terça-feira, 23 de setembro de 2014

É inquietante


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

Os três principais candidatos à presidência da república baseiam seus discursos de campanha na realização mandatória de mudanças. 

Dois deles referem-se, por motivações diferentes, à necessidade de transformações em relação às políticas e maneira de governar do partido do governo, salpicadas, segundo ambos, praticamente desde que entraram em vigor, de escândalos e corrupções, além de responsabilizadas por uma gradual deterioração da economia, que preocupa toda a sociedade quanto aos desdobramentos futuros, e por uma postura velada de agressão ao regime democrático, através da criação de decretos suspeitos e ameaças de incendiar o Brasil, caso a situação não saia vencedora. 

Por outro lado, a postulante à reeleição reafirma sua disposição de executar também mudanças mas dentro de um contexto que prevê a continuação e correção das que, segundo seu ponto de vista e dos articuladores de campanha, foram iniciadas em 2002, quando o PT se instalou no Planalto. 

Assim, vemos que os três blocos competidores discursam sobre a mesma necessidade, dentro de uma visão que lhes seja favorável no panorama de campanha. 

A população, que também deseja novas abordagens, cai numa perplexidade que se origina nas generalidades dos três discursos. 

Como os programas de governo não estão perfeitamente explicitados, limitando-se cada postulante  a apontar as fragilidades e defeitos dos outros dois, é provável que, o que o cidadão que irá à urna no próximo dia 5 deseje mesmo é uma "mudança" nas mudanças, sem saber muito bem o que isso significa. 

A verdade é que todo essa situação meio confusa não favorece a orientação ao eleitor a respeito de "em quem votar" mas de "em quem não votar", o que, possivelmente produzirá nele um certo desconforto ao sair do sacrossanto espaço do voto secreto e, lamentavelmente, obrigatório. 

É inquietante.


Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

2 comentários:

Anônimo disse...

resumindo, não vou votar, e depois pago aquela multinha.

sem condição, não vou nem perder meu tempo

Anônimo disse...

Vocês, militares, covardes, omissos e/ou coniventes, nos deixam indignados. Já estamos todos fartos dessas presepadas sem fim, dessas bravatarias ridículas da turma do pijama na reserva, em suma, dessa VEADAGEM. Enquanto os micos amestrados na ativa se omitem, o Brasil afunda. Covardes! Traidores!!!!