quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O Pranto e a fúria da Dilma

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Chagas

Há algum tempo, junto com todos os brasileiros, testemunhei, comovido, as lágrimas e o pesar da Presidente Dilma Rousseff ao referir-se às crianças vitimadas pelo desatino de um desequilibrado mental, no bairro de Realengo, no Rio de Janeiro.

Emocionei-me com seu discurso e seu pranto diante de uma tragédia que ceifara a vida de jovens brasileiros, marcando para sempre, física e emocionalmente, todas as demais vítimas e testemunhas de um ato que teve por motivo apenas chamar a atenção da sociedade para o criminoso e para as suas absurdas convicções.

Acreditando na franqueza e na verdade dos sentimentos da Presidente e reportando-me a seu passado de guerrilha urbana, terrorista, do qual tem orgulho pelas mesmas razões do assassino de Realengo, fiquei a imaginar o quanto teria chorado quando inocentes foram mortos e feridos por culpa e propósito das suas próprias convicções e da forma como escolhera para expressá-las!

A única diferença que pude identificar entre os crimes é que um foi cometido pelo desatino de um desequilibrado mental e os outros por convicções ideológicas de fanáticos de uma utopia.

Na ocasião, ao prantear as pequenas vítimas, a Presidente demonstrou sentimento sincero de pesar, mas ficou a pergunta: Teria ela pranteado a suas próprias vítimas?

Ontem, assisti a outra manifestação de repúdio da Presidente ao referir-se à comparação, feita pelo diplomata Eduardo Saboia, entre instalações da Embaixada do Brasil em La Paz e as de um DOI/CODI do tempo da repressão ao terrorismo.

A comparação, mesmo que infundada, pois o Sr Saboia nunca esteve em um DOI/CODI, o teria motivado a, clandestinamente e sem autorização oficial, trazer para o Brasil um senador boliviano, asilado, há quase quinhentos dias, naquela embaixada.

Desta feita, a manifestação da Presidente não veio, como no caso das crianças, acompanhada de pranto, mas de fúria, pois, segundo ela, a diferença entre uma e outra instalação é semelhante à "distância entre o céu e o inferno"!

Disse-o com a autoridade de quem já esteve em ambos os locais!

Novamente assaltou-me a curiosidade. Teria a Comandanta, nos papéis de guerrilheira urbana, ativista, idealizadora ou partícipe de atos terroristas, feito a mesma comparação, ao colocar-se no lugar de suas vítimas?

Qual seria para ela a distância entre estar, em um determinado momento, transitando na rua, sacando a poupança em um banco ou embarcado em um avião para uma viagem com a família e, no outro, estar morto, ferido, aleijado ou sequestrado, sem saber por que ou por quem?

A expressão de fúria da Presidente ao referir-se a seu tempo de guerrilheira, ou de vítima de sua insensatez, faz ver com clareza a determinação e o ódio que, saídos de sua alma, a motivaram a atentar contra a vida de pessoas inocentes, mesmo conhecendo a "distância entre o céu e o inferno"!

Hoje, sinto-me à vontade para dizer que, ao contrário do que demonstrou pelas pequenas vítimas de Realengo, a Sra Rousseff nunca lamentou, pranteou ou deu importância ao sofrimento de suas próprias vítimas, inocentes ou não, de ontem ou de hoje!


Paulo Cesar Chagas é General de Divisão na Reserva.

5 comentários:

Anônimo disse...

Como esses comunistas são dissimulados. São grandes exploradores da pena, da piedade. Vão mendigar piedade lá em Cuba, comunistas.

Anônimo disse...

Me desculpem por essa percepção, que Deus queira, errônea, mas me parece que os militares de hoje ficam mais ousados e indignados apenas após a "aposentadoria". Vão deixar esses bandidos nos escalpelarem até quando? Vão deixar nosso país nas mãos dessa máfia até quando? O que é mais necessário para vocês tomarem uma atitude? Movam-se caralho!

FELIPE CAMARÃO disse...

Beleza de texto General, muito bem colocadas suas palavras, uma pena que a imprensa comprada pelo ptralhas não divulguem, para que o povão saber do passado dessa guerrilheira, que se orgulha de ter frequentado o DOI-CODI, lugar de onde ela e muitos outros que hoje estão ai nunca deveriam ter saído nunca.

Anônimo disse...

Não sei se entendi a realidade do Senador boliviano Molina. Parece-me que o mesmo foi classificado como corrupto, por um presidente que segundo Molina esta ligado.ao narcotráfico.
Fica meio complicado identificar quem seria corrupto neste caso.
Dilma enfureceu-se com Sabóia e irritou-se com Patriota.
Na verdade, a preocupação da presidente estava mais focada nas relações com o governo boliviano, que tem suas vaidades qua.do usa seus colares feitos com folhas de coca.
Que é realmente corrupto nesta novela boliviana?




Anônimo disse...

na minha opiniao,se o regime militar no brasil foi tao cruel,porque dilma lula genoino dirceu e outos desses partidos, nao foran mortos.inclusive fhc jose serra e outros componentes de outros partidos,na minha opiniao,todos esses politicos queriao se apoderar do poder para roubarem e ficaren ricos,porque eles tanto psdb pt e outros partidos sempre foram contra os trabalhadores aposentados e as forças armadas.o brasil esta falido e sem soberania.o povo esta de saco cheio desses politicos,sao todos corruptos.