segunda-feira, 17 de março de 2014

Geração a fio d´água


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Stephen Arthur Nunn

Finalmente alguém colocou o dedo na ferida com relação à questão da geração a fio d’água. Embora eu não seja engenheiro, tenho convicção de que a geração a fio d’água é uma solução complementar à geração hidrelétrica a partir de usinas de reservatórios convencionais – trata-se de uma forma de aumentar a capacidade de  geração de uma usina já em plena operação, sem grandes intervenções adicionais no meio ambiente.

A sociedade brasileira precisa deixar de ser refém de grupos ambientalistas que nada mais desejam do que preservar um feudo cuja finalidade é criar dificuldades para vender facilidades e por consequência se locupletarem com os processos onerosos que antecedem os licenciamentos ambientais.

A questão ambiental associada aos grandes reservatórios é perfeitamente mitigável a partir da adoção de medidas compensatórias sérias, por meio do qual os empreendedores possuem total capacidade de repor ao meio ambiente no entorno da usina o bioma eventualmente afetado, preservando tanto fauna quanto flora (terrestres e aquáticas).

Os grandes reservatórios, além de produzirem energia elétrica a preços muito competitivos, tornam-se excelentes mecanismos de gestão hídrica (imensos armazéns de água), controladores de cheias (vide o Rio Madeira totalmente descontrolado), além de vetores de desenvolvimento de turismo (indústria menos poluente que existe), projetos agrícolas (horticultura e fruticultura) e piscicultura.

A contribuição ao desenvolvimento econômico de uma região geográfica, proporcionada por usina hidrelétrica, quando limitada apenas ao aspecto energético torna-se prejudicial à nação, por outro lado, pelo conceito de aproveitamento múltiplo do empreendimento, além de proporcionar desenvolvimento sustentável regional,  o custo inicial de implantação de uma usina de reservatório convencional, otimizando o potencial de geração do local de instalação da usina poderia perfeitamente ser compartilhado com os demais empreendimentos econômicos que passam a ser viabilizados com a criação do reservatório e ainda beneficiar-se da possibilidade de agregar a geração a fio d’água.

As usinas de reservatórios convencionais só fazem sentido econômico se todo o potencial econômico que elas proporcionam for explorado em benefício da criação de empregos, arrecadação de impostos e promoção do desenvolvimento social na região de seu entorno. Assim todos ganham: Empreendedores, Meio Ambiente, Sociedade e Governo.


Stephen Arthur Nunn é Eletricitário.

Um comentário:

Estéfani JOSÉ Agoston disse...

Senhor Stephen Arthur Nunn:Seu pensamento é de muito bom senso; o aproveitamento pleno das potencialidades dos cursos de água e reservatórios é algo que já deveria ter sido colocado em prática aqui no Brasil. Usinas de grande porte: vejo a descarga de água em usinas de grande porte e me pergunto do porque não se aproveita novamente tal vazão, pois ainda lá está grande quantidade de energia.

A geração a 'fio d'água' além de acontecer em locais como Belo Monte, poderia acontecer com vazões menores, pequenos cursos em propriedades particulares, se, se o Estado incentivasse e promovesse, ao invés de financiar obras em Cuba, ou Estados africanos. Olho o rio Tiête, rio acidentado e poluido, mas segundo soube, a concessionária de energia elétrica na área de domínio contratado é quem determina o aproveitamento do potencial energético, mas não tem responsabilidade alguma para manutenção da qualidade de água do curso de água.

Sugiro que a situação presente, tanto para geração de energia como a preservação da boa qualidade da água dos rios brasileiros só poderá acontecer quando tivermos um govêrno altamente técnico e dedicado ao Progresso com Ordem, o que não é o caso dos ditos "governos democráticos" que continuamente predam o Brasil e o labor dos brasileiros.