segunda-feira, 28 de julho de 2014

O despudor do Lulopetismo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Nilson Borges Filho

Duas notícias publicadas pela chamada grande imprensa merecem uma análise mais apurada, para, no mínimo, se colocar as coisas nos seus devidos lugares. O banco Santander, de bandeira espanhola, encaminhou aos clientes das agências Select uma informação que é de domínio público: se Dilma subir nas pesquisas haverá uma movimentação para baixo dos indicadores econômicos e, sendo assim, os investidores com aplicações no Santander Select devem procurar os gerentes de seus investimentos para um realinhamento.

Simples assim. Essa informação deve ser lida, considerando que: primeiro, o banco não fez uma declaração urbi et orbi, apenas alertou seus clientes, a quem deve fidelidade, o que o futuro reserva para os seus investimentos; segundo, o banco não especulou cenários possíveis, pois o que consta do comunicado do Santander são fatos reais e conhecidos por todos aqueles que têm o hábito da leitura de jornais e revistas ou pelos que acompanham noticiários das tevês

O banco Santander, como instituição privada e apartidária, tem todo o direito em preservar o dinheiro aplicado por seus clientes e avaliar o humor do mercado, oferecendo caminhos para minimizar eventuais perdas dos investimentos da clientela, em decorrência de pesquisas eleitorais. A bem da verdade, Lula já se utilizou de indicadores econômicos favoráveis para fazer proselitismo eleitoral, sem o mínimo pudor. Aliás, pudor é o tipo de comportamento que não agrega à personalidade do ex-presidente em exercício.

O que se viu, depois do comunicado do Santander, foi uma forte pressão sobre o banco com acusações rasteiras de que estaria promovendo campanha em favor de outros candidatos de oposição. O Santander soltou nota dizendo que não está em campanha por determinados candidatos em detrimento da candidatura oficial e que se desculpava com os clientes pelo mal entendido. Para dar certo sossego a si próprio, fez chegar a direção do PT  que havia demitido todos os funcionários envolvidos no episódio.

A rigor, a direção petista intimou o banco a cortar algumas cabeças. O presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão, cheio de si, vibrou com a quantidade de cabeças que rolaram no Santander. Pura hipocrisia, senão veja-se: enquanto o banco Santander estava sendo defenestrado por “petistas éticos” por estar favorecendo candidatos da oposição, o Banco Central, instituição pública, informava urbi et orbi que estava colocando à disposição do setor bancário 30 bilhões de reais com impacto imediato no mercado de crédito. Ao longo do tempo as cifras podem chegar a 45 bilhões.

Com tal “bondade”, o Banco Central permite que aumente o crédito para que o populacho continue consumindo. Ora, não é necessário um diploma de economista para concluir que essa medida tomada pelo Banco Central tem uma conotação eleitoreira para favorecer a candidata Dilma Rousseff que, mal das pernas, desce ladeira abaixo nas intenções de votos, principalmente pela política econômica desastrada do seu governo.

Quer dizer: o Santander, ao querer preservar os investimentos dos seus clientes, segundo os petistas, estava em campanha para as candidaturas da oposição.  E o Banco Central, com a liberação de 30 bilhões de reais  dos contribuintes está fazendo o quê? A hipocrisia  do lulopetismo e a falta de pudor dos seus agentes são de embrulhar o estômago. É a política no nível do esgoto.


Nilson Borges Filho é mestre, doutor e pós-doutor em direito e articulista colaborador do blog do Aluizio Amorim, onde o texto foi originalmente publicado.

Um comentário:

Loumari disse...

Pelos corredores se ouve das bocas dos Men in Black comentando sobre o Brasil e se lhes escapa dizer que no estado atual até o próprio rico brasileiro já está pobre. Os membros da consórcio, estes que através das empresas que eles sponsorizam, investiram fundos muito importantes no Brasil nas empresas que pelas bases devias ser muito portadoras, mas os dirigentes destas tais empresas brasileiras desviaram os tais fundos afim pessoais. Estes fundos que deviam ser investidos em estruturas e infra-estruturas para depois passar para a fase de exploração da materia que as tal empresas deviam produzir e fazer ganhar altos dividendos aos credores. E o periodo estipulado nos contratos entre a pose da primeira pedra, edificação das estruturas e infra-estruturas expirou sem que nada de concreto se tenha realizado e os fundos desapareceram. E o Brasil conta histórias e pede prórroga aos credores. Mas para os credores tempo é dinheiro. Então puseram em marcha a cláusula do contrato que é aquela parte que vem em letras muito pequenas. E começaram já a cobrar o seu dinheiro investido em forma de juros. Como se fossem os tais dividendos que eles esperavam do seu capital investido. Mas, os credores como são tão inteligentes, estes no estrangeiro já tinham contratado seguros que cobrisse a perda em caso o projeto caisse na falência. E fizeram melhor ainda. Eles também optaram para outro método que é de enforcar o país que não é correcto nos contratos. O que eles fizeram foi o seguinte: compraram seguros que assegurasse o seu capital no Brasil nas companhias de seguros brasileiros, que estes trabalham com os bancos brasileiros. Como as empresas brasileiras perderam o capital investido então os credores puseram em marcha os seguros e cobram o capital garantido no contrato. E os credores receberam os tais bilhões, convertidos em dolares e o dinheiro saiu do território brasileiro. Da falência das empresas brasileiras fizeram ganhar aos credores bilhões e bilhões de dolares. E o Brasil ele fica endividado porque há que pagar o que ele não pode cumprir a tempo. Visto que o dinheiro dos credores foi roubado, e la onde devia ser investido não foi, isto faz que não há produção. Então, onde o Brasil deve achar dinheiro para rembolsar os credores? No bolso do brasileiro que trabalha. Vão ter que espremer o brasileiro até as moelas para extrair o dinheiro para pagar o devido. O que li aqui neste artigo de: Nilson Borges Filho, tem ares da pílula para anticipar o choque nos riquinhos. Olha que no Brasil o bom negócio do futuro com garantias de ser altamente lucrativo é investir na agência funerária. Que vai haver cliente, isso sim e em abundância.