sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Tacanha é o Cacete!

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por João Guilherme Ribeiro

Moçada, vamos entender uma coisa: quem abre uma empresa quer que ela dê lucro.  Aí arrisca o que tem, dá a cara a tapa e enfrenta um monte de parasitas enquistados e vagabundeando, parasitas do sangue e suor de quem trabalha. 

Querem um exemplo simples?  Tomem o taxista.  Ele é um empresário e o táxi sua empresa. Os agentes dos esquemas de corrupção que o acharcam são os típicos representantes do vampirismo burocrático, cáftens que usam leis confusas, contraditórias ou seu desconhecimento pela maioria, para oprimir quem trabalha para ganhar o pão de cada dia.

Sou um pequeno empresário, acho.  Na verdade, o nome deveria ser empreendedor.  Não mamo nas tetas do governo, não tenho sinecuras.  Não exploro ninguém, não passo ninguém para trás.

Paguei por minha aposentadoria até por 15 salários e recebo pouco menos do que dois.  Fui tungado. Ou será que não?  Quem tungou?  Os empresários ou a burocracia parasitária que tem o dela garantido no final do mês?

Faço livros.  Trabalho 16 ou mais horas por dia. 
Estudo, ralo como um condenado, não tiro férias. Porque gosto, porque quero.  Eu produzo.  E da melhor forma que posso.

Tacanha é o cacete. Elite é o cacete. Essas generalizações são ofensivas. 

Para ser mais explícito, Eike não é empresário.  É comensal do botim da sacanagem.  Não arriscou.  Fez escambo com o poder, igualzinho ao bill gates tupiniquim, o génio das finanças, filhinho do apedeuta, cidadão a quem a mamãe deu dupla nacionalidade que tivesse futuro na vida.

As pequenas e médias empresas têm sido o fulcro de progresso.  E isto até na China. Elite não é palavrão.  Empresário não é palavrão. Parasita é. 

Gente que não produz é.  Gente que vive às custas do suor alheio é.  Pior do que a mais valia na produção é a mais valia da vagabundagem burocrática.  Não me venham com esse papo de tacanha.

Vivo às custas do meu trabalho.  Não cafetizo ninguém, muito menos o povo! Por isto me doí.  Não porque tenha vestido carapuça, mas porque me irrita a hipocrisia essa atitude grosseira de generalizar por baixo.

Lembro do sujeito do Rio Grande do Sul que educava gente em sua empresa e foi multado por isto.  O burocrata parasita achacando quem trabalha, quem realiza.

Por isto, não me venham com esse palavrório babaca. 

Tacanha é o cacete.


João Guilherme C. Ribeiro é Empresário.

3 comentários:

Jairo de Souza rodrigues disse...

Meu jovem empresário, não desanime na sua luta. Você não está só nessa guerra, é um batalhão de empreendedores que se rala, como o meu caso e minha mulher, temos mais de setenta anos e temos que correr atrás do que nos falta financeiramente. Nos que pagamos o sustento de outro batalhão de miseráveis do bolsa família, bolsa..., vale.....e para finalizar, o vale passeata....

Douglas Hosoda disse...

Nós micro e pequenos empresários, carregamos esse país nas costas, somos quem mais emprega. Mas na hora de conceber benefícios o governo só pensa nas grandes empresas. E o Simples definhando, ninguém vai fazer nada? A Substituição Tributária está matando os pequenos, as leis trabalhistas cada vez mais rígidas (hoje vale mais a pena ser empregado do que empregador). Ou seja, nenhuma garantia para que arrisca tudo o que tem para gerar emprego e renda. Hoje empreendedor no Brasil é sinônimo de louco.

Douglas Hosoda disse...

Nós micro e pequenos empresários, carregamos esse país nas costas, somos quem mais emprega. Mas na hora de conceber benefícios o governo só pensa nas grandes empresas. E o Simples definhando, ninguém vai fazer nada? A Substituição Tributária está matando os pequenos, as leis trabalhistas cada vez mais rígidas (hoje vale mais a pena ser empregado do que empregador). Ou seja, nenhuma garantia para que arrisca tudo o que tem para gerar emprego e renda. Hoje empreendedor no Brasil é sinônimo de louco.