terça-feira, 20 de agosto de 2013

Desgoverno mundial totalitário

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Adriano Benayon

Estamos diante de mudança qualitativa na situação mundial, tanto no plano econômico como no político.

Depressão, desemprego crescente, concentração e financeirização absurdamente elevadas -  incompatíveis sequer com o pouco que restava do estado de direito -  têm levado ao Estado totalitário, cujas instituições aplicam meios e armas tecnológicas, nunca dantes vistas, para desinformar, espionar e reprimir as pessoas.

Poucos países, como Rússia, China e Irã, não se comportam como capachos do império angloamericano, sofrendo, por isso, pressões militares, políticas e constante campanha denigridora, apesar de com ele colaborarem em muitos terrenos e questões.

O caso emblemático do analista Snowden provocou a fúria dos agentes imperiais, tendo o presidente Putin agido com exemplar firmeza, ao lhe conceder asilo, em contraste com a atitude dúbia da China, que rapidamente o despachou para a Rússia.

Nem esses se desvencilharam plenamente da oligarquia financeira angloamericana, absoluta em numerosas nações subjugadas, de todos os continentes.
Isso, inclusive porque o império logra manter seu sistema financeiro fraudulento, inclusive o dólar e o euro no grosso das transações mundiais  e constituindo mais de 90% das reservas de divisas (só o dólar, mais de 60%).

Sem a ameaça do poder militar e sem as incríveis manipulações nos “mercados financeiros” pelos bancos da oligarquia, o dólar teria, de há muito, perdido toda credibilidade.

Essa moeda é emitida em quantidades colossais, mais de vinte trilhões tendo sido passados aos bancos da oligarquia financeira angloamericana e a alguns europeus a ela vinculados, para livrá-los do colapso criado por esses próprios bancos, com a orgia dos derivativos.

A injeção de dinheiro no sistema financeiro oligárquico, por parte dos tesouros nacionais e dos bancos centrais, através da criação de moeda, levou os tesouros a se superendividar, e os bancos centrais a exceder os limites toleráveis de emissões.

Por isso, não haverá como usar o mesmo “remédio” no próximo colapso, que terá consequências ainda piores que as do anterior, de 2007/2008, inclusive, como já aconteceu em Chipre, o confisco de haveres dos depositantes.

Desde o anterior, com as empresas produtivas e as pessoas em dificuldades, os bancos quase não emprestaram aos que produzem, e geraram a bolha do dólar e as dos mercados de títulos e de ações.

De fato, os governos títeres fizeram o contrário do que recomenda a ciência 
econômica não pautada pela submissão ideológica à oligarquia:  deixar falir os grandes bancos e aplicar recursos financeiros na produção em bases saudáveis, desmontando carteis e oligopólios e fomentando pequenas e médias empresas, bem como fortalecendo as estatais e investindo na infra-estrutura.

O montante dos derivativos não registrados em bolsas (over the counter), que  havia ultrapassado 600 trilhões de dólares  no auge da “crise” em 2008, voltou a fazê-lo em 2011 (dados do Bank for International Settlements – BIS).

Grande, se não a maior,  parte dos derivativos revelou-se podre, por serem pacotes de obrigações securitizadas, em cuja base estavam  instrumentos de crédito-débito sem condições de serem adimplidos.

Os vultosos prejuízos resultantes desencadearam o colapso e deveriam ter causado a falência dos grandes bancos, cujos controladores, executivos e acionistas haviam obtido ganhos bilionários com as fraudes.

A sequela do colapso financeiro foi a depressão e o desemprego nos EUA, Inglaterra, Japão e na quase totalidade da Europa, com reflexos em todo o Mundo.

Aí entra a desinformação. Nos EUA, os órgãos oficiais falseiam  as estatísticas de diversas formas, inclusive superestimando a  produção, ao aplicar aos preços deflatores muito inferiores à inflação verdadeira, e subestimando o desemprego.

Mas as pessoas sentem a deterioração de suas condições de vida e protestam. Diante disso, a oligarquia recorre à repressão policial, reforçando cada vez mais a natureza totalitária do poder público que controla. É o inelutável reverso político da medalha econômica e social.

O  Estado policial, a serviço da oligarquia, já estava consolidado antes da implosão das Torres Gêmeas, em Nova York,  e do míssil disparado conta o Pentágono, em Washington, em 11.09.2001, pois praticar um golpe dessa magnitude, conseguir ocultá-lo na “investigação”, reprimir os que demonstraram a verdade e impor à mídia a difusão da mentira oficial, são façanhas só possíveis sob instituições totalitárias.

Esse golpe -  vale recordar  – foi perpetrado para aterrorizar a população, obter do Congresso mais leis repressoras e “justificar” ações de guerra de grande envergadura, no Oriente Próximo e no Norte e Leste da África, no Afeganistão, Iraque,  Líbia, e mais recentemente Síria.

Muita gente  imagina que a oligarquia não tem como evitar a depressão e crê que ela não entende como a política econômica a poderia suprimir. 

Entretanto, a recorrência das depressões e a continuidade das guerras demonstram que elas não são catástrofes naturais, mas, sim, deliberadamente cultivadas, além de consequência da concentração extrema do poder econômico, causada pelas políticas públicas comandadas pela oligarquia.

A oligarquia tem por objetivo central aprofundar e tornar absoluto seu poder econômico e político. Para isso, nada melhor que tornar pobre a grande maioria dos razoavelmente prósperos e a totalidade dos trabalhadores, que, em situação de vida menos desfavorável,  contariam com recursos financeiros e tempo para organizar-se e resistir à concentração do poder e aos desmandos da repressão totalitária.

Um exemplo disso ocorre com os brasileiros, que, se empregados, têm de desperdiçar cinco horas diárias estressando-se no trânsito. Além disso, o lazer é arruinado pela anticultura, e pela promoção de vícios e pela destruição  de valores inculcadas pelos meios de comunicação e de entretenimento.

Os moderníssimos e cada vez mais poderosos instrumentos da eletrônica e da informática são intensamente empregados a serviço disso,  como também da espionagem  industrial e a repressiva, causando danos às economias nacionais  e  à privacidade e à segurança de cada indivíduo.

O Brasil, transformado em zona passiva da exploração e da opressão imperiais,  tem o “privilégio” de votar na urna eletrônica menos confiável do Mundo, e agora seus eleitores vão ser submetidos pela “Justiça” ao cadastramento biométrico, ficando, assim, expostos a mais abusos contra seus direitos.

Por mais absurdo que pareça às mentes sadias, infere-se o objetivo de dizimar a população mundial, por parte da oligarquia instituidora da  “nova ordem mundial”. Basta, para isso, ver o que ocorre,  há decênios.

Percebe-se mais um “sentido” da depressão econômica: favorecer o aumento da subnutrição, da má nutrição e das doenças, inclusive através do estresse, fonte da intoxicação endógena e da perda da imunidade.

O fomento das doenças, além de fonte de lucros das indústrias da “saúde”, faz “controle demográfico”, complementando o controle da natalidade.  Para tanto, estão aí os transgênicos, agrotóxicos, o lançamento de rastros químicos por aviões, a gigantesca poluição de produtos como  petróleo e seus derivados, carvão,  xisto, os da indústria química e n outros.

Na mesma direção,  refrigerantes, fumo, drogas, antibióticos, quimioterapia, radioterapia e os hormônios, inclusive administrados ao gado e aves. Ademais, a medicina orientada pelos interesses financeiros da indústria farmacêutica e da de equipamentos médicos.

Adriano Benayon é doutor em economia e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.

8 comentários:

Anônimo disse...

Vá morar na Russia seu comunista vagabundo!!!

Anônimo disse...

se a Rússia, China ou Irão é tão bom, porque nãos e muda para lá???
fica a pergunta....

Martim Berto Fuchs disse...

Caro Adriano.
Como sempre uma análise bem fundamentada, sobre os efeitos terríveis da atuação da oligarquia financeira, seja internacional ou nacional.
Digamos, num exercício de imaginação exacerbada, que os donos do dinheiro do mundo nos presenteassem com o valor da nossa dívida. Digamos que à partir de para, amanhã nossa dívida externa e interna fosse igual a zero.
Pergunto: - Quantos anos levaríamos para, investindo no máximo 5% da arrecadação de impostos, como hoje, estarmos novamente devendo para os banqueiros o valor atual ?
Respondo: poucos anos. Em poucos anos estaríamos devendo novamente uma verdadeira fábula, pois o problema não são apenas os banqueiros, que estão vendendo o seu produto, dinheiro, juntamente com corrupção.
Com o sistema político que temos, jamais essa questão será resolvida. Não adianta apontar os efeitos se não mexermos nas causas e as causas estão na nossa Monarquia Republicana.
Avancemos para uma República Democrática, dentro de um novo paradigma, um novo Contrato Social, que esta questão se resolve.
Apenas um exemplo: os estádios brasileiros para a Copa 2014 custam o dobro dos estádios das duas Copas anteriores. Das duas.
Chega de culpar os outros pelos nossos erros. Vamos primeiro fazer o dever de casa.

http://capitalismo-social.blogspot.com.br/

Anônimo disse...

Esse cara está louco ! Está vendo teoria de conspiração para todo lado ... afirmar que os próprios americanos derrubam as torres, é ridículo. Perdeu a noção das coisas.

Anônimo disse...

Sr Benayon,voce é louco ou fumou maconha? quer que voltemos à idade da pedra lascada? Tá esquecendo das grandes fomes da Rússia pré e no comunismo,da grande fome da China também.sem falar da Coréia do Norte onde a fome persiste.hoje morre-se menos, graças à descoberta de vacinas e remédios, por isso a terra está com super populaçaõ. deixe de divulgar idéias estapafúrdias. naõ vá morar na Rússia,como alguém sugeriu,vá para a Coréia no Norte.

Anônimo disse...

Sr Benayon, o senhor NÃO ME REPRESENTA, NEM TÃO POUCO A MAIORIA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA. FECHE A BOCA,COMUNIST TRAIDOR DA DEMOCRACIA BRASILEIRA. Se existe uma dívida, ela foi contraída pelo governo brasileiro. Vá para China!!!!

Anônimo disse...

Bom texto Adriano, finalmente alguém mostrou o "big picture" tão ignorado
aqui no Brasil.
Metade dos estados americanos já é favorável à reintrodução da Lei Glass-Steagal. Há agora uma luta ferrenha nos EUA pela sua aprovação, com os lobbies financeiros contra. Em jogo, estão 1,6 quatrilhões de dólares em derivativos, que devem eliminados para a salvação da humanidade. www.larouchepac.com

Anônimo disse...

Digo e repito COMUNISTA VAGABUNDO!! VAI MORAR NA RUSSIA QUE É O TEU LUGAR VAGABUNDO!!!