sábado, 14 de junho de 2014

Afinal, quem é o vilão?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

Verifica-se entre alguns comentaristas que cobrem a  Copa, uma tendência de heroicizar o Brasil pelo fato de ter sido possível afinal montar uma estrutura suficiente para sediar o torneio, apesar das inúmeras  dificuldades . 

Destacam os obstáculos criados pelos protestos, pelos questionamentos e pelas manifestações muitas vezes predatórias que ainda espocam país afora e acrescentam que eles constituem aspectos inéditos em relação a eventos similares realizados em outros países. Alguns até acrescentam que o torneio, após este, nunca mais será o mesmo, ponto de vista um pouco pretensioso. 

Por outro lado, observa-se também em suas análises uma certa inclinação à demonização da FIFA, apontando seu lado despótico e arrogante ao longo de todo o processo, o que até criou regiões de atrito com as autoridades do governo encarregadas da organização.  

Esquecem-se de mencionar, no entanto, que a entidade internacional, com todos os seus defeitos, nunca foi omissa nem surpreendente em relação ao badalado "padrão FIFA", pois praticamente todas a suas exigências já constavam nos famosos cadernos de encargos no momento em que o país foi escolhido.  

Não observam também que era seu, da FIFA, o desejo de empregar um número de sedes menor do que o populismo e a demagogia do então governo do PT estabeleceram no momento da escolha e que não é culpada pelo fato de que os recursos, prometidos inicialmente  em sua maioria como provenientes  da  iniciativa privada, tenham sido, afinal, quase totalmente bancados pelo governo de um país carente de serviços básicos que deveriam ser fornecidos por este mesmo governo. 

Além disso, não foi ela a culpada pelos vergonhosos superfaturamentos, pelos atrasos comprometedoras na conclusão das obras prometidas, e pelos protestos de indignação da população inconformada com os gastos . 

Como se vê, uma reflexão mais serena a respeito desse tema mostra realmente quem foi o vilão em todo o processo. 

Como última observação, cumpre adicionar que, conforme assisti a um daqueles comentaristas mencionar, todo governo deseja que seu país sedie evento de tal projeção  sendo até provável que governos anteriores daqui tenham manifestado tal vontade. 

Não advertiu porém que um deles, não preocupado com dividendos eleitorais, recusou o oferecimento, por achar que o Brasil não reunia as condições necessárias mínimas. Mas este pertencia ao, impronunciável pelo jovem analista, período do governo militar. 

Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

2 comentários:

Loumari disse...



Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda;
e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda.
Eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra. (APOCALIPSE 22:11)

Anônimo disse...

Cleonice I Ferreira disse:
Sr, Capitão Paulo Roberto Gotaç, o ilustre e honrado presidente General JOÃO BAPTISTA FIGUEIREDO tinha conciência e patriotísmo. Tinha mais, muito mais, possuia virtudes como: DIGNIDADE, CIVILIDADE,HONESTIDADE,HONRA,HUMANIDADE E AMAVA O BRASIL.
Quanta diferença nos dias atuais!
Que Deus ilumine a todos.