sábado, 16 de fevereiro de 2013

Rótulos & Consequências


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arlindo Montenegro
Novo, velho, bonito, feio, honesto, ladrão, filius familiae, fidaputa, rico, pobre... Os rótulos estão aí para designar o que o invólucro contém. Servem para limitar a face e a essência, utilidade ou recusa diante de coisas e pessoas. Cada rótulo está envolvido pela propaganda, que direciona proximidade, afastamento, desejo de posse ou aversão.
No que diz respeito à rotulagem de pessoas, ideias, escolas filosóficas, crenças, atitudes, a engrenagem mental desanda ou fica travada. É preciso trabalho semelhante a buscar agulha no palheiro. Como a arte de desmontar o brinquedo, que mobiliza algumas crianças para entender o segredo, o íntimo, a função de cada peça contida na coisa.
Os adultos comuns parecem ter perdido o sentido da curiosidade, do saber, da reflexão, das certezas fundamentadas, da liberdade mental sem culpas. Antes de antigamente alguns adultos ensinavam que “quem vê cara não vê coração” ou que “nem tudo que reluz é ouro”, “nem tudo que balança, cai...” Isto funcionava como incentivo para buscar entender a natureza, a essência por trás da fachada, o movimento dos bastidores.
Parece mais “seguro” seguir a manada sem importar quem a conduz para os variados destinos. Passamos pela vida, envolvidos em rótulos. Reagimos como manda a propaganda criada para limitar a liberdade de pensar e agir. Desde a concepção vem o treinamento para a intimidade e aceitação incondicional dos cheiros, sabores, toques, visões, rações que alimentam os sentimentos e mais tarde vão colorir o rótulo social.
Alguns assuntos históricos desfigurados por interesses de castas e tribos atuam na lavagem cerebral de grupos rotulados apenas por seus aspectos de crueldade e insanidade. A incoerência e a hipocrisia estão no modo, nas cores e nas justificativas, no silêncio sobre uns e barulho ensurdecedor sobre outros. Vale lembrar que a mentira repetida muitas vezes, funciona como censura para esconder a verdade.
Quando a gente fala de nazismo, aparecem as imagens do bigodinho de Hitler, os gestos dramáticos e o suplício dos judeus relatado como a maior das tragédias humanas. Omitem-se os antecedentes da revolução bolchevique que inaugurou a mais sangrenta, cruel e implacável ditadura, alicerce da forma de governo coletivista que fundamenta o atual globalismo e suas guerras, aumentando a cada instante as montanhas de cadáveres.
Ficam camufladas; pouca gente entende a associação íntima dos rótulos de “nova ordem”, “homem novo”, “governo mundial”, “Nações Unidas”, “CFR”, “Instituto Tavistock”, “FMI”, “Banco Mundial” e outras “respeitáveis” instituições, todas criadas pelos mesmos que idealizaram e financiaram o comunismo e em seguida o nazismo.
As intenções verdadeiras ficam escondidas nos bastidores, com rótulos associados à “paz”, “direitos humanos”, “convivência pacífica”, “garantias financeiras e comerciais”, “combate à drogas”, “tratados comerciais”, “tudo pelo social”, “democracia”, “direitos de minorias” – todo um arsenal de sofismas. Tudo para ser utilizado no discurso, nas promessas que reelegem pseudo heróis, os que desprezam o heroísmo dos que trabalham e constroem, obrigados a manter o novo estado feudal fascista.
Este “novo estado internacionalista”, rotulado de “globalismo”, esconde a eliminação das fronteiras econômicas após impedir a construção de economias nacionais independentes e soberanas, baseadas na exploração de riquezas territoriais, poupança e administração competente. Como aponta G. Edward Griffin: “Através do CFR -Council on Foreign Relations, (os Rockfeller, Morgan, Rothschild…) estavam à frente, na construção de um governo mundial, cujos princípios seriam o socialismo e o feudalismo. Eles não duvidavam que seus parceiros em outros países estariam no controle”.
E diz mais: “O sistema financeiro mundial controlado pela Reserva Federal – que não tem reservas, nem é federal – deve ser abolido pelas seguintes razões:
● É incapaz de seus objetivos estabelecidos
● É um cartel operando contra os interesses públicos
● É o supremo instrumento da usura
● Gera os impostos mais injustos
● Promove a guerra
● Desestabiliza a economia
● É um instrumento de totalitarismo
Somente a verdade, semeada incansavelmente, poderá romper as cadeias que escravizam a humanidade.
Arlindo Montenegro é Apicultor.

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