quarta-feira, 25 de julho de 2012

União e Desunião

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gelio Fregapani

O fanatismo leva a radicalização e costuma criar problemas. Quando abrange todo um povo frequentemente o torna um problema mundial, mas é pior quando há facções radicais antagônicas no interior da mesma nação. Essa nação se enfraquecerá em face de qualquer inimigo e pode chegar a se esfacelar.

É incrível como tem gente que não aprende. A História mostra que os radicalismos provocam reações contrárias, num ciclo vicioso de auto-alimentação Os esquerdistas radicais, buscando revanche acabarão por criar uma nova revolução. Tanto provocarão que terminarão por jogar nas mãos seus radicais adversários, mesmo os que desejariam a união nacional.

Claro, do lado anticomunista também existem radicais, em parte criados pela reação aos radicais adversários. Alguns deles, mesmo entre meus amigos, que me dão a impressão de colocar seus pensamentos políticos acima da própria Pátria da mesma forma que os radicais comunistas, são tão prejudiciais quanto os radicais do outro lado. Felizmente também lhes falta inteligência, pois afastam seus aliados chamando-os de “melancias” (verdes por fora e vermelhos por dentro) quando alguém lembra o conselho do grande Caxias: “Unamo-nos e marchemos ombro a ombro e não peito a peito, em defesa da Pátria que é nossa mãe comum” Esses radicais, de ambos os lados , é melhor que sejam ignorados, pois causam a desunião, e a desunião causa a ruína.

Si Vis Pacem Para Belum

É necessário enfatizar que quem deseja a paz, que se prepare para a guerra! País que não tem Forças Armadas capazes de defendê-lo convida o estrangeiro a impor seus interesses. Considerando os recursos naturais com que a natureza dotou o nosso território, escassos no resto do mundo, nossa atenção necessita ser redobrada.

Já lembrava Bismark: “Riquezas naturais em território de quem não quer ou não pode explorar deixam de constituir uma vantagem e passam a ser um perigo para seus detentores”. Acrescentaríamos: pior ainda será para quem não as puder ou não quiser defender.

Foi publicado na Internet, mas não deu para acreditar.

- A presidente Dilma quer um avião maior, e estaria avaliando a compra de um Boeing 747 similar ao Air Force One, aeronave usada pelo presidente dos EUA.- Consta que o governo da Índia usa um da Embraer.

- A Codevasf teria assinado um contrato de cooperação técnica com o Corpo de Engenheiros do Exército Americano para consultoria, visando ao desenvolvimento da hidrovia do São Francisco. – As nossas Engenharias (Militar ou civil) precisam disto? Estranho.

- Um programa de licitação que será lançado nos próximos meses pelo governo federal deve abranger a exploração de uns 4 mil quilômetros em sete rodovias – Cairão nas mãos de estrangeiros? Quando o Brasil era pobre construiu as estradas. Agora que se acha rico as aluga, sabe-se lá para quem.

- A presidente teria um plano de concessões de portos e aeroportos que seria anunciado em agosto – Novamente na mão de estrangeiros ou de empresários internacionalizados?

A boa notícia

O governo da presidente Dilma tem dado mostras de que tenciona enquadrar as políticas referentes aos assuntos indígenas e ambientais aos interesses maiores da nação, reduzindo a influência das ONGs na formulação das mesmas. A atuação na Rio+20 foi uma manifestação desse impulso, tanto que os promotores da ideologia indigenista iniciaram ruidosos protestos. O apátrida Conselho Missionário Indigenista (CIMI) reclamou que "a intenção do governo é estancar de vez os procedimentos de reconhecimento e demarcação de terras indígenas”. (CIMI, 17/07/2012).

Maldosamente as ONGs dizem que o Governo dobra os joelhos, rezando a cartilha do capital ditada pelo agronegócio cada vez que seus interesses internacionais são contrariados. O Instituto Socioambiental (ISA), em sua nota à imprensa, fez coro às críticas contra a possibilidade de construção de usinas hidrelétricas e instalações militares sem consultas prévias aos indígenas, considerando que "a decisão afronta a Declaração da ONU para os Povos Indígenas e a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, que foram ratificadas pelo Brasil" (ISA, 18/07/2012).

O que assusta às ONGs é que o Governo agora parece pensar no Brasil, e na integridade territorial. Sentem que seu tempo está acabando. Mais cedo ou mais tarde, até a demarcação da Raposa-Serra do Sol será revista.

Gelio Fregapani é escritor e Coronel da Reserva do EB, atuou na área do serviço de inteligência na região Amazônica, elaborou relatórios como o do GTAM, Grupo de Trabalho da Amazônia.

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