sábado, 15 de março de 2014

Flexibilização


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

Está virando rotina: Um policial é assassinado numa das UPP's do Rio, o Secretário de Segurança vem a público, declara que a ocorrência se deveu ao estrangulamento das atividades do tráfico que então passou a reagir, tudo imposto pela implantação do modelo, acrescentando que o poder público não se intimidará e prosseguirá sua estratégia de segurança, refirmando inclusive que outras unidades estão sendo projetadas. 

Há necessidade que as autoridades sejam mais transparentes e, ao invés de soltar esses clichês sempre que há um ataque, com mortes, executado por bandidos, repensem o modelo e reconheçam que ele precisa ser flexibilizado através de um estudo sério visando a determinar em quais comunidades dominadas, o sistema, como está , pode ser aplicado com boa dose de êxito  e quais as que estão a exigir uma fórmula que, ao mesmo tempo  dentro dos princípios gerais de integração com as  comunidade que nortearam a concepção das UPP's, seja dotada de instrumentos e planos de ação específicos, capazes de aumentar a probabilidade de preservação das vidas dos policiais na hora do enfrentamento. 

Caso contrário, face, entre outros fatores, à tendência por parte de ponderáveis setores da sociedade, meios de comunicação incluídos, de demonização da instituição policial, o que a inibe às vezes de reagir à altura em muitas ocasiões, continuaremos a assistir ao desenrolar desse estado de covarde guerrilha na qual os agentes do estado têm pouca chance, em virtude do armamento utilizado pelos traficantes, quase sempre mais eficiente do que o das forças legais, e da vantagem decorrente do conhecimento do território. 

Em outras palavras, os procedimentos das unidades não podem ser engessadas e devem adaptar-se, com recursos humanos e materiais adaptados às condições prováveis de serem encontradas nas regiões que se quer pacificar, para que o conflito, quando necessário, ocorra seja no mínimo em condições de igualdade.


Paulo Roberto Gotaç é Capitão de mar e Guerra, reformado.

2 comentários:

Anônimo disse...

Como vai ser feito um estudo serio sobre a criminalidade no pais quando este mesmo pais e assaltado pelos políticos que infestaram o nosso congresso, senado e finalmente na ultima forma de oposição do pais que era o STF também foi assaltada por barrigas de aluguel que devem obrigações aos petralhas porque foram indicados não pelo seu douto saber mas porque eram amigos íntimos dos petralhas. O que esperar de nossos três poderes amordaçados pelos mst da vida. mst e aquele que querem terras não para plantar querem roubar as terras de quem trabalhou para depois vender e transformar o dinheiro em cachaca. Qual o pais que vai para frente com esse tipo de gente roubando em cada segundo todos os dinheiros dos nossos cofres. Nos colocamos dinheiro la aos milhões e trilhões e são delapidados em segundo com festas, reuniões, distribuições com países que não tem nada a ver. Em consequência nossas necessidades são sempre jogadas para segundo plano, mas nunca a necessidade deles que e mandar para sempre. Quem mandou as forças armadas deixar os malandros que nunca trabalharam que eram da juventude nem....nem nem trabalhavam nem estudavam so assaltavam, voltarem. O resultado esta ai em todas as cores e so examinar o que fizeram no passado e continuam fazendo hoje sem trocar uma virgula sequer. Eta pais de m....erda ate os burros aprendem menos os transgressores da lei.

Anônimo disse...

No RJ a PMERJ ainda disponibiliza aos Policiais o uso do fuzil, aqui em SP a PMESP vivemos outra história. Apenas as viaturas com oficiais e os batalhões de choque é que usam armamento igual ao da bandidagem. As demais viaturas ficam a Deus dará com suas pistolas, nem sempre confiáveis.