terça-feira, 17 de junho de 2014

Imagine após a Copa...


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

A copa ainda não acabou mas a ferocidade do que vem por aí no campo político já dá arrepios. 

Lula, com manifestações incitadoras ao ódio do qual ele, a partir do momento que iniciou seu governo, foi um dos principais alimentadores, através do uso recorrente do  "nós e eles", embora hoje se perceba que está mais para "eles" do que para "nós", com suas falsas indignações pelos recentes xingamentos à presidente, modalidade por ele inaugurada, quando estava em campanha para ascender à presidência, que deixou mas não largou, ele, Lula, está a mostrar que não medirá esforços ao usar a desídia, a dissimulação e a atribuição de culpa por qualquer dificuldade do país, aos que o criticam. 

São prenúncios de uma campanha desesperadora por parte de quem vê que está cada vez mais difícil convencer através de velhos clichés. 

Ao afirmar que os que xingaram e vaiaram pertencem a classes privilegiadas, esquece-se que a copa foi por ele parida, conhecedor que era de que o acesso do público seria restrito, como aconteceu em todas as sedes, depois que a FIFA, como próspera corporação financeira na qual se transformou após a gestão de Havelange,  assumiu o controle total do espetáculo. 

Estamos diante de uma metamorfose, não ambulante, mas mirabolante, que não sabe de nada, não se lembra de nada e vem para a campanha eleitoral visando à reeleição de um de seus mais desastrosos postes, com todas as garras de que dispões e com toda a capacidade de enganar, arte na qual foi mestre exímio. 

Como já dizia o historiador Max Hastings, referindo-se ao clima de calma aparente que antecedeu a eclosão da primeira guerra mundial, em 1914, há "um sentimento de que os eventos estão no ar". 

Só nos resta já sentir saudades do antes e advertir "imagine após a copa".


Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

3 comentários:

Loumari disse...



Os Amantes não Contam Nada de Novo uns aos Outros

A alma só acolhe o que lhe pertence; de certo modo, ela já sabe de antemão tudo aquilo por que vai passar. Os amantes não contam nada de novo uns aos outros, e para eles também não existe reconhecimento. De facto, o amante não reconhece no ser que ama nada a não ser que é transportado por ele, de modo indescritível, para um estado de dinamismo interior. E reconhecer uma pessoa que não ama significa para ele trazer o outro ao amor como uma parede cega sobre a qual cai a luz do Sol. E reconhecer uma coisa inerte não significa identificar os seus atributos uns a seguir aos outros, mas sim que um véu cai ou uma fronteira se abre, e nenhum deles pertence ao mundo da percepção. Também o inanimado, desconhecido como é, mas cheio de confiança, entra no espaço fraterno dos amantes. A natureza e o singular espírito dos amantes olham-se nos olhos, e são as duas direcções de um mesmo agir, um rio que corre em dois sentidos, um fogo que arde em dois extremos.
E então é impossível reconhecer uma pessoa ou uma coisa sem relação connosco próprios, pois o acto de tomar conhecimento toma das coisas qualquer coisa; mantêm a forma, mas parecem desfazer-se em cinzas por dentro, algo delas se evapora, e o que resta é apenas a sua múmia. É por isso também que não existe verdade para os amantes; seria um beco sem saída, um fim, a morte do pensamento que, enquanto estiver vivo, se assemelha à fímbria arfante de uma chama, onde se abraçam a luz e a escuridão. Como pode uma coisa iluminar onde tudo é luz? Para quê a esmola do que é seguro e inequívoco onde tudo é plenitude? E como podemos ainda desejar alguma coisa só para nós, ainda que seja aquilo que amamos, depois da experiência que nos diz que os amantes não se pertencem, mas têm de se dar em oferenda a tudo o que vem ao seu encontro e se oferece aos seus olhares entrelaçados?

"Robert Musil, in
'O Homem sem Qualidades'
Tema(s): Amantes Ler outros pensamentos de Robert de Musil Austria
1880 // 1942 Escritor

Anônimo disse...

Caro Capitão, precisamos formar um exercito e atacar esses comunas

Anônimo disse...

A elite a que Lula se referre é aquela onde ele se interna no Sirio libanes em SP, pq não vai no SUS, a elite é quem trabalha para pagar imposto, afinal o que ele quer ser e ter??