sábado, 28 de junho de 2014

O Imposto Justo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Da terra arrasada que deixará o desgoverno varrido, é preciso começar a reconstrução.

Como não é possível edificar boa obra sem alicerces sólidos, o primeiro passo a ser dado deve ser a reforma tributária. De verdade, não um remendo.

Hoje temos 59 tributos e umas 93 obrigações acessórias que penalizam quem empreende e tenta produzir.

O Brasil precisa de apenas três impostos. Um principal, arrecadatório, e dois auxiliares, regulatórios.

O Imposto Justo usará a mesma mecânica da extinta CPMF; os mesmos softwares.

Serão eliminados todos os demais impostos federais, estaduais e municipais.

O atual Imposto sobre a Renda é o mais odioso e o mais inibidor da iniciativa criadora de riquezas. O leão deve ser o primeiro a ir para a jaula. Sua mordida é burra.

Os funcionários da Receita que dele se ocupam são a elite intelectual do órgão e deverão ser imediatamente transferidos para a fiscalização dos impostos auxiliares, de Exportação e de Importação, que protegem o país do desabastecimento e do dumping (venda a preço vil no mercado interno de bens e serviços produzidos no exterior, quase sempre abaixo do custo, destruindo a indústria nacional).

A distribuição do recolhido respeitará o princípio federativo.

Um terço irá para o governo federal para manter a soberania e realizar obras de infraestrutura que beneficiem mais de um estado ou o distrito federal.

Um terço, para os governos estaduais para manter a segurança pública e realizar obras e serviços que beneficiem mais de um município.

Um terço, para os governos municipais, para ministrar educação primária, urbanizar as cidades e organizar o transporte público local.

A partir daí, se reordenam os gastos públicos. Chega de desperdício e imposturas!


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Um comentário:

Loumari disse...


Uma Alma Grande e Corajosa

Um espírito corajoso e grande é reconhecido principalmente devido a duas características: uma consiste no desprezo pelas coisas exteriores, na convicção de que o homem, independentemente do que é belo e conveniente, não deve admirar, decidir ou escolher coisa alguma nem deixar-se abater por homem algum, por qualquer questão espiritual ou simplesmente pela má fortuna. A outra consiste no facto - especialmente quando o espírito é disciplinado na maneira acima referida - de se dever realizar feitos, não só grandes e seguramente, bastante úteis, mas ainda em grande número, árduos e cheios de trabalhos e perigos, tanto para a vida como para as muitas coisas que à vida interessam.
Todo o esplendor, toda a dimensão (devo acrescentar ainda a utilidade), pertencem à segunda destas duas características; porém, a causa e o princípio eficiente, que os tornam homens grandes, à primeira.
Naquela está, com efeito, aquilo que torna os espíritos excelentes e desdenhosos das coisas humanas. Na verdade, pode isto ser reconhecido por duas condições: em primeiro lugar, se estimares alguma coisa como sendo boa unicamente porque é honesta, em segundo lugar, se te encontrares livre de toda a perturbação de espírito. Consequentemente, o facto de se ter em pouca conta aquelas coisas humanas e de se desprezar, com uma atitude de espírito firme e sólida, essas mesmas coisas, que a muitos parecem ilustres e exímias, deve constituir apanágio de uma alma grande e corajosa. Suportar aquilo que parece acerbo, que de muitas e variadas maneiras aflige a vida e a sorte dos homens (de modo por assim dizer a não renunciares à ordem natural e à dignidade do sábio), é próprio de um espírito robusto e de grande constância.
" Marcus Tullius Cícero Roma Antiga -106 // -43 Politico/Orador/Filósofo



Atingir o ideal é compreender o real.
"Jean Jaurès França
1859 // 1914 Politico