quarta-feira, 30 de abril de 2014

O que vai acontecer?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

O vice presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o australiano John Coates, entrou em pânico e, nesta terça-feira, durante um fórum olímpico em Sydnei, afirmou que os preparativos para os jogos de 2016 no Rio de Janeiro são os piores já vistos, desbancando os de Atenas, até agora detentora do triste título. 

Adiantou que, em não havendo plano B, o COI resolveu entrar em ação, o que corresponde a uma declaração velada de intervenção no processo. 

Há cerca de 5 anos o país assistia, ao vivo, à explosão festiva ocorrida após a eleição do Rio para sediar o evento e, quem viu, não consegue esquecer as cenas de euforia protagonizadas pelo então presidente Lula, pelo ex-governador Sérgio Cabral e pelo prefeito Eduardo Paes, com coadjuvantes de peso como Pelé, Marin e Nuzman. 

A cidade vinha de receber, dois anos antes, em 2007, os jogos pan-americanos, uma espécie de miniatura das olimpíadas, assim mesmo suficientes para explicitar o tamanho da dificuldade que é organizar um acontecimento com alto nível de exigência internacional. 

A interrupção, até os dias de hoje, das atividades do estádio do Engenhão, por problemas estruturais e  o afundamento e consequente desvalorização das edificações destinadas a, à época, hospedar os atletas, constituem ilustrações dramáticas do esforço que tem que despender um país pobre, sem os recursos típicos de primeiro mundo, como o nosso, ao engajar-se  num mega projeto cuja preparação acarreta, por exemplo, um verdeiro remanejamento da própria infraestrutura de mobilidade da cidade. 

Mesmo diante da alegria demonstrada pelos representantes brasileiros no momento da escolha, qualquer cidadão razoavelmente bem informado sentiu um frio na espinha diante do desafio e alimentou sérias dúvidas a respeito da ocorrência de um desfecho bem sucedido para essa história de início feliz mas de final hoje imprevisível. 

É claro que a manifestação do Sr Coates vai originar respostas inflamadas por parte das autoridades oficiais ligadas ao evento mas o fato é que a reação, até certo ponto brusca, do órgão internacional é de pavor diante da verdadeira cara do país e de sua irresponsável e bravateira classe dirigente de então, a mesma, aliás, que ainda pulula pelos palácios Brasil afora . 

O que vai acontecer daqui por diante? Sem respostas, no momento, como enfatizou o próprio cartola olímpico. 

Quanto a nós, sociedade, só resta assistir a todo o temível desenrolar futuro e torcer para que o constrangimento e o estrago  que certamente advirão sejam os menores possíveis e que o prestígio internacional do Brasil não fique tão poluído como as águas da Baía de Guanabara, parte integrante dos jogos de 2016, que teimam em resistir aos inúmeros projetos de despoluição que vêm sendo prometidos ao longo das última décadas por governos consecutivos. 


Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

3 comentários:

Anônimo disse...

Qual prestigio internacional?

Anônimo disse...

temos que cancelar a olimpiadas no brasil

Unknown disse...

uma pena que existem pessoas como vcs, que querem manipular pobres de conhecimentos, que assim são por estarem dentro dos quartéis a muitos anos infurnados sofrendo lavagem celebral, vc nunca fizeram nada por ninguém alem de vcs mesmos.