quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Nem o sarro arranha a Espanha...


Trecho da música: “Qualquer Coisa” - Composição: Caetano Veloso
                                                
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Um cão de raça peluda escapa de seu dono, corre e pula numa piscina.

Provavelmente o seu dono estava distraído escutando a música do Caetano sem entender nada da letra.

Acho que hoje em dia ninguém mais entende o que está acontecendo no país.

Estrangeiros continuam investindo muito embora um importante empresário nacional tenha dito que “só louco” faz uma coisa dessas.

Talvez os investidores de fora percebam melhor a grandeza do Brasil e sabem que nem o sarro, nem a ralé e nem a boçalidade que hoje imperam os afligem.

Talvez coce mas não arranha.

Entenda a manha ou vá morar pra lá de Marrakech...


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

2 comentários:

Loumari disse...


Onde Há Inveja, não Há Amizade

Grande trabalho é querer fazer alegre rosto quando o coração está triste: pano é que não toma nunca bem esta tinta; que a Lua recebe a claridade do Sol, e o rosto, do coração. Nada dá quem não dá honra no que dá: não tem que agradecer quem, no que recebe, a não recebe; porque bem comprado vai o que com ela se compra. Nada se dá de graça o que se pede muito. Está certo! Quem não tem uma vida tem muitas. Onde a razão se governa pela vontade, há muito que praguejar, e pouco que louvar. Nenhuma cousa homizia os homens tanto consigo como males de que se não guardaram, podendo. Não há alma sem corpo, que tantos corpos faça sem almas, como este purgatório a que chamais honra; donde muitas vezes os homens cuidam que a ganham, aí a perdem. Onde há inveja, não há amizade; nem a pode haver em desigual conversação. Bem mereceu o engano quem creu mais o que lhe dizem que o que viu. Agora, ou se há-de viver no mundo sem verdade, ou com verdade sem mundo. E para muito pontual, perguntai-lhe de onde vem; vereis que algo tiene en el cuerpo, que le duele. Ora temperai-me lá esta gaita, que nem assim, nem assim achareis meio real de descanso nesta vida; ela nos trata somente como alheios de si, e com razão:

Pois somente nos é dada
para que ganhemos nela
o que sabemos.
Se se gasta mal gastada,
juntamente com perdê-la,
nos perdemos.

Enfim, esta minha Senhora, sendo a cousa por que mais fazemos, é a mais fraca alfaia de que nos servimos. E se queremos ver quão breve é,

ponderemos e vejamos
que ganhamos em viver
os que nascemos:
veremos que não ganhamos
senão algum bem fazer,
se o fazemos.

E, por isso, respeitando

que o porvir tal será,
entesouremos ;
porque [ao certo] não sabemos
quando a morte pedirá
que lhe paguemos.

Nunca vi cousa mais para lembrar, e menos lembrada, que a morte; sendo mais aborrecida que a verdade, tem-se em menos conta que a virtude. Mas, contudo, com seu pensamento, quando lhe vem à vontade, acarreta mil pensamentos vãos; que tudo para com ela é um lume de palhas. Nenhuma cousa me enche tanto as medidas para com estes que vivem na maior bonança, como ela; porque quando lhe menos lembra, então lhe arranca as amarras, dando com os corpos à costa; e se vem à mão, com as almas no inferno, que é bem ruim gasalhado:

E pois todos isto temos,
não nos engane a riqueza,
por que tanto esmorecemos,
e trás que vamos;
já que temos a certeza
que, quando mais a queremos, a deixamos.

Gastamos em alcançá-la
a vida; e quando queremos
usar dela,
nos tira a morte lográ-la;
assim que a Deus perdemos
e a ela.

"Luís Vaz de Camões, in "Cartas
Tema: Amizade Inveja Morte Mundo Sociedade Vida
Luís Vaz de Camões Portugal
1524 // 1580 Poeta

Anônimo disse...

INVESTIGUEN LA CORRUPCION EN PERNAMBUCO , A NIVEL JUDICIAL , POLITICO, POLICIAL , LAS HORAS QUE TRABAJAN LOS TRABAJADORES , COMPARENLA CON LAS HORAS QUE TRABAJAN LOS POLITICOS, LOS SUELDOS DE LOS TRABAJADORES , EL ESTADO DE LAS CARRETERAS, EL TRAFICO DE DROGAS , LAS PLANTACIONES DE CANNABIS. NO HAY NADIE QUE DENUNCIE LA CORRUPCION EN PERNAMBUCO,