domingo, 1 de julho de 2012

Sem leme e sem rumo



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Alberto Mendes Júnior

Retomamos nossas reflexões sobre o mundo externo além da portaria daqui do chão de fábrica. Motivados fomos pelo conhecimento que nossa Gloriosa Armada conseguiu desenvolver, fabricar e validar os motores para importante arma de defesa que em muito suportará nossa doutrina dissuasória, adotada em nossas FFAA.

Trata-se, sem dúvida, de passo largo, seguro e marcante, pois reconhecemos as dificuldades impostas à projetos desta envergadura, tanto financeiras como políticas. Este entendimento advém de nossas experiências nas atividades privadas para administrar os recursos próprios, enfrentando a absoluta falta de visão estratégica dos atuais timoneiros no Poder.

Continuamos a deriva quanto ao atendimento de nossas necessidades de matéria prima e energia a preços competitivos que visem a nossa sobrevivência no mercado assimétrico que experimentamos em função de transloucada perseguição a uma cadeira no Conselho Globaritário da ONU.

Avante: esta realização de nossa Marinha nos enche de orgulho, mesmo sendo simples espectadores, pois revela toda a nossa capacidade científica e empreendedora que caminha nos limites do estado da arte tecnológica. Por ventura fossemos uma Nação Soberana hoje poderíamos comemorar o lançamento de MAIS UM projeto, ou ainda, de NOSSO Caça de quinta geração, de mais um submarino classe TUPY movido pelo NOSSO reator e não mais precisar rastejar com lenços na cabeça em palácios e restaurantes luxuosos em busca de negócios nem sempre orientados pela consecução de nossos Objetivos Nacionais Permanentes.

Estendemos nosso olhar para outro cenário derivado destes exemplos, infelizmente raros. Imaginem se dispuséssemos não apenas de uma escola nos padrões do ITA, POLI, UNICAMP, para citar apenas as que mais nos vêm a lembrança, mas pelo menos uma escola de igual padrão em cada Estado. O que seríamos? Pelo lado da Saúde então, se tivéssemos um “Sírio Libanês” em cada metrópole de nossas cinco regiões o que melhoraria a “distribuição de direitos” (desculpe o emprego destes termos) hoje restritos à poucos endinheirados e terminaríamos com esta discussão racialista de cotas para estes ou aqueles.

Nossa Nação será poderosa enquanto manter e valorizar a iniciativa de sua população ordeira e de tradição judaica cristã, que não se deixa embalar no atual “balanço do navio” que deriva sem leme - que é uma situação ainda pior do que sem rumo.

Parabéns a todos os profissionais, civis e militares da Nossa Marinha do Brasil. Que outros sigam seu exemplo.

Alberto Mendes Júnior é Engenheiro de chão de fábrica.

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