quinta-feira, 10 de abril de 2014

Código de Honra Quatro Estrelas


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Ricardo da Rocha Paiva

1- O dilema entre a lealdade e a disciplina não tem razão de ser quando silêncio e omissão contribuírem para causar um dano insuportável à nação e à Instituição, estas sim, e nesta ordem, credoras de sua lealdade. Aos superiores o militar deve, sim, obediência, cooperação, respeito e franqueza, que sintetizam, cada um por si, diversos atributos importantes. (R Paiva)

2- Franqueza e coragem moral caminham juntas. A responsabilidade dos oficiais generais, de último posto, na formação do processo político envolve uma franqueza absoluta.  Uma vez que uma decisão política final seja tomada, ele tem a obrigação de apoiar essa decisão como se ela fosse sua, com uma grande exceção: questões que envolvam os profundos princípios como - dever, honra e pátria - não podem se submeter a outros compromissos. (Adaptação do autor para o código-Tenente David A. Adams, Marinha dos EUA/CMG da Reserva Geraldo Luiz Miranda de Barros, da Marinha do Brasil- fonte R Paiva)

3- São fundamentais aos chefes militares mais graduados os atributos de franqueza e coragem moral e o dever de não silenciar, mesmo arriscando o futuro na carreira, diante da má administração de situações extremas com potencial para gerar severas consequências, cujos danos superem os admissíveis em outras situações ainda que não rotineiras. (Adaptação do autor para o código- fonte R Paiva)

4- O dilema entre disciplina e lealdade é apenas aparente, pois a lealdade à Nação é manifestação de disciplina em seu grau mais elevado, considerando a missão constitucional das FA e o juramento do militar à Bandeira Nacional”. [R Paiva)

5- No confronto da disciplina com a lealdade esta última constitui forma ainda mais elevada e rigorosa de disciplina, pois está direcionada à razão de ser da instituição militar – definida no marco legal – e ao compromisso do soldado, que no Brasil é: “dedicar-me inteiramente ao serviço da Pátria, cuja honra, integridade e instituições defenderei com o sacrifício da própria vida”. (Adaptação do autor para o código- fonte R Paiva)

6- Oficiais- generais no último posto, com larga experiência e conhecimento profissional de nível estratégico não podem fazer vista grossa, uma vez dispondo de informações confiáveis, diante de políticas capazes de causar danos insuportáveis à nação e à instituição. (Adaptação do autor para o código- fonte R Paiva)

7- Chefes militares que galgam o mais alto nível hierárquico, e não os chefes de escalões subordinados, têm tal responsabilidade, pois constituem a interface das instituições militares com o estado e a nação. Uma omissão continuada por parte destas chefias, fatalmente, vai levar à manifestação de oficiais-generais inativos e, até mesmo, de coronéis na reserva, hoje franqueados pela Constituição para se manifestarem, com o consequente descrédito e perda de liderança por quem, por direito e dever, precisa mantê-los. (Adaptação do autor para o código- fonte R Paiva)

8- Oficiais generais, no último posto, se não conseguem reverter o rumo dos acontecimentos, agindo com franqueza e discretamente dentro da cadeia de comando, devem manifestar-se de público, passando antes à reserva ou mantendo-se na ativa, conforme a consciência de cada um indicar ser necessário para preservar a hierarquia e a disciplina. (Adaptação do autor para o código- fonte R Paiva)

9- Diante de situações extremas no âmbito interno da Instituição: questionar ordens que firam princípios legais, morais ou éticos: defender os subordinados de injustiças e opinar com franqueza no sentido de convencer autoridades superiores a não tomarem decisões que possam trazer consequências significativamente danosas ao Exército, constitui decisão de caráter moral e apanágio de liderança que não podem ser desprezados. (Adaptação do autor para o código- fonte R Paiva)

10- Oficiais-generais no último posto devem se policiar, pelo bem da disciplina, em nome dos respeito a “velhos soldados” e em prol da manutenção da união e coesão da Força Terrestre, para não fazerem críticas deletérias  do tipo _” Ao passar à reserva o militar “fica inteligente e valente”_, por três motivos: primeiro, porque é legal a sua livre manifestação sobre assuntos de interesse geral, inclusive os militares; segundo, caso a política, segundo o seu parecer cuidadosamente ponderado, envolva uma questão de extrema importância e ameace gerar consideráveis custos de longo prazo para as Forças Armadas, para o interesse nacional e para a saúde do Estado, seria parte da sua permanente obrigação como militar (que não deixou de ser)  e da sua responsabilidade para com amigos e soldados que estão na Ativa, buscar retirá-los dessa situação; e, terceiro, porque antes de generalizar a crítica, convém lembrar que muitos passaram à reserva exatamente por terem primado sempre pela franqueza e coragem moral.  (Adaptação do autor para o código- fonte R Paiva)

11- A conduta dos altos chefes militares deve ter como norte o compromisso com a nação e a Instituição, com os princípios e valores mais significativos das instituições castrenses, sintetizados em patriotismo, lealdade, honra, integridade, dever e coragem, que sempre devem preceder as benesses dos cargos e funções. (Adaptação do autor para o código- fonte R Paiva)

12- A omissão na tomada de posições firmes em situações extremas e a tentativa de justificar a falta de franqueza e de coragem moral, distorcendo o significado de disciplina e lealdade, como se elas fossem devidas primeiramente a superiores hierárquicos e não à Nação e à Instituição, são incompatíveis com os princípios mais comezinhos de chefia e liderança.  (Adaptação do autor para o código- fonte R Paiva)

13- A liderança que se omite no cumprimento de seus deveres para com a Nação ou a Instituição perde a confiança dos escalões subordinados, fragiliza sua autoridade, enfraquece a Força Armada, prejudica a união, a coesão e, exatamente por tudo isso, abala, ela mesma, os alicerces da disciplina e da hierarquia. (Adaptação do autor para o código- fonte R Paiva)

14- Altos chefes militares se arriscam e perder o sentido da sua profissão e de suas obrigações quando, relegando seus atributos de caráter, se transformam em meros burocratas subservientes. (Adaptação do autor para o código- Martin L. Cook -Ph. D, professor de Filosofia e Subchefe de Departamento na Academia da Força Aérea dos EUA- fonte R Paiva)

15- Quando o processo de supervisão de assuntos militares pelo Congresso não funcionar, por omissão dos parlamentares, ou quando o legislativo tiver desenvolvido um excessivo senso de compromisso para com o Poder Executivo, negligenciando, assim, a igual obrigação (se não maior) de apresentar pareceres diretos e francos no plenário, os integrantes dos alto comando das FFAA não podem se furtar à obrigação de apresentar seu parecer franco aos membros do Congresso, em suas audiências. (Adaptação do autor para o código- Martin L. Cook -Ph. D, professor de Filosofia e Subchefe de Departamento na Academia da Força Aérea dos EUA- fonte R Paiva).

16- Oficiais-generais, no último posto, não podem se furtar, em situações mais extremas nas quais a segurança do País e de seus processos constitucionais esteja em jogo, segundo a avaliação criteriosa daqueles chefes [que fazem a crítica), mesmo para a futura credibilidade das forças militares e da sua liderança, a mostrar opiniões profissionais independentes em uma situação periclitante, correndo o risco de depois os historiadores registrarem que os líderes militares mais uma vez foram coniventes em relação às realidades enfrentadas! . (Adaptação do autor para o código- Martin L. Cook -Ph. D, professor de Filosofia e Subchefe de Departamento na Academia da Força Aérea dos EUA- fonte R Paiva).

17- Altos chefes militares quando acreditam, que uma política com a qual eles discordem frontalmente, resultará em um mal muito grande têm a obrigação de envidar todos os esforços para serem ouvidos. Evidentemente, um oficial deve lealdade aos superiores civis, mas também há outras lealdades concomitantes em jogo: aos subordinados militares, à “saúde” das próprias Forças Armadas e à adequada manutenção, no longo prazo, da percepção dos outros cidadãos sobre a integridade moral delas. (Adaptação do autor para o código- Capelão George M. Clifford III, CMG, Reserva da marinha /USA - fonte R Paiva)

18- É desperdício não conhecer o pensamento pessoal de profissionais da reserva em quem a Nação investiu mais de trinta anos em preparação contínua.  Projetos de defesa nacional, por sua relevância, não devem ficar subordinados a interpretações retrógradas do que sejam hierarquia e disciplina intelectual, sendo por demais importante se valer da experiência e da cultura profissional de antigos e reconhecidos instrutores das escolas militares de formação, aperfeiçoamento e comando e estado-maior. (Adaptação do autor para o código- fonte R Paiva)

19- “Ninguém Fica P´ra Trás!” Reza assim a tradição militar! [Início de Transcrição]:” Chefes militares cultuam hierarquia, disciplina e justiça. São francos com os superiores e cumprem, respeitando a lei e sem alarde, a obrigação moral e funcional de assumir riscos pessoais para defender os subordinados de injustiças. (Adaptação do autor para o código- fonte R Paiva)



Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel de infantaria e Estado-Maior, na reserva.

7 comentários:

Ademir Braz disse...

A mais estranha forma de melancolia, esta saudade da ditadura militar, da caça a civis irredutíveis, da parceria com aparelhos de repressão da América Latina...
É inacreditável como se tem de suportar, na democracia, quem propõe (e, talvez,trame) a destruição da própria democracia.

Anônimo disse...

Caro Ademir,

mais estranho ainda que esta forma de melancolia,citada por você, é a atitude revanchista-covarde-mentirosa contra uma Instituição Militar a qual tem ,por tradição e histórico a defesa da democracia.

Mais surrealista e infantil é acreditar, fazer acreditar e tomar como verdade suprema que os "civis irredutíveis" estavam defendendo a democracia quando na verdade não passavam de terroristas, assaltantes de banco, guerrilheiros travestidos de messias!

Luis Carlos disse...

O Exército serve ao povo e não a um goveno, e o povo já decidiu, Políticos corruptos presos TODOS, STE destituido de seus plenos poderes de fazer das eleições o que bem querem e a mando de seus chefes, os corruPTos. Que seja instaurado a ordem e o progresso no Brasil novamente com eleições limpas, com votos impressos. è isso que o povo quer, e não a volta do Regime Militar como disse General Heleno.

Luis Carlos disse...

O Exército serve ao povo e não a um goveno, e o povo já decidiu, Políticos corruptos presos TODOS, STE destituido de seus plenos poderes de fazer das eleições o que bem querem e a mando de seus chefes, os corruPTos. Que seja instaurado a ordem e o progresso no Brasil novamente com eleições limpas, com votos impressos. è isso que o povo quer, e não a volta do Regime Militar como disse General Heleno.

Anônimo disse...

Caro nota de mir, a democracia foi pro saco a muito tempo, este País já era.

Anônimo disse...

Alguem ainda tem a ilusão que estamos vivendo uma democracia? Se ainda tem essa ilusão basta ver o que esta sendo mostrado nas redes sociais. Quais os direitos ainda temos como povo trabalhador nos tempos atuais? Temos obrigações de pagar todos os impostos. Mas porque não podemos contradizer o que ai esta em nosso dia a dia? Temos que achar que esta tudo uma maravilha quando não esta? Temos que dizer amem a tudo? So porque e pt esta acima das leis, das regras de boa convivência, acima dos parlamentares que dizem amem a tudo? Acima do que pensamos como uma convivência tranquila entre todos os poderes sem amarras com o poder executivo? Basta se ligar somente um pouciquinho para saber que o pais esta fora dos trilhos a não ser que estejamos levando vantagem na coisa ai passaremos a não ver, ouvir e calar. Viva o pais esta tudo dominado.

Anônimo disse...

Tem gente que pensa que esta vivendo num pais de lo. mundo quando na realidade o cidadão brasileiro no momento estão vivendo na merda principalmente os bolsa isso e aquilo que estão recebendo uma merreca que não vale nada e ainda tem que pagar a quem esta no poder. O poder seduz e mata, principalmente se a quelificaçao da pessoa que esta no poder esta querendo poder pelo poder. Já viram como todos os petralhas estão gordos como porcos? Por que sera? Alem de estarem comendo e bebendo o fino tem toda a mordomia que um ser humano tem direito. E nos não temos direito de participar da festança o nosso direito e somente pagar, pagar, pagar pelos descalabros de suas excelência. Principalmente que não estão la para defender o Brasil, mas sim para defender seus partidos e o plano de destruir o pais. Os de 64 voltaram e o poior com um ódio incrível pelo povo brasileiro, so basta ver a cara deles quando são interpelados. Se acham acima da lei. Os pmdbostas que sempre foram vermes na politica porque sempre quiseram ficar junto com os vencedores, ainda da tempo de pular do bote, porque senão nalfragio geral de todos os partidos de aluguel que seguem sempre a cartilha de quem esta mandando, são sem cérebro e sem ideologia e principalmente são pessoas classificadas no rol dos humanos como repteis.