domingo, 22 de junho de 2014

Queda consolidada de Dilma


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net 
Por AC Portinari Greggio

Caro Serrão, no seu último boletim, havia a seguinte observação:

“Numa pesquisa que ninguém com bom senso conseguiu entender o resultado, registrada no TSE com o cabalístico número 171, só ficou claro que Dilma Rousseff vem perdendo popularidade e a confiança da população. Atualmente, 50% desaprovariam sua forma de administrar. Só 31% (o costumeiro percentual de adeptos do partido-seita petista) consideram o governo da Presidenta ótimo ou bom. A rejeição a Dilma é cristalina e cristalizada. Dilma já era...”

“O que não se compreende é como a mesma pesquisa, feita com apenas 2002 pessoas, em apenas 142 dos cinco mil seiscentos e tantos municípios brasileiros, consegue o milagre de apontar que a impopular Dilma tem 39% das intenções de voto para outubro. Aécio Neves só teria 21% e Eduardo Campos, 10%. No segundo turno, Dilma ganharia de Aécio (43% a 30%) e venceria Eduardo (43% a 27%). Na pesquisa espontânea, Dilma fica com 25%; Aécio com 11% e Eduardo Campos, com 4%”.

Realmente, o índice de aprovação do governo da Dilma (31%) não combina com o das intenções de voto (39%). Mas isso tem sua lógica, porque as duas perguntas suscitam respostas diferentes.

Quando indagam da qualidade do governo, os entrevistados pensam numa escala linear de valores referentes a um só tópico. Nessa escala, somente 31% aprovam Dilma.

Mas quando indagam das intenções de voto, os entrevistados se deparam com várias opções comparativas. Nesse caso, Dilma leva vantagem porque ainda é mais conhecida do eleitorado.

Os demais candidatos são menos conhecidos, ou até desconhecidos. Na dúvida, alguns entrevistados preferem ficar com o que conhecem, ou seja, com Dilma. Daí o fato de 39% dizerem que votarão nela, apesar apenas 31% aprovarem seu governo.

Dizem os analistas que, nessa fase da campanha, a vantagem de intenção de voto só seria estável se a opinião sobre seu governo também fosse ao redor de 39%.

A disparidade dos dois indicadores sinaliza que, a medida que a campanha prosseguir e os demais candidatos forem melhor conhecidos, a intenção de voto em Dilma tenderá a cair para 31% ou menos, acompanhando o julgamento cada vez mais negativo de seu governo.

Ou seja: para efeitos práticos, Dilma, neste momento, tem apenas 31% das intenções de voto.


AC Portinari Greggio é Especialista em Assuntos Estratégicos.

Um comentário:

Anônimo disse...

Cleonice I Ferreira disse:
Sr. Ac Portinari Greggio, como é possível um candidato ter 31% da credibilidade da população e não poder ir em um evento sem ser vaiado? Nós o povo não acreditamos em pesquisas.
Todo candidato que não pode andar na rua com mêdo do povo, não é DIGNO de ocupar cargo público.
Se há vaias e xingamentos são porque não merecem o respeito do eleitorado. O povo não é tolo
"Quem abusa da vitória não é digno de tê-la alcançado"( Ernani Sátiro).Que Deus ilumine a todos.