sábado, 2 de fevereiro de 2013

O Discurso Conveniente e a Opção pelo Mal

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Simon Pires

Prezada professora Marilena Chauí, permita-me uma breve apresentação: sou alguém que jamais estudou filosofia ou história, que nunca fez nenhum tipo de “mestrado cheeseburger” (ou doutorado sanduíche,como vocês aí da USP dizem) e – agora prepare-se para o pior – alguém que acredita em Deus! Não se ofenda portanto, professora, se invoco este mesmo Deus, já nas primeiras linhas, com a esperança de que me ilumine na gigantesca tarefa de questioná-la.

Não passo de um simples médico que mora em Porto Alegre. Aos 43 anos de idade, profundamente magoado com o que se tornou a Medicina no Brasil eu me tornei um “trabalhador da saúde” e estudo Filosofia como forma de consolo.

Nos anos 80 e 90 li muitos de seus artigos. Tenho uma boa noção do que venha a ser ideologia, repressão sexual e discurso competente no âmbito da sua obra.

Algum tempo atrás a senhora proferiu uma palestra em que chamava a classe média de São Paulo de “sinistra”. Mais recentemente, tornou-se disponível na internet um vídeo em que a senhora chama a imprensa brasileira de “obscena” - imagino eu que em função da cobertura dada à Ação Penal 470.

Sabendo que a senhora é profunda conhecedora de Spinoza, faço minhas as palavras dele quando o mesmo diz que “nada estimo mais, entre todas as coisas que não estão em meu poder, do que contrair uma aliança de amizade com homens que amem sinceramente a verdade”.

É sobre este assunto - a verdade - que vamos tratar, a senhora e eu,nestas rápidas linhas. Gostaria de começar discutindo a história do Brasil num período em que a senhora me parece especialista – aquele que vai de 1964 a 1985. Imagino que o mais importante e que deve ficar claro para todos os seus alunos, é que em 1964 vivíamos em plena democracia tratando-se de uma grande mentira dessa imprensa “obscena” afirmar que,desde 1961, integrantes das chamadas Ligas Camponesas estavam fazendo treinamento terrorista em Cuba e voltando para o Brasil.

Penso também que quando tratamos da fundação do Partido dos Trabalhadores, devemos buscar sua origem na famosa reunião do Colégio Sião em São Paulo no ano de 1980; nunca no absurdo promovido pelo General Golbery do Couto e Silva quando em 1967 resolveu prender alguns de seus amigos e colegas de ensino superior na Ilha Grande junto com marginais comuns. Dessa reunião genial surgiram duas grandes instituições brasileiras – uma foi o Partido ao qual a senhora pertence; a outra o Comando Vermelho.

A senhora deve lembrar desse ano, professora..1967 pertence a uma década em que um colega seu da Alemanha, Herbert Marcuse, encontrou nos marginais um “potencial revolucionário até então ignorado”Mas, não quero causar constrangimento e por isso vou mudar de assunto. Pegunto-lhe, com todo sinceridade, se é verdade ou não que o CNPQ transformou-se, a partir de 2003, no CNPQ do B, professora..Alguns amigos meus insistem com essa acusação. Afirmam que alguns dos seus pupilos passaram a frequentar esta que a senhora deve considerar atualmente uma das “melhores universidades do mundo” - a New York University (NYU). Saem de lá com teses tão importantes para Universidade Brasileira que a nossa chamada “cultura superior” nunca mais vai ser a mesma. Suponho a existência de trabalhos maravilhosos e até fantasio com alguns títulos. Assim, vislumbro a existência de algum PhD que desenvolveu o tema “A influência da masturbação feminina no interior de São Paulo no processo de globalização neoliberal” ou “Poluição Ambiental e preconceito de Gênero no Grande ABC”.

Parabéns, professora, são todos frutos seus..Sustentados pelo governo brasileiro, esses novos intelectuais passam 4 semanas em NY. Durante 3 delas, nada mais fazem do que tomar café em grandes copos de isopor e puxar o saco de professores gays, ateístas ou afro-americanos (de preferência as 3 coisas juntas) que, ao contrário dos MEUS verdadeiros amigos gays, ateístas ou afro-brasileiros são sustentados pela versão americana do PT – O Partido Democrata, este lixo que faz questão de destruir dia a dia através do New York Times, da ONU e das ONGS ecológicas tudo aquilo que a América construiu e conserva de bom.

Para terminar, outro tema que me intriga é este “tal de mensalão” que a senhora chamou de “distorção produzida pela Ditadura (imagino que seja a de 64; não a de Chaves ou Castro) no campo da política” fazendo ainda questão de dizer que o “mensalão não é uma questão de moral”..

Sobre moral, professora, não tenho condições para discutir com a senhora. Quero porém esclarecer porque, já que não desejo “ofende-la” considerando-a uma pessoal imoral. Eu jamais vou afirmar que a senhora é uma pessoa imoral, porque eu a considero sobre outra princípio. A senhora, depois de tudo que estudou na vida, depois da importância que alcançou no meio intelectual brasileiro, depois de ter emprestado sua imagem para eleger aquele que representava a última esperança para um povo como o nosso – esta aberração chamada Luís Inácio Lula da Silva – é uma pessoa AMORAL

Tudo aquilo que a senhora escreveu nos anos 80 e 90 foi por água abaixo professora, e agora pertence ao lixo da história. Seus livros, que antes eu encontrava nas grandes livrarias, agora estão mais disponíveis em sebos porque a senhora, até para quem é leigo em filosofia e historia não passa de uma grande charlatã a serviço do partido mais criminoso de toda história política brasileira.

É o PT, professora, quem diz o que é certo e errado para senhora. É ele quem define o seu conceito de moral e foi ele quem mudou todo o seu discurso. A senhora não tem mais nenhuma salvação, minha cara professora. Seu discurso é o conveniente; sua opção foi pelo mal.

Milton Simon Pires é Médico.

2 comentários:

Ronald disse...

Muito bom Dr.
A professora já virou saco de pancada há tempos...Reinaldo Azevedo por exemplo, está sempre zoando com ela.

Merecidamente, aliás.

Esse partido bandido precisa ser ddevidamente desmascarado e seus criminosos jogados no xadrez.

Anônimo disse...

Essa é a vaca sagrada dos probos e ilibados esquerdistas? Todos esses anos (dourados) de capim, muito capim cevado para os nossos caros estudantes (desuniversitários) brasileiros? Foi isso que entendi? Forçosamente concluo que bem aventuradas são as abelhas que ralam e não lhes sobra tempo para se infectar com sandices “filosofhoides”. Sem mais comentários, pois não quero ferir suscetibilidades, estou buscando informação, apenas isso. Um sacro direito, não? Aliás, um saco garimpar a verdade dos fatos no mar da desinformação de hoje e sempre.
Em tempo: sugiro um banho geral (total) de TODO lixo ideológico. Na moral, estou buscando outras sinapses...