terça-feira, 15 de julho de 2014

Campanha do bilhão


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net 
Por Heitor Scalambrini Costa

Encerrado o prazo legal (em 05 de julho) para o registro das candidaturas ao pleito presidencial de 2014, onze candidatos se registraram junto ao Tribunal Superior Eleitoral. De acordo com os dados apresentados pelos partidos políticos, o gasto estimado com a campanha será próximo de R$ 1 bilhão de reais. Com nove concorrentes, a campanha presidencial de 2010 totalizou despesa de R$ 289,20 milhões (em valores da época).
Sabemos nós, moradores da ilha da fantasia chamada Brasil, que os valores oficiais apresentados estão longe de representarem o que realmente se gasta em uma campanha eleitoral. Nada se fala dos valores paralelos, o “caixa dois” ou outro nome que se queira dar. Portanto, sem medo de errar, podemos multiplicar por três os gastos oficiais sugeridos para 2014.
O que elevaria os gastos na campanha à Presidência da Republica deste ano para mais de três bilhões de reais. Numero impressionante por si só, mas quando se agregam os gastos das candidaturas a governador, deputados federais e estaduais pelo país afora, verifica-se uma deformação, pois as grandes somas em dinheiro envolvidas acabam anulando a vontade popular. Desta forma, o voto não representa mais o cidadão. É o poder econômico que elege para atender aos seus interesses mesquinhos.
O financiamento das campanhas no Brasil, ou seja, o modo como os partidos políticos custeiam suas campanhas eleitorais, segundo a legislação vigente, pode vir de recursos públicos e privados. Oficialmente, a forma de arrecadação e de aplicação dos recursos são submetidas a um complexo conjunto de regras que deveriam controlar, enquadrar e multar o candidato, sempre que houvesse abusos contra as regras eleitorais. Mas não servem para muita coisa. Regras podem ser boas quando cumpridas, no entanto, na ilha da fantasia, é tudo “faz de conta”. A fiscalização praticamente não existe. E quem deveria fazê-la “olha para o outro lado”. Uma vergonha.
Quanto à origem, os recursos destinados às campanhas eleitorais podem ser recursos próprios dos candidatos, doações de pessoas físicas, doações de pessoas jurídicas, doações de outros candidatos, de comitês financeiros ou partidos políticos, receitas decorrentes da comercialização de bens e serviços ou da promoção de eventos, bem como da aplicação financeira dos recursos de campanha.
O projeto Às Claras (http://www.asclaras.org.br/@index.php), atuando desde 2002, mostra que as eleições no país são “compradas” pelos grandes grupos econômicos, que se constituem na fonte mais importante de financiamento das campanhas. As empreiteiras dominam as doações. Para elas é um investimento com retorno certo. Segundo o Instituto Kellog para cada real doado a candidatos, as empresas obtêm R$ 8,50 em contratos públicos.
Os maiores financiadores de campanhas, não por acaso, são justamente aqueles com interesse em licitações de serviços públicos. As mais conhecidas no Brasil, por sua atuação no setor de construção civil, as chamadas “quatro irmãs” – Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez – são as maiores financiadoras das eleições. Alguma dúvida do porquê estas empresas e suas terceirizadas dominam o cenário das obras publicas?
A farsa da democracia é construída desde a legislação eleitoral, que determina as regras do jogo, indo até o empresariado que financia as grandes campanhas eleitorais. Daí a necessária reforma política. Não se pode admitir que nosso país tenha “donos”. Obviamente uma reforma substantiva não ocorrerá com este Congresso Nacional. E talvez com nenhum outro, enquanto não alterarmos sua atual genética, moralmente corrompida.
Para quem ainda não desistiu, a participação é a pedra de toque para as mudanças que a maioria deseja para o país. Se discutirmos sobre as próximas eleições tanto quanto se discutiu sobre o acidente que tirou Neymar da seleção brasileira, com certeza estaremos no caminho para construir um país melhor para a maioria do seu povo.


Heitor Scalambrini Costa é Professor da Universidade Federal de Pernambuco.

2 comentários:

CEL CESAR PINTO - averdadedasmentiras-unknown disse...

CARO JORNALISTA SERRÃO

O PT E SEUS COLIGADOS ESQUECERAM DA LEI DO RETORNO.
TANTO ELES COMO A OPOSIÇÃO DESCREDENCIARAM O POVO INOCENTE ÚTIL COMO O DETENTOR DO PODER.
AGORA VÃO GASTAR OS BILHÕES CONSEGUIDOS COM RECURSOS DOS COFRES PÚBLICOS PARA PAGAR AS SUAS CAMPANHA ELEITORAIS.
BASTA, O POVO RESPONDERÁ NAS URNAS QUE O PODER EMANA DO POVO E DINHEIRO NENHUM O FARÁ MUDAR DE IDEIA. QUEREMOS NOVAS ELEIÇÕES EM 2015.COMO VIABILIZÁ-LA:

ESQUECERAM DA LEI DO RETORNO.


É POR ISSO QUE O POVO INOCENTE ÚTIL NÃO COMPARECERÁ AS URNAS PARA VOTAR NO DIA 5 DE OUTUBRO DE 2014. VAMOS COLOCÁ-LOS TODOS NO OLHO DA RUA( PRESIDENTE, GOVERNADORES, SENADORES, DEPUTADOS FEDERAIS E ESTADUAIS E ESPERAR NOVAS ELEIÇÕES EM 2015.


NO DIA 5 DE OUTUBRO 61% OU MAIS DO ELEITORADO BRASILEIRO NÃO COMPARECERÁ AS URNAS SUJEITAS A FRAUDES PARA VOTAR, VAMOS COLOCÁ-LOS TODOS NO OLHO DA RUA PAGAR R$ 3,50 E AGUARDAR NOVAS ELEIÇÕES EM 2015, SEM NENHUM DESSES CANDIDATOS QUE VÊM MAMANDO NAS TETAS DOS GOVERNOS A MAIS DE 26 ANOS.


SE 51% DO ELEITORADO NÃO ASSINAR A LISTA DE PRESENÇA NAS ELEIÇÕES DE OUTUBRO, OBRIGATORIAMENTE TERÁ QUE HAVER NOVA ELEIÇÃO EM 2015.

O NÚMERO DE FILIADOS AO PT E SEUS COLIGADOS E DE SEUS MILITANTES E MAIS OS AGRACIADOS PELAS BOLSAS TUDO , NÃO É SUFICIENTE PARA ELEGER UM PRESIDENTE.

QUEREMOS NOVAS ELEIÇÕES EM 2015.

O BRASIL ACIMA DE TUDO


AGUARDEM O PRÓXIMO CAPÍTULO

Anônimo disse...

VOTO NULO É UMA FRIA! http://www.youtube.com/watch?v=iPV0sRmAoPk&feature=player_embedded
Neste vídeo acima duas advogadas, Sabrina Waiderman e Marcela G. Espinha explicam de forma didática que essa idiotice de anular o voto como sinal de protesto acaba favorecendo na verdade o partido do governo, que controla os votos de cabresto, no caso presente o PT! Além disso é o PT que também, além dos votos cativos dos bolsas família, controla movimentos sociais, ONGs, sindicatos, órgão estudantis como a UNE. Sem falar no fato dos milhares de funcionários públicos que, de alguma forma, foram transformados em vassalos do Lula, da Dilma e de seus sequazes.É por isso que pelas redes sociais corre solta a campanha do voto nulo insuflada na maioria das vezes pelos próprios petistas travestidos de oposicionistas.