quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A Teoria da Conspiração e o Estelionato Eleitoral

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Pinto Monteiro 

O ano eleitoral brasileiro tem componentes muito conhecidos. Na caça ao eleitor desavisado vale praticamente tudo. Compra de votos, alianças espúrias, falsas promessas, uso indevido da máquina do Estado, financiamentos de campanha fraudulentos, urnas de duvidosa confiabilidade, são apenas alguns dos numerosos meios - ilegais e antiéticos - utilizados pela maioria dos candidatos a cargos eletivos.

Um dos procedimentos mais eficazes na corrida ao eleitor - e que Sérgio Porto, articulista do passado conhecido como Stanislau Ponte Preta, facilmente incluiria em seu FEBEAPA (Festival de Besteiras que Assolam o País) - é o candidato se apresentar como “politicamente correto”. As características da maioria desses ilusionistas são sobejamente conhecidas.

Uma delas, entretanto, se destacada, principalmente nos barulhentos setores da esquerda brasileira: o candidato se apresentar como vítima dos governos militares ou, pelo menos, seu defensor. Nesse cenário o que menos importa é a verdade. Ao reverso, é a apologia da falsidade e da mentira. Aliás, tudo muito coerente com a máxima de que os fins justificam os meios. E claro, com a “democracia” retrógrada e autoritária que mal disfarçadamente defendem.

As eleições de 2014 estão nas ruas. A novidade deste ano é o que poderíamos chamar de “cabos eleitorais do além-túmulo”. É impressionante o factoide que se está criando com temas requentados como as mortes dos ex-presidentes João Goulart e Juscelino Kubitschek.

Decorridos quase quarenta anos, a teoria da conspiração volta à cena. Como de hábito, de forma sensacionalista e, até mesmo, patética. Pela enésima vez, a esquerda está levantando suspeições sobre aquelas mortes. E haja mídia para tantas notícias e cerimônias! Os papagaios de pirata, de ontem e de hoje, lá estão disputando um lugar junto aos esquifes dos que partiram a quatro décadas, maculando, acintosamente, os ideais - certos ou equivocados, não importa - daqueles líderes de um passado já distante. Os laudos e análises serão irrelevantes.

Pelo tempo decorrido, imprecisos, inconclusivos e contestáveis. Mas a história é inexorável. Claro, será sempre possível criar novas versões, ainda que ao arrepio da verdade dos fatos. Porém esses permanecem inalterados e inalteráveis. O passado é imutável e, irremediavelmente, passou.

A teoria da conspiração ora revivida, não resiste ao argumento mais elementar. Se os militares desejassem “eliminar” as lideranças vencidas em 1964, certamente os ex-presidentes não seriam prioridade, já que estariam muito idosos para o processo eleitoral da época. JK, por exemplo, teria 88 anos.

Pelo que representaram na contestação aos governos da revolução, certamente os alvos seriam outros: Leonel Brizola, Francisco Julião, Miguel Arraes, etc., todos com mortes insuspeitas (pelo menos ainda...). E o que dizer daqueles que pegaram em armas contra o regime e estão aí, incólumes? Dilma Rousseff, José Dirceu, Marco Aurélio Garcia, Franklin Martins, Fernando Pimentel, José Genoíno, Ricardo Zarattinni, Rui Falcão, Carlos Minc, entre outros.

A sociedade brasileira não se deixará iludir tão facilmente por essas - e outras - falcatruas eleitorais. A juventude de nosso país já tem sinalizado que repudia essa tendência nefasta e irresponsável de olhar para trás em detrimento do futuro. Vamos denunciar o estelionato eleitoral em curso. O Brasil há de despertar desse pesadelo.


Sérgio Pinto Monteiro é professor, historiador e Oficial da Reserva Não Remunerada do Exército Brasileiro. É presidente do Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil e membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil e do Instituto Campo-Grandense de Cultura. É autor do livro “O Resgate do Tenente Apollo” (Ed. CNOR, 2006).

Um comentário:

Manoel Vigas disse...



Saudações.

OS “anjos” VÃO SEPARAR OS “filhos do maligno”,
OU SEJA, ( o “joio”, ou ervas daninhas) dos “filhos do reino” (o trigo).

AGORA PERGUNTO:
QUANDO NUM ARTIGO O JOIO É MAIS IMPORTANTE QUE O TRIGO ?

RESPOSTA:
Pedindo vênia ao ilustre articulista ( constatamos que o NORMAL dos articulistas / jornalistas é dar mais valor ao “joio” que ao “trigo” ).

..... ESTE CERTAMENTE NÃO É UM CASO ISOLADO.

O QUE É MAIS IMPORTANTE QUANDO FALAMOS SOBRE “ESTELIONATO ELEITORAL” ?

URNAS FRAUDULENTAS ...
( que não adianta em quem você vai votar porque as urnas estão viciadas)

... ou ...

PREOCUPAR-SE CONDUTA DOS CANDIDATOS ?

**************
ASSIM,
. . . neste texto, temos 52 linhas . . .

DAS 52 LINHAS APENAS 4 PALAVRAS SOBRE AS URNAS:
“urnas de duvidosa confiabilidade”

AS DEMAIS 51 LINHAS DE TEXTO É SOBRE “desvio de conduta dos candidatos” .

ASSIM, PELO QUE LEMOS, PODEMOS INFERIR QUE:

“O RABO ESTÁ ABANANDO O CACHORRO”.

Atenciosamente.
Manoel Vigas