domingo, 23 de março de 2014

A Caixa Preta da pouca-vergonha


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Márcio Accioly

O ilustre presidente do Senado, Renan Calheiros, envolvido em gravíssimas denúncias de roubo que deram em nada (renunciou ao cargo, mas, voltou e, agora, preside a Casa mais uma vez), foi acusado pelo senador Delcídio Amaral (PT-MT) de ter indicado Nestor Cerveró para a diretoria internacional da Petrobrás, em 2003. Quando descoberto em cumplicidade nas bandalhas, todos ficam raivosos.

Renan não gostou e devolveu a bola a Delcídio com agressividade ímpar: “-Certamente, o Delcídio não indicou Cerveró para roubar na Petrobras. Não!, pode ficar tranquilo, o Delcídio.” Nas palavras do presidente do Senado, o roubo está mais do que configurado. Não fosse assim, sua excelência certamente não se disporia a levantar suspeitas. Enquanto isso, o distinto público observa e paga a conta.

O senador petista acusou Calheiros de apadrinhar Cerveró, mais conhecido como “olho de camaleão”. Calheiros não aceita o fato. Afinal, com quem estará a razão? Nos bastidores, comenta-se que o ex-presidente Lula da Silva, garoto propaganda da Odebrecht (cujos jatinhos ele usa sem limite), acredita que Dilma levou a discussão para o Palácio do Planalto, ao dizer ter assinado o caso da refinaria de Pasadena sem ler.

A presidente não leu, ressalte-se, por não ter recebido o relatório completo, o que é contestado pelos que ocupam e pelos que ocuparam cargo de destaque dentro da estatal do petróleo. Dada a sua condição, à época, de ministra das Minas e Energia e presidente do Conselho Deliberativo da Petrobrás, sabia de tudo. São muitos os envolvidos: Jacques Wagner, governador da Bahia, e Antônio Palocci engrossam a lista.

E o que fará o ex-presidente Lula da Silva, que no seu governo declarou nossa autossuficiência em petróleo e lambuzou as mãos de óleo em ato festivo? A então ministra Dilma, que ele vendia como pessoa preparada e competente, antenada com tudo e mais alguma coisa, era, na realidade, uma pobre coitada sendo enganada por “olho de camaleão” e outros mais espertos, jogando fora um bilhão e duzentos milhões de dólares, coisa que mais parece armação de quadrilha.

“Mas meu Deus”, dirão os eternamente incrédulos, “será que neste país só tem governante desonesto, todos são ladrões a tirarem vantagem em tudo, desmoralizando as instituições, sem punição?” O próprio Lula, como se sabe, saiu da Presidência da República e levou 11 caminhões de mudança carregados de tudo que encontrou pela frente. Levou até mesmo o crucifixo que ficava dependurado no gabinete presidencial.

No Palácio da Alvorada, Lula mandou encostar dois caminhões frigoríficos bem equipados e fez uma limpa na adega, levando todas as bebidas que ali estavam como se fosse sua propriedade particular. A imprensa publicou fotos e expôs a apropriação indébita, mas ficou tudo por isso mesmo. Roubo miúdo, sem nada que justificasse, numa atitude verdadeiramente indigna!

Mas o pior ainda viria depois: Lula jamais saiu da Presidência, como a própria Dilma Roussef bradou aos quatro cantos. Foi de sua inteira lavra a decisão de financiar o porto cubano de Mariel, com financiamento através do BNDES. E o perdão das dívidas de alguns países africanos? Em alguns deles, as construtoras brasileiras, Odebrecht à frente, começaram a realizar obras arranjadas por Lula.

O Lula que não sabia de nada, no caso do mensalão e outros desmandos, parece agora saber de tudo! Passando a mão na cabeça de ditadores e tiranetes que se amparam fortemente nos recursos financeiros que pertencem ao povo brasileiro. O “poste” que ele elegeu, Dilma Roussef, não tem o menor tino administrativo, desconhece noções básicas da língua nativa (que não fala) e é completamente despreparada para as funções.

O caminho das pedras está na Petrobras. Ela é a matriz dos desacertos.

Márcio Accioly é Jornalista.

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