sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ex-funcionário da Delta, Cachoeira e seu contador sumido podem revelar como políticos movimentam milhões entre Brasil, Angola e Paris

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Por Jorge Serrão

Exclusivo - Podem vir à tona, na CPI do Cachoeira, gravíssimas revelações sobre as secretas conexões de negócios e movimentação de dinheiro que a cúpula petista e seus aliados mais próximos (principalmente do PMDB) promovem entre Brasil, Angola, Paris e arredores. Transações financeiras bilionárias e ilegais da construtora Delta, com pagamentos (também fora da lei) para deputados, senadores, governadores e outros políticos menos votados, podem ser denunciados por um ex-funcionário da empreiteira de Fernando Cavendish, que foi ameaçado de morte e pretende se vingar, contando tudo que sabe à CPI que Luiz Inácio Lula da Silva se arrepende, amargamente, de ter forçado a barra para ajudar a criar.

A petralhada e seus comparsas em esquemas escusos também tremem de medo com uma possível vingança de Carlinhos Cachoeira. Preso há 128 dias, nem o genial e influente advogado Márcio Thomaz Bastos consegue emplacar recursos para libertá-lo. Cansado de ficar na cadeia, deprimido, perdendo peso e ficando doente, o empresário é um arquivo-vivo, pronto para comprometer gente muito importante, caso corra o risco de ser o único punido no escândalo que faz o impune mensalão parecer um roubo de galinhas. Usando sua simpática, jovem e bela mulher como porta-voz, Cachoeira “pediu para falar para o Brasil que ele tem o que dizer”.

Os segredos da conexão Brasil-Angola-Paris – que podem envolver companheiros e aliados de Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Sérgio Cabral Filho - também podem ser revelados pelo Banco Central do Brasil. O presidente da autoridade monetária, Alexandre Tombini, corre o risco de ser convocado pela CPI para explicar, oficialmente, como a construtora Delta teria feito o milagre econômico de movimentar altas somas em dinheiro, incompatíveis com a faturamento da empreiteira, entre os anos de 2002 e 2012. Antes de se tornar a super-empreiteira do PAC de Lula e Dilma, desde 2002, a Delta tinha negócios de R$ 450 milhões com o governo de Sérgio Cabral no Estado do Rio de Janeiro.

Além do BC do B, três personagens teriam a “memória de cálculo” da gigantesca movimentação de dinheiro operada pela Delta: Carlinhos Cachoeira, o seu contador Geovani Pereira da Silva e, agora, um ex-empregado da Delta, ameaçado de morte. Muito curioso – ou sintomático – é que o tesoureiro do esquema de Cachoeira, Geovani Pereira da Silva, seja o único foragido da Operação Monte Carlo, o contador de Cachoeira seria o elo financeiro do “clube” com os políticos. Caso reapareça vivo, Geovani deverá receber o convite de uma delação premiada para explicar como o bicheiro Carlinhos Cachoeira usou duas empresas de fachada — a Brava Construções e a Alberto & Pantoja — para movimentar R$ 39 milhões, entre 2010 e 2011, liberando os mensalões para os parceiros.

A Delta era a principal empresa do PAC, cuja mãe é a Presidenta Dilma e o padrasto, lógico, era Luiz Inácio Lula da Silva. Engraçado é como só Cachoeira apareça como o “filho da mãe” de uma grande famiglia mafiosa... Investigações da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, reuniram provas objetivas de que o caixa da Delta Construções no Rio de Janeiro abastecia empresas de fachada do esquema de Carlinhos Cachoeira, usando “laranjas” – pessoas aparentemente inocentes que nem sabiam de nada ou não levaram dinheiro do esquema mafioso.

Caso Carlinhos Cachoeira resolva romper seu silêncio forçado, dedurando aliados que agora não lhe dão ajuda no momento crítico, o defensor de honra dos ilustres petistas, criminalista Márcio Thomaz Bastos, terá de trabalhar mais que Hércules para livrar a barra dos implicados no escândalo – cujos nomes ainda não vieram à tona das águas turvas e fétidas do Delta da Cachoeira (um ponto geográfico imaginário onde se centraliza o Governo do Crime Organizado).

A gente somos Inútil

Deve servir para nada ou muito pouco a convocação, para depor na CPI, de Fernando Cavendish; do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, e do prefeito de Palmas, Raul Filho (PT).

Todos apelarão para a manjada manobra de só falar em juízo, para não criar provas desnecessárias contra si.

Enquanto o negócio não pegar para o lado de gente poderosa, como Sérgio Cabral e Cia, nada vai acontecer de mais sério nas investigações.

Zé no Foro de São Paulo

O brilhante consultor e advogado Jose Dirceu de Oliveira participa desde ontem como grande estrela da reunião do Foro de São Paulo – entidade fundada por Lula e Fidel Castro, em 1990,e que até pouco tempo atrás tinha negada sua existência pelos criadores e seguidores.

O encontro anual de partidos de esquerda de todo o mundo acontece no Hotel Albas, em Caracas, na Venezuela de Hugo Chavez – “patrão” do Zé, que dá consultorias para a PDVSA.

Já apostando que não será condenado no julgamento do Mensalão, o bom camarada Josef azeita suas relações internacionais para voltar ao cenário político aberto – e não só nos bastidores, sua especialidade – com toda força.

Compensação global

A Sportv, um canal Globosat, fechou um acordo operacional com a BBC de Londres.

Os ingleses darão suporte em estrutura e logística aos profissionais brasileiros durante a transmissão das Olimpíadas de Londres.

Como a transmissão dos jogos para o Brasil, em canal aberto, é exclusiva da Rede Record, a Rede Globo pensa em usar sua emissora de esportes em canal fechado, fazendo uma cobertura mais eficiente, para roubar a audiência da “concorrente”.

Presos estrangeiros

O Conselho Nacional de Justiça realiza, a partir das 9h30 desta sexta-feira, a segunda edição do Seminário sobre Presos Estrangeiros.

Na sede da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB/RJ), o evento tem o objetivo de discutir questões jurídicas e sociais que envolvem os cerca de 3 mil encarcerados de outras nacionalidades no País.

Na pauta, temas como prisão, defesa e processos de expulsão, além de questões que envolvem o contato com a família e com autoridades do país de origem.

Festa Literária Internacional de Paraty 2012

Quem não estiver presente na Festa Literária Internacional de Paraty 2012 poderá assistir ao vivo pelo G1 (http://g1.globo.com/flip/2012) todas as mesas da Tenda dos Autores.

O evento receberá estrelas da literatura como a americana Jennifer Egan (vencedora do Prêmio Pullitzer em 2011), o inglês Ian McEwan, além dos brasileiros Zuenir Ventura, Luis Fernando e Fabrício Carpinejar.

O G1 também entrevistará os convidados em vídeo logo após os debates, que acontecem de até dia 8 de julho.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 6 de Julho de 2012.

Um comentário:

Anônimo disse...

sexta-feira, 06 de julho de 2012 | 08:56
Sociólogo que ajudou a fundar o PT diz que Lula é oportunista e não tem caráter.
Aqui: http://www.tribunadaimprensa.com.br/