppings e supermercados.

A maioria esmagadora vive em condições miseráveis. Mesmo os que trabalham nas modernas fábricas de marcas famosas, em condições precárias e por salários tão aviltantes, que nem mesmo podem adquirir o que fabricam para despejar nos mercados do mundo globalizado. Para a maioria a roupa ainda é feita à mão, em casa e os médicos e dentistas são insuficientes como a própria comida.

A economia é centralizada e o Estado totalitário é o proprietário das terras e do que se planta e colhe, ditando o que pensar e como fazer. Isto não impede que aqueles os que habitam na China agrária, sem contar ao menos com uma latrina e um banheiro, já sabem que estas coisas existem e valorizam alguns dos itens do estilo de vida, que nem grande parte dos brasileiros ainda aspira.

Este mundão de carentes, lá e cá, tem trabalhado duro, para alcançar o mundo desenvolvido. Os desenvolvidos exploram e carregam minérios específicos necessários às fábricas-laboratórios de alta tecnologia. Pior é que o lixo gerado no mundo desenvolvido é tão volumoso, que encontraram a solução: reciclagem para os pobres.

Grande parte das montanhas de lixo chegam por aqui e também vão para a China, como matéria prima para a manufatura do que chega às nossas lojas de 1.99. São rejeitos sujos e tóxicos, como 400 toneladas que chegaram de uma só vez na província de Zhejiang, em 2002: tvs a cores, monitores, teclados de computador e fotocopiadoras quebradas.

A China recicla até novidades inusitadas, únicas, sensacionais! Estão fabricando e exportando cápsulas “medicinais”, contendo restos desidratados e triturados de bebês e fetos. Ainda não chegamos a tanto. Por enquanto só temos notícia do tráfico de recém nascidos, que dizem vão ser criados por famílias nos países ricos. Famílias que pagam para renovar as populações de países onde desistiram de procriar.

Neste momento, milhões de miseráveis estão pensando o que fazer para comer no dia seguinte: estão em cenários de guerra, estão nas grandes metrópoles ou em condições extremas nos biomas comprometidos pelo avanço do progresso. Muitas fogem de ditaduras ou de economias corrompidas, para sobreviver longe da família e da terra natal.

Associando erros da insensatez comunista aos erros da insensatez capitalista, a China adota valores que também são incutidos nas mentes dos brasileiros. Resta saber se, na moita, algumas autoridades pensam em a forma de governo dos chineses. Guardando as proporções, o nosso sistema nacional de educação foi desmantelado e ideologizado.de modo análogo à Revolução Cultural de Mao Tsé Tung.

A celeridade com que foi feita a revolução cultural e educacional entre nós, vai ser entendida no futuro. No momento somos reféns de padrões que privilegiem os desastres morais. Continuamos patinando com a dificuldade de planejar e executar um complexo projeto nacional de longo prazo.

Colhemos agora as conseqüências de erros repetitivos que se acumulam, sem solução. A modelagem institucional nos moldes próximos ao que há de pior na China, ou na adoção dos valores gerados na ONU, parece o caminho para fixar a condição de servidores do mundo desenvolvido.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

2 comentários:

Paulo Figueiredo disse...

Caro Arlindo,
você sabe o que digo: a “coisa” está prestes a acontecer. Estudos indicam que o planeta só terá vida saudável com no máximo 500 milhões de habitantes. Muitas profecias indicam a eliminação dos excedentes, inclusive nas “Sagradas Escrituras”. Só os muitos tolos não acreditam que os “projetos de adequações” não estejam sendo arquitetados. E não adianta alertá-los. O resultado é a rotulação de “louco”.
Abraços.

Paulo Figueiredo disse...

Caro Arlindo,
você sabe o que digo: a “coisa” está prestes a acontecer. Estudos indicam que o planeta só terá vida saudável com no máximo 500 milhões de habitantes. Muitas profecias indicam a eliminação dos excedentes, inclusive nas “Sagradas Escrituras”. Só os muitos tolos não acreditam que os “projetos de adequações” não estejam sendo arquitetados. E não adianta alertá-los. O resultado é a rotulação de “louco”.
Abraços.