quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Inadimplência das empresas em alta – veja como reverter a situação


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Reinaldo Domingos

O número de empresas inadimplentes em agosto cresceu 7,64%, frente ao mesmo mês de 2013, segundo dados divulgados pelo SPC Brasil e pela CNDL. Este é o quinto mês seguido que fica acima dos 7%. Ainda segundo a pesquisa, o ramo de serviços é o mais problemático, com alta de 10,76% na inadimplência e representando 35,88% de todas as dívidas das pessoas jurídicas.

Assim, quando uma empresa enfrenta dificuldades financeiras, devido ao não pagamento de compromissos que devem ser honrados, o caminho certo para a solução dessa situação consiste em aplicar e realizar um plano para o pagamento das dívidas.

Primeiramente, se deve descobrir como e quando as dívidas foram geradas. Além disso, essas precisam ser amortizadas para que não sejam cobradas judicialmente pelos credores, prejudicando a imagem da empresa no mercado. É importante frisar que cada tipo de dívida garantida por um contrato é protegida por alguma lei, estabelecendo os efeitos do não pagamento do compromisso.

Principais passos para elaboração de um plano para o pagamento das dívidas:
·  Verificar se o negócio está dando lucro, desenvolvendo um amplo diagnóstico financeiro da empresa;
·  Realizar um levantamento correto do valor de todas as dívidas vencidas e vincendas (a vencer), identificando detalhes com credor, data do vencimento, valor, multas, juros, etc.;
·  Verificar a capacidade de pagamento da empresa, ou seja, se os lucros futuros serão suficientes para suportar a amortização do valor das dívidas. Caso contrário, adotar, se possível, os procedimentos para a redução de custos improdutivos e desperdícios, bem como aumentar o faturamento;
·  Estabelecer as prioridades para pagamento dos credores, seguindo a ordem proposta a seguir e considerando o valor de cada dívida, seu custo e risco do não pagamento. Ordenação do pagamento das dívidas:
a.     Dívida de menor valor, alto risco e/ou alto custo financeiro;
b.    Dívida de maior valor, alto risco e/ou alto custo financeiro;
c.    Dívida de menor valor, baixo risco e/ou baixo custo financeiro;
d.   Dívida de maior valor, baixo risco e/ou baixo custo financeiro.


Reforço que é sempre importante avaliar o não pagamento de cada dívida em baixo e alto risco, calculando o percentual do custo mensal, dividindo os juros mais encargos pelo valor total da respectiva dívida.

É de fundamental importância que o empreendedor efetue um controle frequente da execução do cronograma previsto neste passo, para avaliar os resultados e tomar as medidas corretivas, caso ocorram desvios em relação ao planejado.

Em todo esse processo, é conveniente que o empreendedor conte com o suporte de um consultor ou educador financeiro e até mesmo uma orientação jurídica. Além disso, também recomendo a realização de cursos relativos ao tema, pois, apenas assim terá conhecimento para enfrentar qualquer imprevisto.

Reinaldo Domingos é educador e terapeuta financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira, Abefin e Editora DSOP, autor do best-seller Terapia Financeira, dos lançamentos Papo Empreendedor e Sabedoria Financeira, entre outras obras.

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