sábado, 24 de agosto de 2013

Demolindo a Segurança Pública

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Valmir Fonseca
Sem prejulgar o procedimento dos membros da Segurança Pública, sejam os policiais civis e, principalmente, os integrantes das Polícias Militares, é abjeta a Campanha para a desmoralização dos instrumentos empregados na Manutenção da Lei e da Ordem.
Sem dúvida, a Campanha agigantou - se diante da energia dos Órgãos de Segurança Pública para coibir os atos de vandalismo e destruição que têm acompanhado a todos os tipos de manifestações, que em geral iniciam apenas com os alaridos e as palavras de ordem de praxe, mas que breve se transformam em descarado terrorismo.
Por certo, as manifestações pelo seu grotesco planejamento tiveram a orientação de alguém ou de alguns que pretendem algo mais do que somente provocar o caos.
É terrível, imaginar que grupelhos reforçados com ladravazes, com sádicos e com bandidos de rude e baixa categoria cumpram as diretrizes de indivíduos que resolveram lançar a balbúrdia no seio da sociedade. Mas ao que percebemos, a patifaria é fruto de estratégicas intenções.
É flagrante que ao tentar coibir os manifestantes, quando eles transformam suas pretensas aspirações em ações predatórias, os policiais militares são abertamente considerados como os criminosos.
É sempre destaque que os policiais abusaram de sua autoridade aos se defrontarem contra os inocentes vândalos.
É evidente que, por vezes, as atuações podem ter algum resquício da força policial, em especial, quando parte da mídia fecha os olhos, descaradamente, para as depredações e os atos de vandalismo dos inocentes terroristas, e crucificam as atuações policiais.
Sem justificar a mão pesada das repressões policiais, contudo admitimos que deve ser árduo, quase que diariamente prender marginais, muitos de menor idade, arriscando a própria vida, para no dia seguinte vê - los soltos praticando novos crimes.
Por isso, é desencorajante para aqueles policiais suportar a sua constante desmoralização pela falta de uma atualização de nossas leis penais, inclusive da idiotice que acoberta o menor criminoso, e a deplorável ação de nossos magistrados na sua claudicante aplicação da justiça. 
Este tipo de desgaste, que ocorre amiúde, enfraquecendo o próprio policial, que pode, sem que isto seja uma justificativa, provocar na mente do cidadão responsável pela repressão ao crime, agir em determinadas ocasiões com indignada atuação.
Hoje, percebemos que um dos objetivos declarados dos responsáveis pela realização das manifestações é a desmoralização de um dos principais instrumentos para a Manutenção da Lei e da Ordem.
Quando abordamos este assunto, falamos com sofrida experiência, pois as Forças Armadas há muitas décadas vem sendo vítimas deste tipo de operação psicológica, quando o terrorista é cunhado como herói e os repressores de suas criminosas ações, tachados como torturadores.
Para aumentar a desmoralização dos Órgãos Policiais são comuns as autoridades governamentais responsáveis se pronunciarem concordando que os policiais militares “agiram incorretamente, com desusada violência”, e nenhuma é capaz de apoiá - los.
Sim, conhecemos a deturpação de valores que nos impingem, nos acostumamos a esquecer das vítimas de assassinos, para nos dedicar a preservar e a justificar os pobres criminosos.
A recente reabilitação pelo Congresso, da memória de Carlos Marighela, um ex - parlamentar e conhecido terrorista, que chefiou as mais violentas organizações subversivas e autor do manual do guerrilheiro, é o exemplo marcante de nossa indecorosa e nojenta inversão de valores.
Portanto, VIVA os manifestantes, apesar dos vandalismos e destruições que acarretam, e ABAIXO os seus desalmados repressores.

Valmir Fonseca Azevedo Pereira, General de Brigada Reformado, é Presidente do Ternuma. 

5 comentários:

Anônimo disse...

Como Policial Militar, posso falar em nome de muitos, quase todos. E é assim que nos sentimos em relação ao que esta acontecendo. Quem deveria nos defender, governador e secretário de segurança, é o primeiro a condenar as nossas ações. A insatisfação é grande na tropa e não sabemos até quando aguentaremos. Os comandantes querem passar uma imagem de que esta tudo bem, mas não esta tudo bem, esta horrível, desgastante, humilhante. Ou nos apoiam ou a coisa vai descambar de vez...

Anônimo disse...

Alguém, digo, algum órgão de segurança deve tomar uma atitude. Ou vamos ser vencidos, depois de mais de 500 anos de lutas e glorias, por um punhado de fascinoras, por mais numeroso, remunerado, organizado, comandado, que seja. O Brasil merece respeito, nossos filhos merecem respeito, nossa história, nossos Soldados!

Anônimo disse...

25 de Agosto, grande dia do Soldado!

Ferra Mula disse...

POSTADO HOJE NO FERRAMULA
Quem é o Bandido?
Lembremo-nos, todos, daquela lenda da raposa que queria comer todas as galinhas do galinheiro, sem dar tempo para que ocorresse nova safra; nem queria saber que as galinhas vinham dos ovos e que isto leva algum tempo; queria porque queria comer todas as galinhas; de repente, viu-se a raposa sem ter o que comer e acabou definhando pela própria imprevidência e insensatez.

Vemos na televisão todos os dias a indigitação de policiais pelos mais variados e horrendos crimes que se possa cometer contra a pessoa humana. A mídia passa-nos a impressão de que os bandidos é que são as vítimas e que, em tudo onde a polícia entra para trabalhar, ela já está errada de antemão. Antes de qualquer verificação sensata, transparente, criteriosa, racional e com provas sólidas a mídia já bateu no traseiro dos policiais. Passados alguns dias, as coisas começam a ter outra versão, outros significados, outros rumos, outros responsáveis.

Mas a faca na carne já fez o estrago indelével. Tenho conhecimento de policiais que, no mais lídimo cumprimento do dever, tiveram funestas consequências para o resto de suas vidas; é só encomendar uma estatística de quantas viúvas e órfãos de policiais existem no país; de quantos policiais estão presos porque mataram bandidos que mataram e espancaram tanta gente; de quantos policiais estão inválidos, doentes e incapacitados para o trabalho, numa indigência que deveria revoltar a todos; de quantos policiais abandonaram a profissão pelo desencanto e decepções sem fim; de quantos policiais tornaram-se bandidos para serem tratados com mais dignidade. Estas estatísticas fariam nós todos tremermos pelo inusitado da situação e pela frouxidão das autoridades em consentir no apodrecimento induzido de uma das mais necessárias instituições, em detrimento do bem público e do privado.

Voltando à lenda da raposa, estamos assistindo o desmantelamento de nossa polícia, pois que nenhum jovem de boa saúde moral e mental interessará em seguir nesta profissão. A família barrará. E os poucos que restarem não serão confiáveis. E quem sofrerá com isto? Toda a sociedade. Evidentemente que não se defende, aqui, a idéia de que todos os policiais são santinhos imaculados e benzidos. Sabemos que é grande o contingente de péssimos e desumanos profissionais que atuam na área policial. Mas não se pode aprovar o nivelamento de nossa polícia com o que há de mais abjeto e desclassificado neste Brasil. Polícia é coisa muito séria, e necessita da mais ampla colaboração da sociedade para o pleno exercício de sua função. Pare por uns momentos e pense no cotidiano de um policial nos grandes centros, notadamente Rio e São Paulo. Pense no inferno que é a vida destes trabalhadores da vigilância onde o coronelismo argentário, o império dos narco-milionários e a lei do mais esperto fazem as regras e os costumes da região.

Pense, como filho, quando o pai deixa a família à noite para defender a sociedade dos bandidos e sanguinários, mafiosos e estupradores, pistoleiros e vigaristas, filhinhos de papai e drogados. Ainda me causa frêmito e melancolia o chôro de um garoto de 11 anos, ao chegar ao meu consultório, trazendo o pai policial que foi atingindo por uma bala bandida num dos olhos e com graves consequências visuais e neurológicas.

Para podermos dormir em paz, trabalhar em paz, divertir em paz e ter o direito de ir e vir em paz, precisaremos muito de uma instituição policial severamente preparada, corretamente remunerada e moralmente elevada.

O bandido ainda não é a polícia.

Renzo Sansoni – Uberlândia/MG
Oftalmologista, atendendo em Uberlândia/MG

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BRAGA disse...

Concordo com você, Ferra Mula.
Há mais ou menos 12 dias um jovem de 17 anos morreu na laje de uma casa numa favela do Rio (UPP).
Imediatamente, os "moradores" acusaram a PM pela morte do rapaz.
Foram protestar, incendiando ônibus e carros, nas redondezas (patrimônio privado). Pois bem,ho0je, 24/08/2013,saiu o laudo do IML, cardiopatia(não sou medico, mas tinha outra palavra)seguido de edema pulmonar agudo devido a esforço físico. Nenhum sinal de violência. Creio que nada mais precisa ser comentado.