sábado, 23 de agosto de 2014

No grande tabuleiro


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gelio Fregapani

Além das tensões entre a China e o Japão e do eterno conflito Israel/Palestina, no mundo prosseguem as guerras internas na Síria, no Iraque e na Ucrânia, todas em maior ou menor grau, colocando em confronto a Rússia e os EUA, reacendendo as brasas da Guerra Fria. A maioria desses conflitos foi causado pela desastrada política norte-americana, mas normalmente a Rússia recua quando sente que a reação pode conduzir a uma Terceira Guerra. Uma só vez, quando a reação pareceu mais firme (que  aconteceu na Síria) foram os EUA que recuaram. Ninguém está disposto a pagar para ver enquanto não estiverem em jogo seus interesses vitais.

Mesmo considerando quase sempre desastradas as intervenções estadunidenses, só temos razão para aplaudir o bombardeio das tropas do Estado Islâmico (ISIS), que já domina o norte da Síria e parte do Iraque, talvez esses fanáticos tenham sido criados pelo ataque americano ao Iraque e pelo apoio à revolução contra Assad, na Síria, mas o fato é que a ideia da criação de um “Califado” ultra fanático, que crucifica (literalmente) os que consideram infiéis, principalmente os cristãos, pode tomar um vulto irresistível. A História já registrou isto no século VII.

Israel pediu desculpas pela declaração de seu boquirroto porta voz de que o nosso País seria um país anão, diplomaticamente insignificante. Está bem, aceitemos. Caso encerrado, mas que não se repitam ofensas. A maioria dos antagonismos se atenua com o tempo, mas a disputa entre israelenses e palestinos tende a demorar mais do que os outros todos tem suas razões, não temos nada com isto.

Na América do Sul

Há expectativa de que uma eventual troca de Governo no nosso País provoque mudanças completas no continente: O nosso País certamente se afastaria dos inconvenientes “kamaradas” da América Latina e da Rússia, (que nem mais é comunista), apesar do prejuízo econômico que isto pode causar.

A Argentina, sem o nosso apoio se tornará um caos econômico. Na Venezuela os rumos apontam para uma revolução sangrenta apoiada pelos EUA, independente das nossas eleições e a Bolívia, também sem o nosso apoio, estará sob sério risco de desagregação, sendo possível novas perdas territoriais e até mesmo seu desaparecimento como nação.

Sem noção

Política de portas abertas - O numero de refugiados no Brasil cresceu 800% em quatro anos. Eles- quase todos mulçumanos - vêm de Bangladesh, Gana, Senegal e do Haiti. A maioria vem através do Peru e depois da Bolívia, atravessam a floresta e chegam em cidades perto da fronteira em vários estados. São na sua maioria radicais do islamismo, religião que prega que nós outros devemos nos converter ou morrer. O pior, o governo brasileiro já distribuiu cerca de 31.000 passaportes e CPF, nos dois últimos anos.

Chegará o momento em que começarão impor seus costumes e suas leis. Depois, quem sabe, a matar os católicos, evangélicos e espíritas no nosso Pais. Pode ser que comecem pelos judeus, mas não ficarão somente neles. Além das perseguições no Iraque e na Nigéria vemos que na Europa já se sente essa ameaça. Em lugar de acolhermos esses indesejáveis hospedes permanentes que não pretendem se nacionalizar nem de aderir aos nossos valores, deveríamos nos preparar para recebermos dignamente os nossos conterrâneos expulsos do Paraguai e da Bolívia, para onde foram premidos talvez pelas nossas leis erradas e pela insegurança no campo. Estes sim, são gente da melhor qualidade, sem contar que ainda são nossos patrícios.

Nióbio - O Ministério Público de Minas Gerais desconfia que o nióbio vendido para o exterior tenha o valor da tonelada subfaturado. O MP acredita que, depois que o nióbio deixa o Brasil, as subsidiárias nos três continentes revendem o mineral para o resto do mundo com valor maior do que o estipulado no Brasil, lesando o cofre do governo de Minas, que tem participação nos lucros da mineradora. Desconfia? Muitos tem certeza. Por mexemplo,

Adriano Benayon, ex-diplomata, professor aposentado do departamento de Economia da UnB e autor do livro “Globalização versus Desenvolvimento”, apresentou a  conta sobre o prejuízo que o país tem ao não se investir em tecnologias que agreguem valor ao mineral:  “Só com o nióbio o Brasil deixa de ganhar anualmente bilhões de dólares. Perde cerca de US$ 40 bilhões, com o descaminho e com a diferença entre o valor das ligas ferro-nióbio no exterior e seu preço oficial  de exportação. De fato, os  bens finais em cuja produção o nióbio entra atingem preços até 50 vezes maiores que os valores reais no exterior dos insumos à base de nióbio. Esses insumos — como os do tântalo, do titânio, do quartzo etc –  são ‘vendidos’ pelo Brasil por frações de seu valor no exterior. Já a China industrializa suas matérias-primas. Com isso o produto nacional bruto deles multiplicou-se por 20 nos últimos 30 anos, tornando-se a 2ª maior potência mundial”. 

Foi publicado que haveria envolvimento do Zé Dirceu nesse em “embroglio”.

A remessa de lucros e dividendos das empresas estrangeiras atingiu, nos últimos 8 anos, o volume de US$ 171,3 bilhões, segundo o DIEESE: http://goo.gl/muWR75. Esta sangria é o resultado de igualarmos os direitos das empresas nacionais e estrangeiras. Um pouco de leitura de Alexander Hamilton esclareceriam aos nossos dirigentes atuais e futuros.

A campanha do desarmamento chega ao ridículo. O STF solta um bandido de R$ 6,5 bilhões e a PF prende um governador porque tem uma pistola guardada em casa. Nossa Justiça protege os ladrões e nossas forças de Segurança Pública apontam suas armas de preferência para as pessoas de bem.

Assim vamos mal.......

Gelio Fregapani é escritor e Coronel da Reserva do EB, atuou na área do serviço de inteligência na região Amazônica, elaborou relatórios como o do GTAM, Grupo de Trabalho da Amazônia.

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