quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A “ação de comando” do Sr Ministro da Defesa

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Chagas

*Se for verdade*, conforme declara o Sr Cláudio Humberto, que o Ministro Celso Amorim disse: *“Defender o Zé Dirceu é defender fundamentalmente a consolidação democrática em nosso país. Chega de ditadura midiática”*, e considerando que desde há algum tempo ele (Ministro) é elo na cadeia de comando, cabe sugerir-lhe a leitura do texto a seguir, como uma contribuição para o aprendizado e o sucesso de sua “Ação de Comando”.

É importante que o Sr Embaixador saiba que, para *COMANDAR *(Chefiar –Dirigir), é preciso dar provas de *AUTORIDADE*, ou seja, é preciso exercê-la com o conhecimento de seus fundamentos, dos quais o primeiro é a * COMPETÊNCIA*, isto é, ter e demonstrar *conhecimento* e *experiência * profissionais. Aquele que não é competente, que não conhece a profissão, não tem direito legítimo ao exercício da autoridade* – “A maior imoralidade está em exercer uma atividade que não se conhece” *(Napoleão Bonaparte).

Também é bom que o Sr Ministro saiba que não se credita respeito a um chefe que exerce sua autoridade em benefício próprio ou de seus interesses pessoais, aí incluídos os ideológicos! Espera-se sempre que ele utilize a autoridade que lhe confere o cargo em benefício da *justiça* e da *verdade*, porque, somente desta forma ela será *compreendida, admitida, aceita e adotada*, pois outro fundamento da autoridade é a *HONESTIDADE DE PROPÓSITOS * – Ao fazer-se falsas sugestões pode-se contribuir para a absolvição de um canalha, assim como, *“Não há nenhum homem no mundo, por mais virtuoso que seja, que passe por inocente diante de um juiz que, examinando os fatos, dê ouvido a mentiras”* (Richelieu).

Por fim, mas não por derradeiro, como tudo que deve ser firme, a autoridade legítima tem que ter base trípode e um terceiro fundamento é o * CARÁTER*, que nada mais é do que escolher o certo, mesmo que isto lhe doa na carne ou no coração (*desinteresse pessoal*) ou mesmo a coragem moral para admitir erros seus e dos seus! *“O processo ditatorial traz consigo o germe da corrupção (...) ele começa desfigurando as instituições e acaba desfigurando o caráter do cidadão”* *[e das autoridades]* (*) (Tancredo Neves).

*Competência, honestidade de propósitos e caráter* - se a autoridade do Sr Ministro se alicerçar sobre, pelo menos, estes três fundamentos, ela será naturalmente admitida por seus subordinados, caso contrário será recusada, contestada, criticada e, pode-se dizer, indignamente exercida.

*“Comandar é uma função pública; uma pessoa prepara-se para ela, desembaraçando-se do estreito egoísmo, das preocupações demasiadamente interesseiras e da presunção que, com frequência, a acompanham”* (Gaston Courtois).

Como disse no início, *se verdadeira for* a afirmação do Sr Cláudio Humberto, estes pensamentos deverão merecer a reflexão do Sr Ministro, amigo e admirador, parece, do chamado “chefe da quadrilha” em julgamento pela Suprema Corte do País.

Salvo outro juízo, entendo que o legítimo exercício do comando, do alto da autoridade de seu cargo atual, não lhe outorga o direito de interferir ou criticar previamente a isenção do julgamento de seu companheiro, Sr “Zé” Dirceu!

Fica, humilde e respeitosamente, *a contribuição*!

Paulo Chagas é General de Brigada Reformado.

5 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns! Essa do Napoleão se encaixa perfeitamente no perfil do ministro da defesa(?) Cagliostro

Anônimo disse...

PARABÉNS OA GEN PAULO CHAGAS PELA CLARIVIDÊNCIA AO ESCREVER ESTE ARTIGO. LEVANDO-SE EM CONTA O PRESENTE ARTIGO, COMO FICA O gen enzo POR SUA NÃO AÇÃO EM TANTAS E TANTAS QUESTÕES FRENTE A ESSE governo DE CORRUPTO-TERRORISTAS?

Anônimo disse...

O artigo também serve para o Enzo, infelizmente.

Marcos disse...

Tenho verdadeiro orgulho do meu verde oliva. Sempre combati o: homem certo no lugar errado. E, o homem errado, no lugar certo.
Marcos

augusto disse...

Situação complicada das forças armadas, se manter fora das armações dos atuais dirigentes do governo central de banânia.