sexta-feira, 27 de julho de 2012

Arnaldo Malheiros, defensor de Delúbio, pode perder indicação para o STF por contrariar cúpula petralha

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Por Jorge Serrão

A perda de uma sonhada indicação a uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Este pode ser o elevado preço a ser pago pelo criminalista Arnaldo Malheiros Filho. A cúpula petralha amaldiçoou a postura correta, ética e verdadeira dele na defesa do tesoureiro Delúbio Soares – um dos políticos com mais chance ter o desgosto de sair condenado no técnico julgamento da Ação Penal 470 – mais conhecida nos basfonds da politicagem como escândalo do mensalão. Uma leve pressão de bastidores da petralhada levou o defensor de Delúbio a aliviar, publicamente, a barra do partido, jogando toda a culpa apenas no tesoureiro.

O advogado acabou forçado a soltar ontem uma nota de imprensa para consertar o que claramente havia dito em entrevista ao jornal O Globo. Arnaldo Malheiros Filho antecipou que sustentaria que o tesoureiro do PT fez tudo de acordo com as ordens e decisões da Executiva do partido. Como a versão aloprou a petralhada, Malheiros teve de reparar sua sinceridade jurídica, poupando a cúpula do PT. Na nova versão, Malheiros corrigiu que “a decisão de usar empréstimos contraídos por Marcos Valério em nome do PT foi de Delúbio, seu cliente. Malheiros agora sustenta que partiu da direção do PT a ordem para que fossem saldadas dívidas de campanha do próprio partido e também de aliados nas campanhas de 2003 e 2004.

Na polêmica entrevista a O Globo, que encheu mais ainda de ódio a petralhada, Arnaldo Malheiros Filho foiu claro e objetivo: “Delúbio não tomava decisões. Era o executor das decisões da Executiva nacional do PT”. Em sua versão revisada, Malheiros aliviou os companheiros de seu cliente Delúbio: “Eu deveria ter sido mais claro e explicar que a “decisão” a que me referi é a decisão de saldar os débitos dos diretórios locais do PT e dos partidos da base aliada, tomada em colegiado. Já com “execução” dessa decisão, referi-me ao levantamento dos recursos e seu repasse para os beneficiários, função de um tesoureiro”.

Um dos mais notáveis e conceituados criminalistas do País, Malheiros tentou esclarecer o que ocorreu em sua polêmica entrevista: “A versão que apresentei é, como não poderia deixar de ser, a de meu cliente. Eu quis prestigiar a concisão e prejudiquei a clareza”.

Azar para o Supremo Tribuinal Federal – que agora tem tudo para não ganhar um criminalista de peso entre seus membros. Atualmente, embora tenham de julgar os crimes do mensalão, nenhum dos 11 ministros do STF é especialista em Direito Criminal, em sua formação profissional ou acadêmica. Malheiros teria chances deixar sua banca para se tornar ministro, com as vagas que serão abertas com as aposentadorias de dois ministros ainda este ano. Depois destas declarações que contrariaram o PT, a cúpula vai pressionar a Presidenta Dilma Rousseff a não indicar o competente Malheiros – cujo padrinho é o ex-ministro Marcio Thomaz Bastos.

Piada séria

Defensores de Marcos Valério pretendem usar o argumento de que os contratos firmados pelas empresas dele com a Caixa e o Banco do Brasil foram considerados legais pelo Tribunal de Contas da União, para tentar aliviar a barra do publicitário em uma das acusações do mensalão.

O probleminha é a eficácia jurídica de tal “aprovação”, já que o Tribunal de Contas, apesar do termo “tribunal”, não faz parte do Poder Judiciário, pois lá nada é julgado por magistrado (juiz ou desembargador).

Tribunal de Contas da União é inapropriadamente chamado de tribunal: é apenas um órgão auxiliar do Poder Legislativo.

MPF x PM SP

O governador Geraldo Alckmin classificou de “descabida” a intenção do procurador da República Matheus Baraldi Magnani de entrar, na próxima semana, com uma ação civil pública na Justiça Federal pedindo a troca do comando da Polícia Militar de São Paulo.

“É uma medida totalmente descabida. Acho que o Ministério Público Federal deveria investigar, primeiro, o tráfico de drogas. Produzimos laranja, cana, café, soja e milho, mas não produzimos cocaína. Por onde entra essa cocaína toda? Entra pela fronteira. E onde está a polícia de fronteira?”

Alckmin aconselha que o MPF cuide melhor daquilo que é, de fato, sua atribuição legal...

Comandante contra-ataca

Geraldo Alckmin nem pensa em mexer com o comandante geral da PM paulista, Coronel Roberval Ferreira França.

Tanto que o Coronel divulgou uma “carta ao povo de São Paulo” em sua página do Facebook para, indiretamente, responder ao procurador.

“Tudo isso parece incomodar muito algumas pessoas, que tentam por várias medidas atacar e enfraquecer uma das mais bem preparadas e ativas polícias do nosso país. Essas pessoas ignoram muitos fatos e verdades. Neste ano tivemos mais de 50 policiais militares assassinados covardemente e temos hoje mais de 5 mil policiais militares que ficaram inválidos na luta contra o crime. Mesmo assim não iremos nos acovardar. A Polícia Militar de São Paulo continuará sendo a força e a proteção das pessoas de bem que vivem em nosso estado”.

Soberania judiciária da ONU e OEA?

O problema é que Matheus Baraldi Magnani se torna mais um que embarca nas perigosas e questionáveis teses globalistas de que os tribunais da ONU e companhia têm mais força que a Justiça e as leis do Brasil.

Tanto que Magnani pretende basear sua ação na suposta violação de direitos humanos prevista em tratados e convenções internacionais das quais o Brasil é signatário.

Em audiência pública realizada no MPF, na capital paulista, o procurador reclamou que os oficiais da PM de SP perderam o controle sobre os “praças (soldados, cabos e sargentos) absolutamente desequilibrados”.

Na visão do procurador, esta é uma das causas de haver tantos acusados de violência policial.

Os Bem na Foto

A presidenta Dilma Rousseff ficou muito fofa na mais recente foto tirada ao lado do proprietário da Rede Record, Edir Macedo Bezerra, Bispo e líder máximo da Igreja Universal do Reino de Deus.

Os dois posaram no centro olímpico de Londres para reforçar a força da Record, frente à Globo, que perdeu o evento para a rival, em função de uma sabotagem provocada pelos contrariados ingleses que tentaram, mas não conseguiram, entrar no capital social das Organizações Globo, na década passada.

Essa segunda foto pública de Dilma com Macedo só tem menos importância simbólica que a tirada, no Palácio do Planalto, no dia da posse dela...

Se o Doutor Roberto Marinho fosse vivo, ele tiraria uma foto com Bento 16 e mandava publicar em O Globo, só pra dar uma contra-provocada...

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Julho de 2012.

3 comentários:

marcelo disse...

Srs,
O processo eletivo nacional atual é pernicioso para a nação, pois permite que pessoas que nunca ouviram falar em administração pública (ignorantes) sejam empossados em cargos de fundamental importância para a sobrevivência das pessoas, famílias, sociedades e da própria nação. Ainda mais se considerarmos que tais cidadãos indoutos são, normalmente, patrocinadas por cartéis e pelas FORÇAS OCULTAS para defesa de interesses escusos.
Não seria melhor empossar, nesses cargos, pessoas que já vivem o dia-a-dia da Administração Pública? Ou seja, os cargos que hoje são "eletivos" seriam ocupados por cerca de 40 representantes de carreira das diretorias dos órgãos da Administração Pública brasileira, nos níveis Federal, Estadual e Municipal, tais como: Banco do Brasil, Ministérios/Secretarias, TCU, FFAA, órgãos do Poder Judiciário, Polícia Federal/Polícias Estaduais, Caixa Econômica Federal, etc.
Vejam só: ao invés de apenas 40 representantes com conhecimentos úteis, atualmente são 513 Deputados Federais e 81 Senadores, na maioria indoutos e testas de ferro, entre os quais palhaços, traficantes, etc.
Dessa forma, teríamos um COLEGIADO de pessoas que possuem uma carreira na Administração Pública, cujos órgãos centrais, na esfera federal, na sua maioria, já se encontram em Brasília; tais profissionais seriam apenas destacadas para prestar serviço no Congresso Nacional e na Presidência da República, por quatro ou cinco anos, sem que a nação tivesse que arcar com valores absurdos para manter uma CURRIOLA de aproveitadores.
Nas esferas estadual e municipal, o processo repetir-se-ia de forma similar, escolhendo-se os órgãos da Administração Pública que fariam parte do tal Colegiado.
A Presidência da República/Governo Estadual/Prefeitura, por sua vez, seriam assumidos de forma alternada por um representante da DIRETORIA desses mesmos órgãos.
Poderiam ser incluídos nesse rol um representante da Federação do Comércio, outro da Federação da Indústria, um representante religioso e outros órgãos de reconhecida atuação no campo social. Todavia deixar a nação nas mãos de pessoas que vivem de conchavos e outras alianças espúrias é permitir que o desgoverno se alastre e tome conta do nosso querido país.
Seria o FIM DOS POLÍTICOS DE PLANTÃO desta nação.

Anônimo disse...

Será que o procurador da República matheus baraldi magnani estará ao serviço de algum importante barão da droga ao querer afastar o comandante geral da PM paulista, Coronel Roberval Ferreira França?

Tudo indica que sim! O que parece, è!

Ninguém no seu perfeito juizo, jamais faria isso!

Anônimo disse...

"Um projeto de poder

Ignorância, analfabetismo funcional e suborno dos esclarecidos canalhas

Por Geraldo Almendra

"Desde que o PT foi entronizado no posto mais alto da República a nação foi se acanalhando. A sucessão de escândalos anestesiou as mentes e poucos se indignam com a imoralidade reinante nos Poderes Constituídos. Os sentimentos populares foram amestrados pela propaganda incessante e o mito do pobre operário foi suficiente para que a corrupção sempre havida alcançasse seu paroxismo sem que nenhum protesto fosse ouvido. Não houve nem partidos, nem instituições, nem grupos de pressão que agissem como oposição ao desgoverno populista, perdulário, enganador. (Socióloga Maria Lúcia Victor Barbosa)"

(...)

"Com o Regime Militar as oligarquias e burguesias corruptas fingiram-se de “mortas”, se infiltraram nos corredores do poder militar para babar os ovos dos comandantes militares, e começaram a plantar as sementes da queda do regime no momento mais oportuno, covardemente se aproveitando da luta das Forças Armadas contra o terrorismo comunista."

(...)

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