terça-feira, 17 de julho de 2012

Eliezer Batista condena modelo econômico do Brasil para atirar no governo e bancos que atrapalham o filho Eike

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Por Jorge Serrão

O falido modelo político-econômico tupiniquim foi desmoralizado pelo pai do homem mais rico do Brasil. O empresário e engenheiro Eliezer Batista, de 88 anos de idade, advertiu que o Brasil está virando “uma colônia europeia africana do século passado”, se não assumir uma postura mais agressiva na exportação de produtos industrializados, em vez de só exportar produtos básicos, que não agregam valor e nem criam empregos de qualidade.

Águias do mercado interpretam que a mensagem de Eliezer foi contra a equipe de Dilma Rousseff, que vem criando dificuldades para o grupo EBX, de Eike, e facilidades para concorrentes dele, como o banqueiro André Esteves, do grupo BGT, que entra pesado nos mesmos negócios da família Batista. Eliezer reclamou que o mercado financeiro está sendo “exagerado e injusto” com os empreendimentos do grupo EBX, principalmente na difícil exploração de petróleo no litoral Norte do Estado do Rio de Janeiro.

O recado do pai de Eike Batista, que foi fundador da Vale do Rio Doce e hoje faz parte do Conselho de Administração da holding de Eike, foi dado nas comemorações pelos 203 anos da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Em seu discurso, Eliezer Batista também pregou que o precisa de mais ordem e civismo, além de uma transformação cultural. Receitou que o País precisa de um conhecimento mais aprofundado, principalmente investindo na formação de docentes e parando com o discurso genérico de investir em educação sem realmente fazer algo de concreto pelo setor. Eliezer sugeriu que o modelo a se seguir é o coreano que se baseia na inovação tecnológica.

O tom meio nacionalista do discurso de Eliezer também é uma queixa velada contra parceiros internacionais de Eike que parecem investir contra ele, para lhe tomar os lucrativos negócios, no momento mais oportuno – num sistema parecido com aquele adotado pelos banqueiros Rothschild contra o empreendedor brasileiro irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, no século XIX.

Como o pai de Eike é uma velha raposa, que enxerga vários movimentos a frente do mercado e dos políticos, já deve estar agindo nos bastidores para neutralizar os ataques contra o filho. Se a operação de Eliezar vai dar certo, só o tempo dirá. O sinal é que Eike teria contrariado a Oligarquia Financeira Transnacional, e pode pagar um alto preço por isso, tal como ocorreu, no passado, com Mauá, que foi parceiro dos banqueiros, foi levado à falência e só sobreviveu e deu a volta por cima, no fim da vida, graças ao seu talento de administrador e contador.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.
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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de sexta-feira 17 de Julho de 2012.

4 comentários:

Oswald disse...

Não deixa de ter razão em algumas coisas.

Anônimo disse...

Olha, isso para ele ver que ser o mais "rico" do planeta não é para qualquer, até porque quem sabe da sua história, sabe que ele sempre viveu as sombras da inteligência do seu pai, quem mandou ser um exibicionista!

Anônimo disse...

Não gosto de Eliezer Batista pelo modo como enriqueceu durante a DEMOCRACIA militar jogando forte e feio com os coreanos, mas não deixo de reconhecer nele aptidões natas como empresário.

Oxalá que saia vencedor no confronto com a putativa Oligarquia Financeira Internacional.

Anônimo disse...

Olá amigos,
temos que defender o capital nacional precisamos defender o capital doSr. Eike e o seu poderio financeiro para ele poder nos ajudar contra a nova ordem mundial comuno socialista.
obrigado,
VIDALVO DE OLIVEIRA