sábado, 9 de fevereiro de 2013

O País pode se orgulhar de seus soldados

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gélio Fregapani

A Crise econômica mundial vem demonstrando os métodos, a cada dia menos dissimulados, de apropriação de riquezas por parte dos mais poderosos, sejam eles pessoas, grupos ou países e os caso s exemplares não estão tão longe quanto imaginamos, nas ‘longínquas’ guerras promovidas pela OTAN no Iraque, Irã, Afeganistão, Líbia,Síria, Mali... Estão bem debaixo do nosso nariz. Mais cedo ou mais tarde nos atingirá.

Entretanto, ao que parece, depois de se desgastar demasiadamente no Oriente Médio, os EUA parecem inclinados a evitar novas guerras sem fim. Cada vez mais faz uso de seus serviços secretos e suas Forças Especiais e de seus aliados para conseguir seus objetivos, deixando as forças militares para última opção. No nosso caso particular, sabemos que o nosso País, como um todo, é inconquistável e que transformaríamos uma invasão em uma “guerra sem fim”, exceto em áreas fora de nosso alcance militar como algumas das reservas indígenas das serras do maciço Guianense e do pré sal. É sobre estas hipóteses de guerra que deveriam se debruçar os nossos Estados Maiores. Quanto as ações dos serviços de inteligência estrangeiros, comprando as ONGs e os polà ¬ticos, só podemos ter esperança se a presidente Dilma conseguir se livrar da influência corporativa do Lula.

A Crise das sociedades ocidentais vem terminando com a sociedadebaseada na célula familiar! As pessoas já não se casam, a s famílias tradicionais desfazem-se a um ritmo alucinante, as novas gerações não querem filhos, ameaçando até de extinção da população original. Antes da extinção, o envelhecimento geral torna impossível a previdência e a assistência social, rompendo os laços de projetos comuns, dificultando a criação de estratégias e atuação conjunta, isso sem considerar o problema das drogas. Na História, a dissolução dos costumes esteve na base da destruição de todas as grandes nações. Enquanto isto, as prolíficas populações islâmicas vão ocupando o espaço e impondo suas leis e sua religião. Até por simples pressão demográfica substituirão a gente do Ocidente se algo não for feito. Quanto ao nosso País, já se acendem as lâmpadas de alerta, com o agravante de termos um imenso território ainda a ocupar.

Na boate Kiss

Em todo esse horrível acontecimento, um aspecto se destaca em minha observação, tão brilhante como o sol em seu apogeu: a atitude corajosa e altruísta dos militares presentes na tragédia.

Não me refiro ao pronto e eficiente auxílio médico nem ao transporte de feridos para Porto Alegre, edificantes, mas é claro que agiriam assim. Refiro-me aos doze militares mortos no incêndio. Dois deles, um tenente e um cabo, depois de entrarem no inferno em chamas por duas vezes e salvarem outras pessoas, morreram ao entrar uma terceira vez no incêndio na tentativa de resgatar mais alguém.

E os outros dez? Mais algum teria se sacrificado tentando salvar os demais e isto não teria sido registrado? Talvez, mas o certo é que eram jovens e fortes, certamente mais adestrados do que a maioria dos estudantes e teriam maior possibilidade de escapar . Os que saíram e voltaram, ao que se saiba, cuidaram de sair na frente para retirar a namorada e retornaram depois de colocá-la a salvo, como deve ser o procedimento de um cavalheiro. Usando a estatística me parece que morreram quase todos os militares que estavam na festa. Haveria mais de duas mil pessoas na boate. Morreram cerca de dez por cento. Caso a proporção dos mortos militares fosse semelhante haveria lá mais de cem militares, o que é demasiado improvável numa fes ta de estudantes onde os milicos só iriam acompanhando as namoradas. Se não morreram todos, a quantidade de mortos entre eles foi desproporcional. Disto tudo só uma conclusão vem a minha mente: a maioria deles ficou para trás para deixar os demais passarem a frente, especialmente as mulheres. O País pode se orgulhar de seus soldados.

Significativo foi uma declaração anteriormente postada no facebook por um dos heróis, o tenente Lacerda: "Amo essa terra não por ser perfeita, não por ser rica, não por só ter gente de bem, não pelo seu Estado, não por sua História, não por seu futuro, não pelo que fez ou pelo o que há de fazer. A amo simplesmente por ser a minha, hoje e sempre.”

Enquanto tivermos soldados assim, apesar dos políticos, continuaremos a ser uma grande nação.

Sem Noção

Índios? - Quase todos têm celular, usam cabelos tingidos de vermelho ou loiro, calçam sandálias, vestem camisas de times de futebol e têm perfil no Facebook. Apesar disso vivem da caridade da Funai. Recebem, inclusive, cesta básica. Na quase totalidade dos 14% do território brasileiro que lhes pertence, inexiste atividade econômica formal e organizada. Quem impede são as ONGs estrangeiras ou ligadas ao estrangeiro. Que desperdício!

De Rita Alves – Membro Fundadora do Instituto Orlando Villas Boas em resposta a cobranças para que os índios façam algo de útil: “Cinismo absurdo pedir que os índios trabalhem”. (Postado nas redes sociais por inúmeros entusiastas da "causa indígena") Que cínica!

A Lei seca e os viciados em drogas - A legislação atinge apenas os usuários de álcool. Os consumidores de crack, maconha, cocaína e outros alucinógenos podem dirigir à vontade. Caso cometam acidentes, serão tratados as nossas expensas. A legislação os considera doentes. Que erro!

Aquecimento global – A imprensa européia já admite que o hemisfério Norte está resfriando pelo menos há 15 anos apesar (ou por causa) do derretimento do gelo no Pólo. Agora procura uma explicação para o fracasso das previsões. Alguns pseudo cientistas ,já conhecidos por falsear os dados, concluíram que o calor foi para o fundo dos oceanos. Que caras de pau. .

Vontade de impedir a auto suficiência - Enquanto térmicas ganham espaço, uma das principais fontes renováveis é deixada de lado; o licenciamento de 551 Pequenas Usinas Hidrelétricas “se arrasta” na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANNEL). Além da esdrúxula política de retardo da ANNEL a construção de hidrelétricas esbarrana lentidão de órgãos ambientais. Ambos se esforçam ao máximo para manter o Brasil subdesenvolvido. O Governo já sabe disto. Que então mostre coragem e acabe com esses nefastos órgãos que agem em nome do Estado para prejudicá-lo. Que oportunidade!

Falar mal – Há pessoas que insistem em só falar mal de suas Pátrias. Imagino que também falem mal de suas mães. Há coisas que não se espalha, mesmo que seja verdade.

Privatização tucana e petista

– A AES, multinacional que comprou a Eletropaulo, sem colocar um centavo, deixa rombo bilionário. O Brasil pagará a conta. Ela recebeu dois empréstimos do BNDES, que totalizam US$ 1,2 bilhão. Não pagou, ofereceu em garantiaas ações da própria Eletropaulo, que não valem um terço disto. Afirmou que pagaria com os lucros da empresa, conseguidos por uma administração privada, portanto eficiente, e para acabar com o “cabide de empregos” da Estatal demitiu 7 mil, mas contratou 17 vice-presidentes, quase todos americanos, com salário superior a R$ 30 mil, casa, carro, e uma série de outros benefícios.. A eficiência da administração privada era ilusão. Apenas eficiente a generosidade com os sócios contr oladores; as remessas de dividendos chegaram a US$ 320 milhões em três anos às custas do caixa da empresa.

O caso Eletropaulo foi o exemplo das falhas da fúria da privatização/desnacionalização do FHC, em que se misturam traição e incompetência. A empresa será retomada, mas um novo leilão, agora pelo PT, já foi marcado pela venalidade. O BNDES recebeun orientação para emprestar recursos, novamente para um comprador estrangeiro.” que só aumentou. Esta empresa distribuiu aos sócios resultados reais e fictícios. Nada contra as empresas privadas, mas dessa forma? O atual governo, neste ponto, precisa ser diferente do entreguista FHC e do covarde Lula. Há que apoiar os empresários nacionais e as empresas nacionais de capital nacional.mesmo amargando com algum prejuizo.

Se temos empresarios nacionais excessivamente ambiciosos, os estrangeiros se revelam verdadeiros bandidos, pelo menos no nosso território.

Mentira?

Não deu para acreditar, mas saiu na internet que a Presidente teria mandado prender 150 militares da Reserva, inclusive generais, que haviam manifestado seu desagrado com a comissão da “verdade”. Não acredito, mas se verdadeiro pode me incluir na relação, pois considero a tal comissão, além de parcial e injusta, o maior erro do seu governo e que custará caro.

O momento político

Até pouco tempo se cogitava que haveria um atrito entre a Presidente e seu antecessor, na medida em que fossem retirados os incompetentes (quando não ladrões) ministros colocados por este último. Que o Lula, incoformado, tentaria bloquear a reeleição e que Dilma seria forçada a mudar de partido caso se decidisse a enfrentá-lo.

Os últimos acontecimentos convenceram ao Lula que seu telhado de vidro estava muito fragilizado e para manter a influência teria mesmo que engolir a Dilma. O tempo dele acabara. Pode vir a ser candidato ao Senado por São Paulo, para ajudar o PT a conquistar o Palácio dos Bandeirantes, mas Luiz Inácio Lula da Silva sentiu que não se elegeria Presidente da República em 2014 disputando com a Dilma.

Então Lula fala em sair em caravana em apoio da reeleição da Dilma. Isto reforçará os laços, prendendo pelo menos parcialmente a Presidente no corrupto esquema do PT. Lula também já conseguiu eleger seus aliados “ficha suja” para a presidência do Senado e da Câmara, mesmo contra a opinião pública. Isto reforça o seu poder de distribuir cargos a companheiros mais amigos do que sérios. Que pena!

Naturalmente esse não é o melhor dos mundos, mas é muito melhor do que deixar o nosso País nas mãos dos que querem destruí-lo deliberadamente e entregar as riquezas naturais aos ambiciosos estrangeiros. O melhor cenário seria a atual Presidente livre da influência do antecessor e mais aliada aos verdadeiros nacionalistas.

Que Deus guarde a todos nós.

Gelio Fregapani é escritor e Coronel da Reserva do EB, atuou na área do serviço de inteligência na região Amazônica, elaborou relatórios como o do GTAM, Grupo de Trabalho da Amazônia.

Um comentário:

Estéfani JOSÉ Agoston disse...

Posso até não concordar com a íntegra dos pensamentos do cel. Gélio Fregapani, mas da maioria concordo; o que me leva a caminhar no mesmo caminho.