quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A Satânica Tragédia

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jacornélio M. Gonzaga

Dante Alighieri (1265 – 1321), escritor e político italiano, é considerado o primeiro e mais importante poeta da língua italiana, definido como il sommo poeta ("o sumo poeta"). Sua maior obra - “Divina Comédia” - é dividida em três partes: Inferno, Purgatório e Paraíso. Marcado por um viés épico e teológico, o poema chama-se "Comédia" não por ser engraçado, mas porque termina bem (no Paraíso). Era esse o sentido original da palavra Comédia, em contraste com a Tragédia, que terminava, em princípio, mal para os personagens. Embora não haja registro da data exata em que foi escrita, as opiniões mais reconhecidas asseguram que Dante teria levado dezessete anos para completar sua grande obra (1304 – 1321).

Ignácio da Silva (1945 – quando será?), rufião, sedutor, omisso, adulador, corrupto, hipócrita, criador de intrigas, mau conselheiro, falsário, ganancioso, adivinho, simoníaco, etc, considera-se o maior político brasileiro de todos os tempos. Embora nunca tenha estudado, foi contemplado com diversos títulos de “doutor”; semi-analfabeto, cuja cultura se resume à atividade panfletária na porta das fábricas do ABC, fala de “ïducação” com a desenvoltura de um pedagogo; invejoso, ao saber que FHC tornou-se um imortal, ao ocupar uma das quarenta cadeiras da Academia Brasileira de Letras (ABL), encasquetou que merecia também a sua imortalidade, na esperança de ser novamente eleito presidente, na segunda metade do século XXI, quem sabe, lá pelo ano de 2082.

Pelos estudos prospectivos, realizados a mando de Rui Corvo, atual presidente do PT, Ignácio – tornando-se imortal – ganharia as eleições de 2082 e receberia a faixa presidencial de um político maranhense (José Sarney Bisneto) que fora reeleito em 2078, aproveitando-se, descaradamente, dos “legados” deixados pela Copa do Mundo disputada no Brasil naquele ano.

Ignácio, inebriado, aliás, embriagado mesmo, pelo poder, aventou várias hipóteses para sua imortalidade: aumentar, por meio de uma Medida Provisória o efetivo da ABL; criar a ABL do B; plagiar uma grande obra literária; etc...

Os intelectuais do PT, que na realidade não são muitos, aconselharam-no a escrever sobre os desgovernos federais do ParTido. Ignácio relutou, pois sua escrita é limitada por sua assinatura, mas o problema foi logo resolvido: aproveitar-se-ia a ideia da Divina Comédia e “intelectuais” da base governista resolveriam a questão “caligráfica”.

Por terem tido influência direta na gestão governamental, dois Zés foram escolhidos para escrever sobre o período Lula: o caroço, chefe de quadrilha, tecendo loas ao Paraíso, correspondente aos anos “mensalísticos” de 2003 a 2005; e o bigodudo, já imortal, quebraria o galho, ressaltando somente o que deu certo no Purgatório, de 2006 a 2010.

Lógico que o inferno sobrou para a “presidanta”, a belzebu de saias, e o escolhido para prantear o último ciclo petista (que o Altíssimo assim o permita) foi o grande escritor e economista Merca Dante Alighieri.

Merca, habituado ao plágio começa seu relato citando que “O inferno é formado por Nove Círculos, Três Vales, Dez Fossos e Quatro Esferas e foi criado a partir da queda de Lúcifer do Céu. Sua aterragem foi num ninho tucano no Estado de São Paulo, portanto, ali é o Portal do Inferno, que se torna mais profundo a cada círculo, em função do peso dos pecados”.

Contando com a colaboração de Vinicius Marques de Carvalho, Presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), que por coincidência é sobrinho do companheiro Gilberto Carvalho, Merca Dante compara as escavações do Metrô paulistano com as dez “valas malditas” de Alighieri (Oitavo Círculo – MALEBOLGE). Aí estão elas:

Vala nº 1: é a morada dos rufiões e sedutores, cujo pecado foi o de explorar as paixões dos outros em proveito próprio. Nesta vala, os desejos dos demônios são satisfeitos, à base do chicote. Nele habitam:

Vala nº 2: submersos num rio de fezes e esterco encontram-se os aduladores e lisonjeirosque, por meio de uma linguagem fraudulenta e raciocínios falsos, tiraram proveito e exploraram as pessoas. Eles estão imersos na sujeira que deixaram no mundo. Nele habitam:

Vala nº 3: enterrados de cabeça para baixo e com a sola dos pés em chamas, é o lugar dossimoníacos (vendedores de favores divinos, bênçãos, cargos eclesiásticos, prosperidade material, bens espirituais, coisas sagradas, objetos ungidos, etc. em troca de dinheiro). Nele habitam:

Vala nº 4: os moradores desse pedacinho do inferno são os adivinhos e seu castigo é o de ficar com a cabeça torcida, voltada para as costas, de forma que não conseguem olhar para frente. É a punição por alegarem saber o futuro. Nele habitam:

Vala nº 5: completamente submersos num rio de piche fervente, sem equipamento de mergulho, estão os corruptos. Quando algum deles tenta levantar a cabeça, os demônios atiram certeiras flechas. Em vida, os corruptos tiraram proveito da confiança que a sociedade depositava neles; no inferno, atolados no piche, refletem sobre suas negociações feitas às escondidas. Nele habitam:

Vala nº 6: é o lugar dos hipócritas. Vestem-se com roupas brilhantes, atraentes, porém pesadas como chumbo, este é o peso que não sentiram na consciência ao fazerem maldades. Nele habitam:

Vala nº 7: seus corpos são constantemente abordados por serpentes e outros répteis, que os atravessam e os desintegram, roubando seus traços humanos. Esse é o destino dos ladrões. Nele habitam:

Vala nº 8: mergulhados num oceano de lava, envoltos por chamas, e convivendo com uma contínua tempestade de raios estão os maus conselheiros. Em vida eles induziram as pessoas à pratica de todo tipo de fraude. Nele habitam:

Vala nº 9: o castigo dos semeadores de discórdias é ser esfaqueado por demônios, que os punem, causando mutilações em partes do corpo representativas do tipo de discórdia que provocaram. Eles estão com as entranhas para fora, aparecendo seus estômagos e alguns têm a cabeça cortada. Existem três tipos de semeadores de discórdias: Criadores de cismas religiosos,instigadores de conflitos sociais e semeadores de desunião familiar. Nele habitam:

Vala nº 10: é o habitat dos falsários, onde seus corpos se tornam falsos e, quando apodrecem, ficam cobertos de sarna e lepra. Existem quatro tipos de falsificadores: alquimistas, simuladores, falsos, e mentirosos. Em nossa sociedade, eles podem representar aqueles que falsificam remédios e comida; os que constroem prédios e casas com materiais de baixa qualidade; e, etc. Nele habitam:

Omiti o nome dos habitantes das valas para não cansar os leitores com uma interminável lista de “cumpanheiros”, o que não dificulta o recenseamento do MALEBOLGE, pois basta olhar para o período petista, que teremos uma fonte segura para levantar o nome completo de quase todos habitantes daquele recanto do inferno.

No entanto, não posso me furtar de citar aquele que, por ter o dom da onipresença, habita todas as valas – Ignácio da Silva - a besta, o demônio, o inquilino do inferno que, em tão pouco tempo, conseguiu envolver a Nação numa Satânica Tragédia, representada pelo circo petista instalado no Palácio do Planalto.

P.S. O Itamaraty chamou o embaixador do Reino Unido pedindo explicação sobre a abordagem feita, em Londres, ao companheiro do jornalista Glenn Greenwald, David Miranda. Não me lembro de nossa chancelaria ter convocado o embaixador da Bolívia quando o poderoso exército daquele país invadiu a refinaria da Petrobras. Por que será? Acho que é por medo de uma invasão militar do país fronteiriço. A Inglaterra é muito mais longe. Deve ser isso!

Outro P.S. Domingo, 25 de agosto – Dia do Soldado - chegam os primeiros quatrocentos médicos cubanos, organizados na Cooperativa de Médicos Sanitaristas Especialistas em Umbigo de Cuba (CO.ME.S.E.U.CU.). E ninguém reclama!!!


Jacornélio, escritor saramandista, é membro da Academia Bolebolense de Letras. Está disputando a cadeira 41 da ABL e é totalmente contra a presença da COMESEUCU no Brasil. Revisão: Paul Essence e Paul Word Spin (in memoriam). e-mail: jacornelio@bol.com.br e jacorneliomg@gmail.com

Nenhum comentário: