segunda-feira, 14 de julho de 2014

O Teatro de “Variété”


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Finda a temporada do circo de cavalinhos, começa agora a das “vedettes”.

Todas querem chamar a atenção do respeitável público.

Levantam as saias, exibem seus dotes e sorriem sem parar.

Na primeira fila uma gordota está um pouco apreensiva. Não consegue mais seduzir a platéia volúvel. Seu agente já está arrependido de não a ter trocado por outra. Talvez passasse “la vie em rose”.

Há também uma transformista e outra de origem “méconnue”.

A orquestra desafina; talvez aconteça um “apagão” ou falte água.

Como se deve dizer no início do espetáculo : “merde”.

Um humilde assessor lhe sussurra que banqueiro não tem alma.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

2 comentários:

Loumari disse...


Sobre a cor verde: Molière morreu no palco vestido de verde, o que selou a reputação dessa cor no cinema, no teatro como cor que representa a maledicência.
Se fala também que na época Medieval, quando se jogava cena da paixão, o ator que interpretava Judas estava vestido de verde. E muitas vezes depois da representação da cena o tal ator era vítima de represália e batido pela multidão enfurecida.

Loumari disse...


A acção só vale quando é feita como um exercício, e um exercício com amor, quando é feita como uma ascese, e uma ascese por amor de que se liberte o Deus que em nós reside. E se a acção implica amargura, o que há a fazer é mudar de campo: porque não é a acção que estará errada, mas nós próprios.
"Autor - Agostinho Silva"