segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A importância dos militares

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gerhard Erich Boehme

Tenho recebido inúmeras mensagens que trazem ofensas aos nossos militares. Muitas, a grande maioria, se devem a uma falsa e falha interpretação dos fatos que tivemos ao longo da história do Brasil e protagonizada pelos brasileiros.

O erro recorrente se dá devido desconsiderarem a conjuntura da época, quando de forma leviana e irresponsável analisam fatos passados, muitas vezes falseados, sob a realidade atual, ou melhor sob a ilusão atual, seja ela devido estarem entorpecidos pela ilusão de um bolivarianismo que nos seria solução ou sedentos em auferir privilégios, seja aposentadorias ou indenizações indevidas, bem como a notoriedade através de livros, artigos, filmes, peças ou novelas.

A questão é que temos nossa Constituição, seja ela inexequível ou não, nela estão previstas as atribuições dos militares.

Toda nação para ser livre e soberana deve saber valorizar as suas Forças Armadas, pois se assim não fizer estará fatalmente se subjugando a outras nações. Este foi sem dúvida o grande legado que os militares souberam nos deixar com a Contrarrevolução de 1964, pois se os militares de então não se tivessem posicionado, isso em um mundo dividido, com inúmeras nações subjugadas aos dois grandes impérios de então, um dele seguramente defendendo a liberdade, mas também seus interesses.

Não fossem os militares o Brasil seria palco de um grave conflito interno, onde os que defendem a liberdade se colocariam contra os que queriam nos subjugar a uma ideologia que nos era e é (ainda) exótica. Não fossem os militares o Brasil estaria dividido, tal qual a Coréia, Cuba, Alemanha e tantas outras nações, quando não subjugado completamente à URSS. Teríamos seguramente milhões de mortes, diásporas, etc.. Basta ver o que se sucedeu na Colômbia, ainda hoje dividida, com parte de seu território ocupado por uma força que se diz revolucionária, mas que na realidade se mantém através do narcotráfico. Ou em Cuba, igualmente dividida pelas suas diásporas e mortes, onde os paredóns eram uma constante.

Somente ingênuos acreditam que os Estados Unidos da América deixariam que o Brasil se tornasse subjugado a Moscou, ainda mais próximo ao seu quintal. Ou como muitos dizem, no seu quintal.

Os militares evitaram que os norte-americanos viessem a intervir no Brasil, os militares também evitaram que as forças públicas e muitas milícias ligadas a Adhemar de Barros, Carlos Lacerda e a governadores de outros estados viessem a intervir, sem contar que tínhamos inúmeros grupos de direita, também fortemente armados e que seguramente se armariam com uma rapidez muito maior face aos interesses econômicos ameaçados.

Felizmente, considerando o cenário da época, tivemos os militares intervindo.

Pessoas que hoje, sem considerar inúmeros fatores se posicionam a favor de uma ideologia que prega a ilusão, que se mostrou inviável onde quer que tenha sido adotada.

E temos uma questão que é grave, os que analisam o Regime Militar o consideram como uma coisa única, o que leva a uma análise errada e superficial, pois o período de exceção deve ser analisado em suas diversas fases, em especial o breakpoint que tivemos em 1967.

Basta ver que como a esquerda revanchista hoje se posiciona, omite ou desconsidera a mudança havida na trajetória da Revolução de 31 de Março, esta que teve um “breakpoint”, sendo identificadas por historiadores e jornalistas como o marco da mudança duas datas significativas, o dia 19 de março de 1967, domingo, com o discurso com que o presidente Castelo Branco se despediu do País em reunião ministerial — a última reunião de seu governo, que terminou no dia 15 de março (de 1967) quando se encerrou a fase dir-se-ia risonha do processo contrarrevolucionário brasileiro.

Os aplausos múltiplos endereçados ao Marechal Costa e Silva e o silêncio que cercou a saída do Marechal Castelo Branco traduziam a esperança de largas camadas da população em que dias melhores viriam. Mas a esperança não pode ser confundida com a realidade dos fatos, nem os aplausos tomados como determinantes de uma conduta governamental. É que, embora a esperança e os aplausos tenham dado o conteúdo humano à pompa e circunstância que cercaram a posse do Marechal-Presidente, pairava no ar uma angústia indefinida e indefinível. O que de fato ocorria, se decidiu editar o Ato Institucional nº 5.

Neste cenário Castelo Branco assegurou que se fizesse uma nova Constituição (que entrou em vigor no dia em que transmitiu o poder a Costa e Silva). Essa Constituição foi elaborada pelo Congresso sem qualquer pressão do Executivo; diria mesmo que até desafiando, em alguns de seus artigos aprovados (os que definiam as garantias e direitos individuais), o pensamento de muitos dos que cercavam o presidente no Planalto.

Quanto ao cenário mundial, muitos, principalmente os ideologicamente estressados, não analisam o que de fato levou a construção do Muro de Berlin e finalmente em 1989 a sua queda, quando o socialismo mostrou ao mundo a sua verdadeira face e se deu a queda do socialismo. Foi quando o mundo, menos a América Latina, muito bem analisada pelos escritores Plinio Mendoza, Carlos Alberto Montaner e Álvaro Vargas Llosa em seus best-sellers (Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano e A Volta do Idiota, caiu na real. Estes dois livros são de leitura obrigatória de todos os brasileiros.

O mundo nos anos 60 e 70 estava polarizado, sabia-se que em termos mundiais se travava então uma contraofensiva, posta em prática com múltiplas frentes pelos governos da União Soviética, da China e da Albânia, quando se intensificaram as ações terroristas e desestabilizadoras levadas a termo, principalmente com vastos recursos disponibilizados por estes países a grupos que atuavam no Brasil. A esta contraofensiva, muitos países da América Latina, liderados pelo Brasil, principalmente pela liderança que o nosso país conquistou no Império e manteve em razão de sua história e de seu tamanho, contando com o apoio de países como os Estados Unidos, que de certa forma temiam também na América Latina se desenvolvessem movimentos guerrilheiros similares aos que ocorriam no Sudeste Asiático.

A radicalização ou a necessidade de se por em prática um pulso forte se deu, no meu entender, devido ao fato do Brasil e outros países da América Latina serem alvo da disputa entre os dois grandes blocos em confronto latente, no período em que o império soviético ainda se mantinha forte graças à exploração de seus satélites e a tecnologia ainda poderia ser disputada com os Estado Unidos.

Vejo que tais fatos são de certa forma desconsiderados, em especial pela esquerda que desta forma sustenta que a Revolução de 31 de Março foi uma ação única, desconsiderando todos os fatos que ocorreram entre 1961 e 1964, de como a sociedade brasileira estava sendo manipulada por forças políticas que tinham o objetivo de tomar o poder e submeter o Brasil ao controle soviético. Hoje posam como hipócritas ou vítimas, ou os dois.

Gerhard Erich Boehme é engenheiro químico (UFRJ), administrador (UFPR), especialista em Engenharia da Qualidade (PUC/PR), pós-graduado em Engenharia de processos (UFRJ/PETROBRAS), Engenharia de Segurança e Saúde no Trabalho (Fundacentro) e Gestão Ambiental (TÜV Rheinland/Alemanha). É consultor, auditor e professor em cursos de pós-graduação na área da criatividade e sistemas gestão normalizados (qualidade, ambiental, segurança e saúde do trabalho, responsabilidade social e segurança alimentar), na área de gestão de energia (conservação de energia), prêmios de excelência e Agenda 21.

6 comentários:

Sandra Sabella disse...

Doutor Gerhard Erich Boehme,

Eu aproveito esse espaço para perguntar-lhe: como o senhor poderia explicar o silêncio absoluto sobre os crimes contra a humanidade praticados pelo governo russo e soviético durante todo o século XX?

Talvez, sua resposta ajude-me a entender essa polaridade entre mocinhos e bandidos, digo, EUA versus URSS apresentada em seu texto.

Anônimo disse...

PARA LER E REFLETIR - RJ
FALA-SE TANTO DOS MILITARES, MAS A HISTÓRIA PARECE SER BEM DIFERENTE, NÉ?
OS 5 GENERAIS PRESIDENTES E O ÚLTIMO.

Em tempo de comissão da (in)verdade é sempre bom lembrar (divulgar) Compare com os Presidentes pós “democracia”, principalmente o último.

Os 5 Generais Presidentes – Autor : jornalista CARLOS CHAGAS.

“Erros foram praticados durante o regime militar, eram tempos difíceis. Claro que, no reverso da medalha, foi promovida ampla modernização das nossas estruturas materiais. Fica para o historiador do futuro emitir a sentença para aqueles tempos bicudos.”
Mas uma evidência salta aos olhos: a honestidade pessoal de cada um!
Quando Castelo Branco morreu num desastre de avião, verificaram os herdeiros que seu patrimônio limitava-se a um apartamento em Ipanema e umas poucas ações de empresas públicas e privadas.
Costa e Silva, acometido por um derrame cerebral, recebeu de favor o privilégio de permanecer até o desenlace no palácio das Laranjeiras, deixando para a viúva a pensão de marechal e um apartamento em construção, em Copacabana.
Garrastazu Médici dispunha, como herança de família, de uma fazenda de gado em Bagé, mas quando adoeceu precisou ser tratado no Hospital da Aeronáutica, no Galeão.
Ernesto Geisel, antes de assumir a presidência da República, comprou o Sítio dos Cinamonos, em Teresópolis, que a filha vendeu para poder manter-se no apartamento de três quartos e sala, no Rio.
João Figueiredo, depois de deixar o poder, não aguentou as despesas do Sítio do Dragão, em Petrópolis, vendendo primeiro os cavalos e depois a propriedade. Sua viúva, recentemente falecida, deixou um apartamento em São Conrado que os filhos agora colocaram à venda, ao que parece em estado de lamentável conservação. OBS: foi operado no Hospital dos Servidores do Estado, no Rio.
Não é nada, não é nada, mas os cinco generais-presidentes até podem ter cometido erros, mas não se meteram em negócios, não enriqueceram nem receberam benesses de empreiteiras beneficiadas durante seus governos. Sequer criaram institutos destinados a preservar seus documentos ou agenciar contratos para consultorias e palestras regiamente remuneradas.
Bem diferente dos tempos atuais, não é?
Pois é… o pior é que ninguém faz nada!

ACRESCENTO: nenhum deles mandou fazer um filme pseudo biográfico, pago com dinheiro público, de auto-exaltação e culto à própria personalidade!
Nenhum deles usou dinheiro público para fazer um parque homenageando a própria mãe.
Nenhum deles usou o hospital Sírio e Libanês. Nenhum deles comprou avião de luxo no exterior.
Nenhum deles enviou nosso dinheiro para “AJUDAR” outro país.
Nenhum deles saiu de Brasília, ao fim do mandato, acompanhado por 11 caminhões lotados de toda espécie de móveis e objetos roubados.
Nenhum deles exaltou a ignorância.
Nenhum deles falava errado.
Nenhum deles apareceu embriagado em público.
Nenhum deles se urinou em público.
Nenhum deles apoiou notórios desonestos depois de tê-los chamado de ladrões.
Nenhum deles chefiou uma facção criminosa denominada “mensalão” (STF julgou e condenou).
Nenhum deles transportava em surdina uma amante recheada de milhões de euros.
Nenhum deles conspirou com o comunismo (foro de São Paulo).
Nenhum deles quis se perpetuar no poder… NOTE BEM: Só os esquerdopatas apátridas reclamam dos governos militares; uma parcela ínfima de traidores que são fanáticos seguidores dos maiores fratricidas da humanidade, tais como Stálin, Lênin, Che Guevara, Fidel, etc. A imensa maioria do povo brasileiro jamais se sentiu perseguida pelos governos militares.
Que fique bem claro: OS GOVERNOS MILITARES FORAM “GOVERNOS DE EXCEÇÕES”, JAMAIS GOVERNOS DITATORIAIS!
A diferença é exponencial.

Anônimo disse...

Fica a dúvida: quando os militares disseram que o bolo precisava crescer antes de ser distribuído, eles queriam dizer que as empresas estatais seriam divididas entre o setor privado (como aconteceu); ou o salário minímo seria aumentado (como está acontecendo)?

Anônimo disse...

"Os militares evitaram que os norte-americanos viessem a intervir no Brasil, os militares também evitaram que as forças públicas e muitas milícias ligadas a Adhemar de Barros, Carlos Lacerda e a governadores de outros estados viessem a intervir, sem contar que tínhamos inúmeros grupos de direita, também fortemente armados e que seguramente se armariam com uma rapidez muito maior face aos interesses econômicos ameaçados."

Militares dessa estripe, já não existem no ativo atualmente!

Sejamos sérios!

Anônimo disse...

Anonimo das 11:02 AM

Militares dessa estripe, já não existem no ativo atualmente!

Sejamos sérios!

Valeria disse...

De "Observadora de Fora": Estamos em 2013! Viu??? Nao percamos engergia acerca tempos historicos. 2013: Ou o Brasil ficara ao fim "independente" fora do control da EUA e OTAN, - ou sera reducido como "pareiro de seguranca" da OTAN, com governo em Brasilia nas Embaixadas de EUA-Bretanha-Alemanha ? . Aqui esta a luta 2013! EUA e Bretanha nao querem um Brasil "desenvolvido", e Alemanha tem de colaborar para paralisar o Brasil - porque segue controlado por EUA. Os militares brasileiros ativos hoje sao mais nacionalistas e mais profesionais. Conhecem muito bem - quem e o "adversario" geopolitico 2013 e poderia ser o inimigo no futuro: 2010 EUA queria "cut the Atlantic-divide"= EXPANSAO DA OTAN AO ATLANTICO SUL. Nelson Jobim, Secretario de Defesa do Brasil declarou ao enviado da OTAN, o General alemao Klaus Naumann: "Nos nao somos parceiros dos EUA para seu papel no mundo: Somente sul-americanos somos responsaveis para a defesa do nosso subcontinente, e precisamos um poder DISSUASORIO contra ameacas desde FORA DE NOSSA AREA que sera ameacada durante os proximos 50 anos devido a nossos recursos!" O General Agusto Heleno tem advertido 2008 - que as ONGs de EUA, Bretanha, Alemanha estao subvertindo a soberania do Brasil. 2011 a ABIN tinha a analisis das ONGs "estangeiras" ativos para paralisar Belo Monte e PACs. 2012 O Ministerio de Interior da India - tem cancelado a licencia para 4,141 das 9,000+ ONGs de EUA, Bretanha, Alemanha que estao subvertindo na India - devido a ter desviado dinheiro para "atividades contra os intereses nacionais da India". Expulsaram um agente alemao: Sonnteg Reiner Hermann - veja as reportagem nos diarios da India em ingles para ver o que fazem as mesmas ONGs de EUA, Bretanha e Alemans no Brasil! ESTA E A GUERRA HOJE 2013 PARA A INDEPENDENCIA E SOBERANIA DO BRASIL.