domingo, 15 de dezembro de 2013

O Eterno Dilema dos Militares

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Ricardo da Rocha Paiva

Encruzilhada na trajetória do profissional das armas, que só se apresenta de forma decisória no nível dos oficiais-generais, o cruzamento da disciplina com a lealdade já foi tema de vários artigos veiculados na mídia por militares de alta patente e reconhecido lastro intelectual. Estudos aprofundados, alguns muito extensos, todos, porém, evidenciando o caminho do dever maior de lealdade para com a Pátria e a sua Instituição, máxime quando o silêncio e a falta de atitude possam vir a causar um mal sem retorno à nacionalidade.

Um general, em seu escorço “Uma Decisão de Caráter Moral”, destacou como fundamentais aos comandantes mais graduados as virtudes da franqueza, da coragem moral e o dever de não silenciar, mesmo arriscando o futuro na carreira, diante da má administração de situações extremas com potencial para gerar severas consequências, cujos danos superem os admissíveis em outras situações ainda que não rotineiras.

Em outro artigo, “Lealdade e Disciplina”, o mesmo militar ainda assevera: -“O dilema entre disciplina e lealdade é apenas aparente, pois a lealdade à Nação é manifestação de disciplina em seu grau mais elevado, considerando a missão constitucional das Forças Armadas (FA) e o juramento do militar à Bandeira Nacional.”

Como se pode ver, não há como dissociar soldados, marinheiros e aviadores da razão de ser de suas instituições, definida pela Carta Magna e por seu compromisso: ... “dedicar-me inteiramente ao serviço da Pátria, cuja honra, integridade e instituições defenderei, com o sacrifício da própria vida.”

Em assim sendo, por que se calam os competentes chefes militares, profundos conhecedores do perigo de nível estratégico que nos espreita? Em absoluto, não são os comandantes dos escalões subordinados que devem protestar! Por que não se posicionam os grandes comandos contra as políticas que estão levando o País ao caos? Por que, mesmo tendo alcançado o topo hierárquico, constituindo a interface das FA com o Estado e a Nação, nossos condestáveis não se manifestam dentro da cadeia de comando, colocando o “Brasil acima de tudo”?

A indignidade no desfazer, quando se diz que “militares ao passarem para reserva ficam inteligentes e valentes”, é lamentável. Deveriam, sim, agradecer pela livre manifestação deles, reivindicando em seus nomes sobre assuntos de interesse geral, inclusive os da profissão.

Antes de generalizar a crítica, que se faça justiça, seria conveniente lembrar: “muitos passaram à reserva exatamente por terem primado sempre pela franqueza e coragem moral”. Isto já foi dito alhures e incomoda, mas não há quem desminta esta grande verdade.

Cidadãos brasileiros acreditem! Os militares estão sabendo do seu desabafo diuturno, que já se faz repetitivo, constante, mas sempre cheio de razão. Suas expectativas sobre valores pétreos, cultuados por nossos filhos e netos que vestem farda, estão colocando em cheque muitas lideranças adormecidas.

Sim porque patriotismo, lealdade, honra, integridade, dever e coragem é tudo o que se espera daqueles que foram forjados por nossas academias militares. São eles, todos, soldados das instituições armadas da nação, da Pátria Brasileira, e não de efêmeros governos temporais.

Alerta! Perder o sentido da profissão das armas e do dever militar vai transmudar o soldado em mero burocrata, assimilado e subserviente a um processo revolucionário que já se plotou como sendo o “gramcista” de tomada do poder.

O Brasil em transe aguarda uma atitude marcial, de quem deve, frente à governança e “politicalha”, um posicionamento firme sobre questões vitais, ameaçadoras do porvir da nacionalidade, tais como: políticas de governo para a Amazônia, submissas a interesses e pressões alienígenas; desvirtuamento do PNDH3 e da CNV como instrumentos de descrédito, imobilização e humilhação das FA; falta de vontade política de reverter, de fato, a situação caótica das FA, pela sua deletéria participação no PIB; previsão a perder de vista da concretização dos projetos vitais de defesa; gendarmerização progressiva dos efetivos militares pelas mega operações policialescas com viés político eleitoreiro; objetivo de uma “quinta-coluna” em setores poderosos dos três poderes de romper o compromisso das FA com suas tradições, seus dogmas basilares, com a História e o franco processo separatista indígena!


Paulo Ricardo da Rocha Paiva - Coronel de Infantaria e Estado-Maior. Originalmente publicado na "REVISTA SOCIEDADE MIILITAR" em 13 de Dezembro de 2013.

9 comentários:

Anônimo disse...

'Todos nós, civis e militares, lutamos com um único objetivo: Fazer com que o Brasil melhore, se torne mais justo e menos corrupto'. A grande diferença entre civis e militares é que civil trabalha para viver, e militar vive para trabalhar. Ninguém usa farda e ostenta estrelas impunemente! Civil tem profissão e emprego, militar tem vocação e carreira! Nossa lealdade é com a Pátria! Somos submetidos às leis e aos regulamentos, mas nosso papel na sociedade é questão de Estado e jamais poderá ser tratado como questão de governo. Jamais deve ser submetido a proselitismo político! Dedicamos nossas vidas estudando, treinando, treinando e treinando, visando alcançar a excelência no preparo para bem desempenhar a nossa maior missão: Defender a integridade do país, proteger a soberania da Nação, e garantir a segurança do nosso povo. Isso de 'militares ao passarem para reserva ficam inteligentes e valentes' não é mais válido. O correto é que 'militares da ativa se limitam ao que podem fazer, enquanto militares da reserva tem a obrigação moral de ver o que DEVEM fazer'. Atitude e comprometimento! Jamais poderemos aceitar passivamente que qualquer integrante de qualquer unidade das Forças Armadas Brasileiras sejam usados para reprimir o nosso próprio povo!

Anônimo disse...

Já passou da hora!Os comunistas sob a chefia de Lulastalin já tem um imenso Exército Revolucionário Vermelho pronto e armado!
Vejam os milhares de acampamentos do MST estrategicamente posicionados nas entrandas das principais capitais,Br,s, cidades e zonas de alta produção rural. Estão lá aguardando ordens para bloquear tudo, implantar o terror, quando as hostes comunistas urbanas iniciarem o GOLPE!
OS NOSSOS MILICOS DE MERDA ESTÃO VENDO TUDO ISSO DESDE 2003 E NADA FAZEM!
O QUE PODEMOS ESPERAR DESDES COVARDES?
O POVO DECENTE DO BRASIL FOI ABANDONADO A SUA SORTE!

AS FFA DE HOJE SÃO MEROS BARNABES CHOROES ESE CAGAM NAS CALÇAS A CADA GRITO DA DILMATERRORISTA!
FODAM SE BUNDOES!

Anônimo disse...

Dilema? se a Pátria está ameaçada
justamente por aqueles que detêm o poder, então desfez-se o pacto e não há porque ser leal e obediente a conspiradores.

Anônimo disse...

Nossas atuais FA são merda! Repleto de generais covardes.

BRAGA disse...

São merda porque não fizeram o serviço completo, ou seja, o que Stalin, os irmãos Castro fizeram.
Ícones desses(as) trairas mal amadas e rancorosas que querem uma anistia unilateral.
Agora "guentem"! Quem vai se foder é esse povo alienado que está preocupado com o TER, "chopadas" e putaria.
Sorte dos poucos que ainda pensam e questionam que a patuléia que está no poder é autofágica.

Anônimo disse...

BRAGA 10:00 PM

Tem toda a razão.

Junior Souza disse...

Concordo com um outro GOLPE militar, mas nós, militares, não estamos olhando porque somos merda, estamos olhando porque estamos sendo ENFRAQUECIDOS por um governo que tem medo do RETORNO DO MILITAR ao poder, pois assim poderão continuar com a sujeira vêm fazendo no poder.

Junior Souza disse...

Concordo com um outro GOLPE militar, mas nós, militares, não estamos olhando porque somos merda, estamos olhando porque estamos sendo ENFRAQUECIDOS por um governo que tem medo do RETORNO DO MILITAR ao poder, pois assim poderão continuar com a sujeira vêm fazendo no poder.

Junior Souza disse...

Concordo com um outro GOLPE militar, mas nós, militares, não estamos olhando porque somos merda, estamos olhando porque estamos sendo ENFRAQUECIDOS por um governo que tem medo do RETORNO DO MILITAR ao poder, pois assim poderão continuar com a sujeira vêm fazendo no poder.