quarta-feira, 25 de junho de 2014

As redes sociais e as novas gerações


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Foi muito difícil para os pais tentar educar as novas gerações.

Pressionados por sucessivas crises econômicas e por uma hiperinflação, não puderam dar o exemplo de poupar nem o de comparar preços antes de adquirir bens e serviços.

Tivemos seis moedas diferentes em menos de uma década. As notas dos diversos padrões monetários, de duração efêmera, esgotaram o estoque de vultos históricos para ilustrá-las.

Os jovens não puderam ver no dinheiro a efígie de D. Pedro I nem a do Duque de Caxias, respectivamente Pai da Pátria e Pacificador, garante de nossa integridade territorial. Não lhes foi possível perguntar aos avós quem foram.

As novas cédulas estampam figuras de animais; talvez para antecipar a condição a qual os desgovernos  querem nos reduzir.

As redes sociais suprem um anseio de saber as coisas. Sempre há alguém que sabe algo.

Desempenham o papel da família, hoje quase destruída pelos maus profetas da televisão.

Os mais velhos davam as “dicas” para as crianças e adolescentes.

Depois, cada um que se virasse.

Hoje os “tiozões” recomendam o Google e a Wikipedia.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Um comentário:

Anônimo disse...

Pois é, dizem que os pais que tem q controlar, fácil de falar, mas quem culpa os capitalistas irresponsáveis por aliciarem nossos filhos com esse consumismo excessivo. A formula que funcionava já existe, não precisava mudar, mas o homem não se contenta com o que tem, a sociedade involuindo, jovens voltando a ser índios com tatuagens, brincos em todo lugar...e cada menos roupa.
Temos capacidade de ser muito mais, de ser grandes.